2007/08/04

BOLA DE BERLIM





A ASAE apreendeu 4000 bolas de Berlim nas praias do Algarve! Grande palermice. Espero que não haja desvios do material apreendido.

GENTE DO PALÁCIO I




"Vai demorar tempo a limpar a imagem do ciclismo"

Público - 04.08.2007
Artur Lopes anuncia um plano antidoping para a Volta a Portugal "extremamente apertado"


PÚBLICO - Porquê tanta polémica sobre doping no Tour?
ARTUR LOPES - Sempre que há um teste positivo há polémica. Houve o caso do Vinokourov, que é uma figura de topo, e de outros de menor mediatismo. A segunda polémica foi causada pelo facto de, pela primeira vez, se ter afastado um corredor [Michael Rasmussen] porque teve uma falta a um controlo surpresa antes da prova que o punha sob suspeita, e obrigou a sua equipa a tomar uma atitude, seguramente depois de ter conversado com o organizador do Tour e de ter ouvido o presidente da UCI [União Ciclista Internacional] a dizer que não seria bom que o Rasmussen ganhasse o Tour. Foi a primeira vez que uma equipa retirou um corredor e putativo vencedor. É uma demonstração cabal de que as coisas estão a mudar.

P- Concorda com decisão da organização da Volta a Portugal em aceitar ciclistas envolvidos na Operación Puerto?
AL- Este caso não tem a ver com a justiça desportiva, mas sim com a civil. No caso Puerto há muitas coisas por apurar e outras que não passam de puras suspeitas. Depois do convite feito e das equipas aceites, o organizador terá de ter uma razão muito forte para rejeitar inscrições, não apenas suspeitas.

P- Poder-se-ia exigir às equipas que cumprissem o mesmo código ético das grandes voltas?
AL- Não se pode exigir.Mas a Vuelta exigiu...Porque está no ProTour. Quis criar um código de ética e a associação de equipas queria subscrevê-lo. Foi a associação de corredores que não aceitou. Não se pode impor um código de ética sem impor uma sanção. Mediante um processo civil, que foi arquivado, em que não há ainda certezas sobre quem estava ligado àquela rede, não se pode de ânimo leve exigir aos organizadores que não aceitem determinados ciclistas. Se quiserem, podem não aceitar. Estarão a fazer bem? Mal? Mas, depois da equipa presente, retirá--los apenas por suspeita pode originar processos nos tribunais.

P- Há risco para a imagem da Volta?
AL- Há sempre. Mas o importante é que preparámos, com o CNAD [Conselho Nacional Antidopagem] e a UCI, um plano de controlo que é extremamente apertado, com testes sanguíneos surpresa, testes antes da Volta e durante a prova, incluindo detecção de eritropoietina.
P- Como é que o ciclismo se livrará da imagem que o liga ao doping?
AL- Vai demorar tempo, mesmo que a partir de hoje não houvesse mais ciclistas dopados. Falar-se-á sempre: "Ele subiu mais depressa que os outros, se calhar..." Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Neste momento, a malha é muito apertada e gostaria de ver a mesma malha noutras modalidades. Se calhar teriam muitos mais casos. A estatística anual do CNAD indica que o ciclismo é a modalidade com maior percentagem de atletas controlados e não é a que tem o maior número de casos.
P- Este ambiente internacional poderá prejudicar a Volta?
AL- Prejudica sempre. Haverá um prejuízo que não é mensurável. Além de fenómeno desportivo, a Volta é um espectáculo. Continuará a haver muita emoção. O ciclismo é uma modalidade única, porque as pessoas cheiram o suor do atleta, estão ali ao lado dele. Há quem faça 120 km para ver passar, por 20s, os corredores. É algo inexplicável.
P- Há mais dificuldades ao nível dos patrocínios?
AL- Sim, mas mais pelas dificuldades económicas que pelo doping.
P- Será possível um dia ter uma esmagadora maioria de equipas comprometidas com o ciclismo limpo?
AL- Tenho esperanças disso. Se houver sete, oito, dez equipas a demitirem quem se dopa, haverá um efeito de propagação às outras.
1
1

Artur Lopes, além de Presidente da Federação Portguesa de Ciclismo, é Médico e eleito da CDU na Assembleia Municipal de Loures.

VAMPIROS II




No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
1
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
2
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

VAMPIROS I




“A Unilever, fabricante europeia de produtos de higiene e alimentação, vai despedir 20 mil funcionários nos próximos quatro anos. A decisão foi anunciada ontem, pelo director executivo da Unilever, Patrick Cescau, na mesma cerimónia em que o grupo britânico-holandês anunciou um lucro de 2,3 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2007. Este corte corresponde a uma redução de 11 por cento do total de empregados da Unilever, grupo com sede em Roterdão, na Holanda, e que soma 179 mil empregados em mais de 100 países. Em Portugal, a Unilever tem quatro fábricas (uma em Santarém, outra em Abrantes e mais duas em Santa Maria da Azóia e Sacavém), no âmbito de uma joint venture estabelecida em 1949 com o Grupo Jerónimo Martins (JM).” In, Público, 03-08-2007

2007/08/03

IMAGENS DISTANTES VII


Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros - O Cortejo Histórico, Transportando hortaliça - Saloio de Loures
Data: 1947
Autor: Benoliel, Judah

A HABITAÇÃO É DEMASIADO IMPORTANTE PARA FICAR A CARGO DOS CONSTRUTORES!


Havana


Não sei se a proposta do BE será exequível, nem em que moldes será aplicada. Contudo a reacção do presidente da associação de empreiteiros da construção que considerou imposição de uma quota de 25% de construção a custos controlados algo próprio de Havana e não de Lisboa merece um comentário. O Direito à habitação condigna está constitucionalmente consagrado, logo as políticas de habitação, gestão e organização do território e a legislação que enquadra a gestão dos solos urbanos e a indústria da construção devem concorrer para a materialização deste direito. O direito aos industriais da construção de fazerem o seu negócio e a especulação é, neste quadro, um direito inferior. Se não se derem bem com a natureza do seu negócio, nem com as condições que lhe estão inerentes, dediquem-se à construção de iates. Façam-nos pelo preço que quiserem e vendam-nos a quem os comprar. Ninguém se meterá com o seu negócio!
Em relação à comparação com Havana, basta circular por Lisboa para perceber que o mercado da construção ao preferir, por razões próprias da lógica da maximização do lucro, construir novo, massificando as periferias, tem contribuído para que várias zonas da cidade estejam tão degradas como a Havana embargada.


Lisboa

NOUTRO MUNDO


“Documento único e extraordinário sobre a ocupação da Herdade da Torre Bela no Ribatejo no pós-25 de Abril. A 23 de Abril de 1975, cinco semanas depois do 11 de Março e dois dias antes do aniversário da revolução dos cravos, ex-trabalhadores agrícolas, prisioneiros políticos libertados e rufias invadem a herdade, propriedade do duque de Lafões, numa acção rara por decorrer no Ribatejo (quando a maioria das ocupações se passavam no Alentejo e o Ribatejo permanecia refúgio da Direita). Realizado por Thomas Harlan e produzido por Paulo Branco, é um acutilante olhar político sobre uma época, uma utopia e as suas contradições.” O documentário, visto hoje remete-nos para um tempo quase irreal. A pouco mais de 30 anos, parece que vemos algo quase fora de contexto cultural, quase fora de tempo. Está em exibição.

GRAÇOLA ÓBVIA






È uma piada fácil... Mas está tanto calor!

2007/07/31

LISBOA



Lisboa tem passado por maus momentos. Muitos lhe têm jurado amor eterno para logo de seguida a desonrarem. Porém, a cidade uma velha, trigueira e robusta, sobreviveu a conquistas e reconquistas, consagrou reis e foi regicida, aplaudiu ditadores e foi revolucionária, foi colaboracionista e independentista, foi cristã, judaica e árabe. Cidade contraditória, recebia as riquezas no cais ao mesmo tempo que acendia as piras da inquisição nas suas praças. Francesa nas avenidas, meridional nos seus bairros.
Carlos V, Imperador e rei de Espanha disse; “Se eu fosse rei de Lisboa, seria em pouco tempo rei do Mundo. Não pensaria ele que Lisboa lhe facilitaria a vida, mas sabia que a cidade encerrava potencialidades. A este propósito, como leitura estival, recomendo o livro de Dejanirah Couto, “História de Lisboa”. À beira da Europa, resvalou muitas vezes para o mar, tão desconcertante nalguns períodos da história que um cronista inglês a descreveu como “maior cidade do norte de Africa”.
Amanhã, Lisboa terá uma nova Câmara Municipal, eleita e empossada, e nela deposita esperança que lhe limpe as feridas mais recentes. Esperamos todos que a luz volte à cidade onde Estrabão, geógrafo grego, dizia que o sol mergulhava.

IMAGENS DISTANTES VI

Bairro de lata próximo do Seminário dos Olivais

Data: 1962

Autor: Goulart, Artur

TEMPO DE ANTENA, DEMÉTRIO ALVES




Circula no espaço virtual um abaixo-assinado que, entre outras considerações, apelava ao Ex-presidente da Câmara Municipal de Loures, Demétrio Alves, que se candidatasse novamente à Presidência do Município. Sobre este assunto, guarda este blogue um texto sobre a extemporaneidade desse abaixo-assinado, parodiando o facto do texto estar a ser subscrito pelas mais incríveis “personalidades”.
Um mensageiro trouxe-me ao Palácio um pedido para que difundisse um esclarecimento público do visado no abaixo-assinado.
Sendo que este foi um tema aqui abordado e em Agosto tudo é permitido, o Palácio do Marquês assegura o Tempo de Antena solicitado.
CARTA A VIRTRUVIO
CK,SDÇAGNO
CARTA A VIRTRUVIO
Por motivos óbvios não sei se nos conhecemos pessoalmente.Gostaria de lhe agradecer (ou de vos agradecer, caso sejam um colectivo) a gentileza, porventura imerecida, em considerar como possível a minha utilidade em futuras missões autárquicas.

Não fora o comprovado aumento da esperança média de vida, que, quando se tem a ventura de escapar às emboscadas precoces da grande ceifeira, nos possibilita olhar para horizontes temporais activos de mais vinte anos, mesmo quando já entradotes nos cinquentas, e seria obrigado a considerar a vossa ideia desfasada da minha condição etária. Por outro lado, face à pressão neoliberal no sentido do prolongamento da vida de trabalho obrigatório, é quase indeclinável estar disponível em solidariedade cívica, e não nos refastelarmos em confortáveis aposentadorias.

Relativamente à sua iniciativa gostaria de lhe transmitir que, com todos os seus méritos e inconveniências, deveria ser dada por acabada.

Poderei, caso o entenda adequado, esclarecer melhor, em missiva dirigida aos peticionários, e demais interessados, o meu estado de espírito perante a hipótese levantada. Passarei, porém, a adiantar alguns aspectos.

Desde já esclarecer, que, na minha qualidade de membro do PCP, que sou, não me parece adequado, possível e aconselhável, insistir numa via que, independentemente da sua bondade, verifico causar desconforto em muitos militantes e simpatizantes, que até poderiam “apoiar” a ideia, porque as circunstâncias concretas vividas em Loures são, de facto, preocupantes, mas não o fazem, nem farão, ou por questões de princípio, ou porque desconfiam dos seus verdadeiros objectivos.

Independentemente das diversas circunstâncias pessoais e familiares, e de motivações profissionais, que, no seu conjunto, me impulsionam para outros caminhos de actividade, que não os do exercício de funções políticas institucionais numa autarquia municipal, designadamente ao nível executivo, não rejeito absolutamente a hipótese de me disponibilizar e candidatar a tarefas nessa área, porque a vida já me revelou a importância decisiva que elas têm para as comunidades e territórios, e, portanto, admito teoricamente a possibilidade de vir a vislumbrar um projecto interessante, no qual o meu contributo, independentemente das funções específicas, pudesse ser positivo.

Contudo, e isso é incontornável, nunca me candidataria num contexto de divisão e, muito menos, de confronto com um qualquer projecto dimanado do PCP, mesmo que eu o considerasse menos acertado às circunstâncias em concreto. Se isso acontecesse, exprimiria a minha opinião discordante no sítio adequado, e se isso não me fosse permitido, guardaria silêncio.

No universo da política real, e no recanto da galáxia ideológica onde me encontro, o mundo dos silêncios não significa vazio, esterilidade e inacção diletante, e, sobretudo, permite esperar e distinguir, sob as ruidosas cacofonias oportunistas, e para além das amplificadas atoardas difamatórias que pontuam a actualidade, as notas cristalinas com que se construirão as novas sinfonias do progresso humano.

Isto não significa, no entanto, que desmereça o labor de todos os que, no meio do ruído e da poeira da incerteza, cerram os olhos e os punhos e vão pelo caminho do essencial, uma vez indicado como certo na defesa dos povos, independentemente dos erros e percalços comprovados, até porque sem esses lutadores brechtianos, de facto, nem sequer seria possível um novo tempo de sinfonias.

Este mundo do silêncio a que me refiro, não é um trem em viagem para o outro lado da barricada, que, no entanto, existe, em horários diversos e convidativos, e já foi por bastas vezes utilizado. É tão somente uma estação para retemperar as forças e as convicções daqueles que, como eu, não são permanentemente fortes e esclarecidos.

Parece-me, porém, que será aconselhável evitar a forte tentação de classificar esta estação como uma leprosaria, de onde não se retorna sem mácula, porque o número dos estagiários é enorme nesta gare do oriente, constituindo talvez um dos principais campos de recrutamento para as novas viagens globais.

Gostaria, ainda, de lhe dizer que comungo de muitas das preocupações por si manifestadas no documento inicial, e, sobretudo, partilho da opinião relativa ao desvario da actual gestão municipal, e às consequências negativas que ela tem para as terras de Loures.

E também registo, com alguma perplexidade, o atraso, pelo menos aparente, na construção de uma alternativa regeneradora.

Queira receber os melhores cumprimentos,
Demétrio Alves
(texto retirado de Terras de Loures)

2007/07/30

O GRANDE LÍDER


Marques Mendes, na sua primeira visita ao bebício que o PSD/Madeira organiza todos os anos no Chão da Lagoa, tratou Alberto João Jardim por “O Nosso Grande Líder”. Pela leitura dos jornais diários não se percebi se esta afirmação foi antes ou depois do “penalti-paper” em participou pelas tasquinhas do evento. Porém, mais Silly é difícil. Isto começa bem!


Sempre me intrigou como é que no Verão os noticiários têm a mesma duração do resto do ano, altura em que quase toda a gente está a banhos, e como é que os jornais desportivos têm o mesmo número de páginas dos meses em que há competições desportivas, nomeadamente os campeonatos de futebol. Essa proeza não consigo, portanto até Setembro aqui só se falará de assuntos sérios, porque os protagonistas dos restantes temas elegíveis neste blogue estão de férias.

ENTRE O AMOR E MORTE



Salomé com a cabeça de São João Baptista
Caravaggio, 1600

Entre o amor e a morte. É o modo mais condensado com o qual me consigo referir à peça “Salomé” de Oscar Wilde, onde o clímax é um beijo dado, por quem ama, na boca inanimada de quem mandou matar. Salomé, sobrinha de Heródes, filha de Herodíade, não dança descalça só sobre as lajes frias dos terraço do palácio, oscila entre a pureza e a sensualidade e a violência e a crueldade. É desta dualidade, que a personagem, a cuja morte de São João Baptista é atribuída no Evangelho de São Mateus, vive a o texto de Oscar Wilde.
Salomé deseja o que não pode ter, mas satisfaz-se em desespero com a destruição do que deseja. Por isso, conseguimos amá-la e despreza-la em simultâneo.



2007/07/28

IMAGENS DISTANTES V

Conduta elevatória em Sacavém
Sem data
Autor: Cruz, Chaves

TUDO PELA ESTAÇÃO, NADA CONTRA A ESTAÇÃO




O DN noticia na sua edição de hoje que a Administração da RTP decidiu alterar os prémios a atribuir aos trabalhadores da estação televisiva. Os prémios tinham um valor predefinido e estavam indexados à nota que cada trabalhador tivesse na sequência da avaliação do seu desempenho. Como o resultado global da avaliação resultou na existência de muitos trabalhadores avaliados com a nota Excelente e Muito Bom, a Administração decidiu reduzir em 25%os valores dos prémios que estavam fixados. Quem manda os trabalhadores da RTP serem bons profissionais?! Decidiu ainda, não atribuir o prémio aos trabalhadores, que embora sendo avaliados positivamente e logo merecedores de o receber, tinham um qualquer tipo de litígio com a empresa e nesse âmbito tivessem recorrido à justiça para fazer valer os seus pontos de vista. Nestes casos, Almerindo Marques entende que os trabalhadores em causa quebraram os laços de lealdade para com a empresa e por tal não são justos merecedores do prémio de mérito decorrente da boa avaliação de desempenho que tiveram. O direito exercido pelos trabalhadores é constitucional e pelo seu exercício não podem, obviamente, ser alvo de represálias, coisas dos Estados de Direito. Este episódio lembra a pretensão das confederações patronais de que seja motivo para justo despedimento a “quebra de confiança”. Fosse assim, e neste caso já o Sr. Almerindo resolvia a situação destes trabalhadores, está bem de ver. Sobre as restantes declarações desta alminha, nada melhor do que lê-las na primeira pessoa.

2007/07/27

"LUNÁTICOS POR ISRAEL"


“O que é que acontece quando se junta a poderosa direita cristã com o lobby israelita nos EUA? O resultado pode ser visto nesta videoreportagem que o Huffington Post fez no encontro anual dos Christians United for Israel. A sua agenda? Um ataque unilateral ao Irão e a expansão territorial de Israel. O seu discurso? Jesus regressará a Jerusalém depois da batalha do Armagedão e limpará a terra da presença do diabo. No final, todos os "infiéis" terão que se converter ao cristianismo ou sofrer eternamente no inferno.”



Ler e ver o resto no Zero de Conduta

OPOSIÇÃO PREFERIA O QUERIDO MUDEI A CASA


A Câmara Municipal de Loures aprovou, na passada quarta-feira, o anúncio de abertura de procedimento, programa de concurso e caderno de encargos, referentes ao “Pavilhão Macau – interiores, com os votos contra dos vereadores da CDU e mais 1 da parte do PSD. Agora, que aquilo já está tudo de pé, a Câmara Municipal decidiu que é preciso tratar da decoração do salão de chá que lá será instalado. Já que se começou, tem de se acabar aquilo. Não sei quanto custará mais esta obra, mas será seguramente mais do que aquilo que o bom-senso determina. Daí que os argumentos apresentados não tenham chegado para convencer a oposição da bondade da proposta em apreço.
Alguns contactos feitos e fiquei a saber que teria sido consensual na Câmara uma proposta que levasse o município a concorrer ao Querido Mudei a Casa. Percebi também que essa opção tinha várias vantagens. Desde logo pouparia umas valentes patacas ao erário público, o que só por si justificaria o custo de enviar o postal. Depois, seria uma garantia de que, algum bom gosto seria tido em conta, pelo menos na fase final daquela inenarrável obra.

CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES PREPARA AGENDA DE INAUGURAÇÕES PARA O FINAL DE 2021


Na última reunião da Câmara Municipal o vereador João Pedro Domingues anunciou que a obra em curso na Av. Estado da Índia, iniciada há muito tempo, de acordo com os testemunhos dos nossos avós, estará concluída em final de mês de Setembro de 2007. Esta informação contraria aquela que ainda hoje pode ser consultada no sítio oficial da Câmara e que dá conta de que esta obra já está concluída há um ano! Contudo, nem todas as partes desta obra ficarão já concluídas, na mesma reunião o vereador informou que o parque subterrâneo não será ainda concluído, mas ficou no ar que talvez um dia o venha a ser.
Porém, a informação mais relevante prende-se com o anúncio de que a Câmara iniciará, ainda este ano, a obra de requalificação da Praça da República em Sacavém. Tendo em conta a experiência em relação ao ritmo de construção das obras a cargo do Município, e apesar do vereador não se ter comprometido com uma data de conclusão, este anúncio denuncia uma febre eleitoralista da actual maioria camarária, que a leva a tentar preparar já uma agenda de inaugurações para as eleições autárquicas de 2021.

MEDALHA DO PAPELÃO




Foram ontem atribuídas as Condecorações Municipais do Município de Loures. Instituídas há já algum tempo, elas visam, como todas as condecorações e medalhas, distinguir méritos, dedicações e exemplos de cidadãos ou instituições, marcando com reconhecimento os seus trajectos e feitos. As Condecorações Municipais do Município de Loures não são excepção e, salvo uma ou outra circunstância, têm cumprido o seu papel.
Também desta vez muitas foram as personalidades e instituições que justamente foram reconhecidas, nos mais variados domínios, do desporto à cultura, do exemplo cívico ao exemplo económico e social. A todos os meus parabéns.
Este ano a cerimónia solene decorreu em Bucelas, mais exactamente, nas instalações do ANIM, na localidade da Chamboeira. Não é bem onde Judas perdeu as botas, porque ainda é preciso para no café para perguntar, andar mais 200 metros e depois, na curva que faz para a esquerda, entrar no portão à direita. Fácil e sem nenhuma informação da Câmara. Uma localização assim afasta por completo a possibilidade de participarem de outros que não a corte habitual de assessores, dirigentes municipais e adstritos, condecorados e família chegada, e um ou outro convidado institucional. Coisa feita por conhecidos para conhecidos. Se em todos os anos a participação na cerimónia não a torna propriamente uma iniciativa de massas, este ano a localização não ajudou muito. O Senhor Presidente da Câmara, que é um optimista, não sei se por ouvir os comentários de quem ia chegando, lá justificou o distante local, dizendo que era uma forma de se ver a “grandeza (terá querido aludir à dimensão geográfica, mas como sempre estampa-se nos sentidos) do concelho”.
Só agora cheguei ao ponto de onde queria partir, o discurso do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loures. Foi, como sempre, o melhor momento da cerimónia. Pejado de banalidades, sem coerência, com a mais que batida referência à sua passagem pelos Pupilos do Exército, referência feita pela ducentésima septuagésima nona vez em discursos, ( já agora ficava-lhe bem estudar os ordinais para que os pudesse utilizar no próximo aniversário do concelho), muito emocionado, com uns apartes intimistas, o que dá sempre jeito para se mostrar que se está próximo do povo, e mais umas referências a tudo e mais alguma coisa, de como somos optimistas, vamos sempre a jogo, a nós ninguém nos mete medo, e querer é poder (esta última é o lema dos Pupilos do Exército). Saiu-lhe tão bem a oratória, que houve quem em surdina dissesse, afinal não é preciso ser bom para ser Presidente de Câmara! Tem razão essa alma. É mesmo assim. Estrito senso, no discurso, mais não fez do que cavalgar no mérito daqueles que de facto o têm e justamente lá estavam porque lhes fora dito que lho queriam reconhecer. Maior falta de educação e respeito não conheço. Portanto, ficou por atribuir uma medalha do papelão.

2007/07/26

IMAGENS DISTANTES IV

Ponte entre Loures e Bucelas
Fotografia anterior a 1952
Autor: Eduardo (1900 - 1958)

EM LOURES TAMBÉM TEMOS AS NOSSAS ALFAIAS AGRÍCOLAS



O caso Charrua tem uma particularidade, aconteceu em serviços intermédios da administração e envolveu uma pessoa com fácil acesso ao poder político, e por via disso à comunicação social. O caso tornou-se mediático e todo o país se dedicou a escalpelizar o assunto em causa. Claro que a decisão da Ministra não poderia se aquém do que foi. Há muitos Charruas na Administração Pública, quer central, quer regional. Na Câmara Municipal de Loures têm sido, por assim dizer mato, as situações parecidas ao longo dos últimos seis anos. Mas no caso Charrua existiram procedimentos administrativos disciplinares que permitiram julgar o caso com base em factos documentados. Aí residiu o erro (!). O que é normal são as pressões não verificáveis, as desautorizações e as conversas pessoais, onde o visado é claramente informado, sem testemunhos ou prova escrita, que está a mais e que o melhor é procurar vida noutro local. A única evidência destes processos é normalmente os pedidos de transferência de serviços dentro da estrutura ou mesmo o pedido de transferência para outras estruturas da administração. Claro que tudo isto acaba por ser feito a pedido dos próprios e é diligentemente despachado, no melhor interesse (!) do requerente, pelos promotores da persecução.

E QUE TAL UMA CAMISA-DE-FORÇAS?III




Alberto João Jardim finalmente percebeu que a questão relativa à não aplicação da Lei de Despenalização da IVG começa a atingir foros de doença mental. E diz que quem tem uma obsessão face ao assunto deve procurar tratamento. Concordo. Há algum tempo que não concordava com o Presidente do Governo Regional da Medeira!

2007/07/25

E QUE TAL UMA CAMISA-DE-FORÇAS?II



A Assembleia Legislativa da Madeira é um maná. Jaime Ramos, essa inenarrável figura que faz Alberto João Jardim parecer um delicodoce, acusou o Deputado do PCP, Edgar Silva de ter “roubado dinheiro das igrejas”, de ser “vadio”, “chulo da sociedade”, “desgraçado”, “desempregado” e de que, se Edgar Silva não fosse deputado, viveria à custa das esmolas da igreja. Tudo isto foi proferido na resposta à intervenção do Deputado Edgar Silva sobre o regime de incompatibilidades na Madeira.
Fico com uma grande angústia. O Canal Parlamento deveria transmitir as sessões da Assembleia Madeirense.

E QUE TAL UMA CAMISA-DE-FORÇAS?


100 PAUS





Hoje descobri cá pelo Palácio uma moeda de 100 paus. Quando saiu de circulação dava para pagar dois cafés. Hoje daria para pagar apenas um, mas nos sítios mais baratos. Já foi em 2002 a última vez que pudemos pagar um café com escudos. Contas redondas a simples bica aumentou, em média, em 6 anos 100%. Em 1 de Janeiro de 2002 o Salário Mínimo Nacional era de 348,01 €, hoje é de 403,00 €, um aumento de quase 16%.
Tomar um café é o mínimo álibi possível para uma conversa entre amigos, para quem ganha o salário mínimo nacional, falar com um amigo tornou-se muito mais caro.

2007/07/24

DAVID & GOLIAS


O título deste texto não é nenhuma piada ao facto de Marques Mendes ser baixinho e ter para aí um metro e uma gillette. Apesar do texto ser sobre a contenda que se anuncia lá para o fim de Setembro entre os dois anunciados candidatos à liderança do PSD, lembrei-me primeiro de Golias por causa de Luís Filipe Meneses e da sua arrogância. Por arrasto lá vem David, pequeno, é um facto, mas persistente. Ambos disputam um reino de fantasia, a Israel prometida do poder a que o seu partido tanto se afeiçoou e onde verdadeiramente se fez grande.Quer um, quer outro terão no futuro o mesmo problema. O PS não lhes dá margem de manobra, comeu-lhes a agenda. Governa como eles governariam. Os interesses que poderiam ser a alavanca que impulsionadora do seu partido para o banquete do poder estão satisfeitos com o PS e com Sócrates e não vê razão para alterar a sua aposta. Bem pode Menezes dizer que vai falar para o povo, ser a voz das suas aspirações, ter um programa alternativo e inovador, que no fundo isso é só conversa e ele sabe-o melhor do que ninguém. A verdade nua e crua é que na democracia portuguesa o poder dos interesses económicos é que determina a alternância no poder entre os dois partidos do centro, ora o PS, ora o PSD. O resto trata-se a seu tempo. Quando Sócrates não lhes servir, então o PSD terá a sua oportunidade E esses, os dos interesses que realmente contam, tratarão de elevar quem na altura estiver na liderança do PSD à condição de homem providencial. Meneses sabe bem que esse momento ainda não chegou, daí as suas reticências em avançar

DO FUNDO DO BAÚ – PAVILHÃO DE MACAU



Das janelas do meu Palácio, tenho visto erguer-se lentamente, muito lentamente, uma réplica em plástico da fachada da Igreja de São Paulo em Macau. Já lá vão quase quatro anos que a Câmara Municipal de Loures decidiu comprar à Parque das Nações o que sobrou do Pavilhão de Macau, para o erguer no Parque da Cidade em Loures. Então os custos estimados daquela decisão andava pelos 270 mil contos. Não sei quanto será o custo final daquilo, mas não me engano se ele andar já bem além dos valores inicialmente estimados.
Muitos são os edifícios com real valor patrimonial no nosso concelho a carecer de intervenções urgentes e aos quais esta verba seria a diferença entre a manutenção futura e a ruína irreversível. A Câmara Municipal optou por investir o seus recursos, escassos segundo propagandeiam, nesta obra cuja única utilidade é encher o olho. A verdadeira obra de fachada.
Apesar disso, não se pode deixar de registar que após tanto tempo, este monumento em plástico e ferro de montar ainda não está concluído.


Para memória, recolhi do fundo do baú um texto publicado em 2004 no defunto blogue acontece em loures.


"Em ano pré-eleitoral a Câmara Municipal de Loures prepara-se para um conjunto de iniciativas inéditas em todo o País e que surpreenderão pela sua espectacularidade. Sempre bem posicionado junto do poder, o aconteceemloures conseguiu saber em primeira mão, que os serviços de protocolo preparam já a inauguração do Pavilhão de Macau no Parque da Cidade. O secretismo e antecedência dos preparativos desta inauguração devem-se aos contactos que tem vindo a ser feitos no sentido de confirmar a participação de Sua Alteza Real Queen Mary Stuart na inauguração da Sala de Chá do Pavilhão de Macau. Esta brilhante ideia e a sua execução foi obra do responsável do Serviço de Protocolo da Câmara Municipal de Loures a quem foi relativamente fácil o acerto de pormenores, tendo em conta a relação próxima entre o responsável do serviço e sua alteza real, aquando da passagem deste pelos serviços de protocolo da corte inglesa entre 1495 e 1587. A razão deste convite fica a dever-se ao custo imperial desta Sala de Chá, cujo os custos deverão rondar os 270 mil contos. A verba necessária para comprar o monte de sucata que jaz no Parque das Nações em Lisboa, transportá-lo para o Parque da Cidade, montá-lo e recuperá-lo. Além de tudo este tipo de caprichos dispendiosos são próprios das Monarquias. Quem não se lembra da famosa construção do Palácio de Versalhes no meio de nenhures ou da ordem do Czar Pedro para que se edificasse uma cidade no meio de um pântano, Petrogrado."

JÁ NÃO HÁ SENTIDO DO RIDÍCULO



No último número da revista Loures Municipal, somos presenteados com uma foto de Scolari ao lado de outro senhor, que o texto anexo indica como sendo o Senhor Vereador que está a substituir o Vereador Frasquilho e que actualmente é responsável pele área do Ambiente na Câmara Municipal de Loures.
A fotografia foi tirada no dia 24 de Junho, na última edição do Bike Tour. Tanto quando me foi possível apurar, há muito que Scolari corria atrás da possibilidade de obter um fotografia com este Senhor. Depois de ter sido fotografado ao lado do Papa, já não poderia aspirar a mais. A revista Loures Municipal publica esta fotografia para mostrar como os seus responsáveis, apesar da altura onde as suas atribuições os colocam, têm sempre tempo para acarinhar os seus admiradores.

VINDE A MIM AS CRIANÇAS

A propaganda no seu esplendor. Ontem, na apresentação do Plano Tecnológico da Educação, que contou com a presença de José Sócrates e da Ministra da Educação, uma sala cheia de crianças bem dispostas e sorridentes ajudou a criar o cenário necessário ao momento. Digno de referência é que as crianças presentes foram contratadas para o efeito. Por 30 € cada, a empresa que foi contratada pelo Ministério para organizar a apresentação tratou de tudo ao pormenor, até das indispensáveis crianças, que ficam sempre bem, assim como as flores, a laranjada e os croquetes. Fica também aqui o registo, que consta que a Ministra era a verdadeira e que o Primeiro Ministro também não era um sósia.

A ABELHINHA E A FLOR


A Revista espanhola el jueves, que havia sido censurada por divulgar um cartoon onde os príncipes de espanha procriavam, emendou a mão, apresentando agora sim toda a verdade sobre a real concepção.

2007/07/23

ESTES BRITÂNICOS SÃO LOUCOS



Existe na terra de SAR Isabel II uma Comissão para a igualdade racial, ou coisa que o valha, que decidiu considerar o segundo livro das Aventuras de Tintim, Tintim no Congo, um livro pouco recomendável, por conter considerações racistas. Recomenda essa autoridade, que o livro seja retirado das livrarias, pelo que algumas já começaram a deslocar o título das secções de banda desenhada e infantil juvenil para a secção de adultos. Este novo extremismo do politicamente correcto, se levado a peito, não deixará muita coisa nas prateleiras das livrarias. Que fará a comissão aos textos de Aristóteles e Platão, que não eram propriamente grandes defensores da igualdade entre géneros? Que fará a comissão aos livros mais antigos de BD, onde os heróis ainda podem fumar um cigarro?
Os livros, os filmes, a pintura, o desenho, as criações humanas em geral, estão cheias de contradições, e indexam-se ao seu tempo, seja na estética seja nos valores. Essa é que é a riqueza das produções culturais. Ler o Tintim no Congo, é aprender algo sobre a sociedade belga da década de 30, sobre os valores coloniais ainda maioritários. O contacto dos mais novos com essa informação não é perigosa, perigoso será sim o desconhecimento dela. Os índex sempre deram maus resultados e nem os mais nobres motivos os justificam.
Grave, grave é isto acontecer justamente no país que mantém ainda hoje profundos tiques imperialistas no mundo. O Iraque lembra-lhes alguma coisa?

UM CRIADO EXEMPLAR



O romance puro, raramente me atrai, prefiro o romance historio ou o ensaio. Contudo este livro foi uma agradável surpresa, folheado inicialmente com o mesmo desinteresse com que se folheiam muitos outros numa visita ociosa a uma livraria, acabou sendo comprado por curiosidade, começando a ser lido sem grande expectativa.
É uma história clássica de um amor frustrado, por não ser correspondido, vivido por alguém cuja existência simples esconde uma riqueza mental extraordinária. Simples no argumento, o livro é escrito de forma elegante, as descrições são ricas e minuciosas, transportando-nos facilmente para os ambientes onde se desenrola a acção.