2007/09/13

DO CASTELO TRATA-SE DEPOIS!


Imagem retirada daqui.

É graçola recorrente em Sacavém, um episódio envolvendo a freguesia vizinha de Camarate, no qual esta exigia a construção de uma ponte, à semelhança da que existia em Sacavém. Impacientado, o alvo da exigência terá perguntado para raio queriam eles a ponte, se não tinham um rio.
A resposta foi pronta, tratem lá da ponte que do rio trataremos nós mais à frente!

De Camarate pode vir agora a desforra. Parece que se vai realizar uma Feira Medieval e Sacavém? Claro que mais à frente eles tratarão do Castelo!


De há uns anos a este parte multiplicaram-se pelo país as Festas, Festivais e Feiras de época, nas quais se recriam ambientes passados existentes nessas localidades. Em quase todas o tema/período histórico escolhido foi a idade média. Pelo romantismo cultural de que se reveste este período da nossa história, que se mantém desde Alexandre Herculano, a aposta tornou-se um sucesso em quase todos os lugares onde foi feita. Nuns casos com menos rigor histórico, noutros autênticos eventos culturais e académicos, onde o evento serve simultaneamente de envolvente a colóquios e conferências científicas sobre este período da história, como no caso do Festival Islâmico de Mértola, talvez o mais consistente do todos os eventos deste tipo, a todos une a existência de um ambiente patrimonial que previamente os enquadra e desse modo se valoriza.
Seja em Santa Maria da Feira, na Vila de Mões em Castro Daire, no Mercado Medieval de Óbidos, na Feira Medieval de Silves, na Feira Medieval de Montemor-o-Novo, no Festival Islâmico de Mértola, na Feira Islâmica de Cacela Velha, entre muitos outros, a valorização do património histórico, arquitectónico e cultural existentes, a par da promoção turística das regiões e localidades foram os principais objectivos dos promotores e organizadores deste tipo de eventos, sendo na sua maioria alcançados. Este eventos servem então de montra a uma oferta existente todo o ano e que pode funcionar como ponto de atracção turística, sendo, desse modo, um meio de valorização e desenvolvimento económico. Assim, os recursos empregues são um investimento eficaz e consequente.
No próximo dia 22 de Setembro, a Câmara Municipal de Loures, assinalará o Dia Mundial do Turismo com a realização da I Feira Medieval em Sacavém, no Parque Tejo-Trancão! Finalmente, após anos de evocação da data com concertos da Àgata e sucedâneos, o Município decidiu alterar a sua estratégia de promoção turística do Concelho, em especial da zona oriental, sacando da cartola uma Feira Medieval. Mesmo admitindo a minha distracção e falta de informação, este evento em Sacavém, menos que um fenómeno, é um epifenómeno. Escassos são os motivos, para evitar dizer nenhuns, que possam servir de justificação à sua realização em Sacavém. Falta-lhe motivo, enquadramento e consequência. Durando apenas enquanto existir, este evento é um morteiro de som forte, luz pobre e eco rápido.
Mais do que uma Feira Medieval, será uma feira de vaidades, vãs...

5 comentários:

Anónimo disse...

Que fez você à sua afilhada francesa, que nunca mais por aqui apareceu?

Rui Pinheiro disse...

Bom seria que a Câmara de Loures e os partidos nela representados se preocupassem com o golpe que se está a preparar para arrasar o Convento dos Mártires e da Conceição. Sobre isso não vejo uma iniciativa, nem oiço um murmúrio.

Anónimo disse...

hum

O MARQUÊS DA PRAIA E MONFORTE disse...

Na última ou penúltima reunião de Câmara foi dada, de passagem uma informação, na qual os serviços centrais do Património do Estado, vinham agora dizer que afinal a Câmara municipal não poderia exercer o seu direito de preferência na compra do imóvel e envolvente, isto depois de esses mesmos serviços terem instado o município a tomar uma posição. Nesse momento, quer a Câmara Municipal, quer a Assembleia Municipal aprovaram o exercício desse direito no quadro dos valores e dos prazos que lhes foram apresentados.
Sem dúvida que assunto carece de clarificação.

O MARQUÊS DA PRAIA E MONFORTE disse...

Sobre a minha afilhada não seu nada. Disse-me que ía à rua comprar uns caramelos e ainda não regressou.