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2008/08/31

A MORTE NÃO É NADA



"A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei a ser.

Chamem-me como sempre me chamaram.
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Não utilizem um tom solene ou triste,
continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que o meu nome seja pronunciadocomo sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.

A vida significa tudo o que sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de vossos pensamentos,
agora que estou apenas fora de vossas vistas?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho...
Vocês que aí ficaram,
sigam em frente,
a vida continua linda e bela como sempre foi."

Santo Agostinho




Numa tarde de tristeza e sem vontade de escrever, tomei a liberdade de transcrever o texto lido pelo Padre Ricardo nas cerimónias fúnebres do primeiro homem a quem tive vontade de chamar Camarada.

Até sempre, Adão!

2008/01/06

PARA UM AMIGO



Para o nosso amigo Adão Barata, hoje e sempre cantamos-lhe as Janeiras.
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

Letra e Música de Zeca Afonso

2007/10/21

HAVEMOS DE NOS ENCONTRAR NOUTRA HISTÓRIA





A Polónia não desaparecerá
Enquanto nós vivermos
O que os estrangeiros nos tiraram
Com sabre reaveremos.
Marche, marche Dombrowski
Das terras italianas para a Polónia,
Sob teu comando nos uniremos à Nação.

Atravessaremos o Vístula,
Atravessaremos o Warta
E seremos polacos.
Deu-nos o exemplo Bonaparte
De como devemos vencer.
Como Czarniecki de Poznan
Após a invasão sueca
E para salvação da Pátria
Voltaremos pelo mar.

Lá o pai para sua Bárbara
Disse todo choroso:
“Ouça são os nossos
Eles estão tocando tambores”.”

Józef Wybicki – 1747-1822



Para a minha amiga e colega Katarzyna.
Para que as esperanças que deposita no acto eleitoral que se realiza hoje na sua Polónia querida , se concretizem.
Deixo-lhe um hino que tem acompanhado os polacos nos momentos em que é preciso resistir. (Hino das Legiões Polonesas).