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2008/07/08
2007/11/13
ISTO SIM, É TRABALHO...


A Câmara Municipal de Lisboa vai lavar as ruas, praças e passeios e, imagine-se, pintar cinco novas passadeiras.
E não é que tal facto foi notícia de Telejornal.
Quem pode, pode.
Não me venham com a conversa da utilização do serviço público de televisão como veículo de propaganda do governo e do partido que o sustenta.
E não é que tal facto foi notícia de Telejornal.
Quem pode, pode.
Não me venham com a conversa da utilização do serviço público de televisão como veículo de propaganda do governo e do partido que o sustenta.
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2007/11/01
1º DE NOVEMBRO


Estou em frente ao Tejo. O sol outonal reflecte-se nas suas águas, prateando-as e acentuando a sua acalmia. Há mais de 250 anos, este mesmo rio, calmo e sereno, onde centenas de lisboetas procuraram refugio depois de longos minutos de tormenta, ergueu-se transfigurado. Olhando o rio, é difícil imaginar essa manhã de 1755. Aproveito para relembrar dois dos melhores contributos que li para a compreensão desse momento histórico e das suas inimagináveis consequências, O Pequeno Livro do Grande Terramoto, de Rui Tavares, e 1755 - O Grande Terramoto, de Filomena Oliveira e Miguel Real.
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2007/08/22
2007/08/03
A HABITAÇÃO É DEMASIADO IMPORTANTE PARA FICAR A CARGO DOS CONSTRUTORES!

HavanaNão sei se a proposta do BE será exequível, nem em que moldes será aplicada. Contudo a reacção do presidente da associação de empreiteiros da construção que considerou imposição de uma quota de 25% de construção a custos controlados algo próprio de Havana e não de Lisboa merece um comentário. O Direito à habitação condigna está constitucionalmente consagrado, logo as políticas de habitação, gestão e organização do território e a legislação que enquadra a gestão dos solos urbanos e a indústria da construção devem concorrer para a materialização deste direito. O direito aos industriais da construção de fazerem o seu negócio e a especulação é, neste quadro, um direito inferior. Se não se derem bem com a natureza do seu negócio, nem com as condições que lhe estão inerentes, dediquem-se à construção de iates. Façam-nos pelo preço que quiserem e vendam-nos a quem os comprar. Ninguém se meterá com o seu negócio!
Em relação à comparação com Havana, basta circular por Lisboa para perceber que o mercado da construção ao preferir, por razões próprias da lógica da maximização do lucro, construir novo, massificando as periferias, tem contribuído para que várias zonas da cidade estejam tão degradas como a Havana embargada.
Em relação à comparação com Havana, basta circular por Lisboa para perceber que o mercado da construção ao preferir, por razões próprias da lógica da maximização do lucro, construir novo, massificando as periferias, tem contribuído para que várias zonas da cidade estejam tão degradas como a Havana embargada.

Lisboa
2007/07/31
LISBOA


Lisboa tem passado por maus momentos. Muitos lhe têm jurado amor eterno para logo de seguida a desonrarem. Porém, a cidade uma velha, trigueira e robusta, sobreviveu a conquistas e reconquistas, consagrou reis e foi regicida, aplaudiu ditadores e foi revolucionária, foi colaboracionista e independentista, foi cristã, judaica e árabe. Cidade contraditória, recebia as riquezas no cai
s ao mesmo tempo que acendia as piras da inquisição nas suas praças. Francesa nas avenidas, meridional nos seus bairros.
Carlos V, Imperador e rei de Espanha disse; “Se eu fosse rei de Lisboa, seria em pouco tempo rei do Mundo. Não pensaria ele que Lisboa lhe facilitaria a vida, mas sabia que a cidade encerrava potencialidades. A este propósito, como leitura estival, recomendo o livro de Dejanirah Couto, “História de Lisboa”. À beira da Europa, resvalou muitas vezes para o mar, tão desconcertante nalguns períodos da história que um cronista inglês a descreveu como “maior cidade do norte de Africa”.
Amanhã, Lisboa terá uma nova Câmara Municipal, eleita e empossada, e nela deposita esperança que lhe limpe as feridas mais recentes. Esperamos todos que a luz volte à cidade onde Estrabão, geógrafo grego, dizia que o sol mergulhava.
s ao mesmo tempo que acendia as piras da inquisição nas suas praças. Francesa nas avenidas, meridional nos seus bairros.Carlos V, Imperador e rei de Espanha disse; “Se eu fosse rei de Lisboa, seria em pouco tempo rei do Mundo. Não pensaria ele que Lisboa lhe facilitaria a vida, mas sabia que a cidade encerrava potencialidades. A este propósito, como leitura estival, recomendo o livro de Dejanirah Couto, “História de Lisboa”. À beira da Europa, resvalou muitas vezes para o mar, tão desconcertante nalguns períodos da história que um cronista inglês a descreveu como “maior cidade do norte de Africa”.
Amanhã, Lisboa terá uma nova Câmara Municipal, eleita e empossada, e nela deposita esperança que lhe limpe as feridas mais recentes. Esperamos todos que a luz volte à cidade onde Estrabão, geógrafo grego, dizia que o sol mergulhava.
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2007/07/16
UMA IMAGEM VALE MIL PALAVRAS? E DUAS!?

Vindos de Cabeceira de Basto, apoiantes do PS ajudaram a criar uma manifestação “espontânea” de lisboetas em apoio ao recém-eleito Presidente da Câmara. Seria sempre estranha essa movimentação de massas, até porque em massa ninguém acorreu sequer às urnas!
Com tudo isto foi possível ver; "José Sócrates, aos gritos em cima de um camião Tir estacionado à frente do Hotel Altis, agradece aos "eleitores lisboetas que deram esta vitória histórica ao partido socialista". Cá em baixo, 300 eleitores de Famalicão, Alandroal, Tondela, Bobadela e Cabeceira de Basto agitam as bandeiras e gritam "Pêéxe", "Pêéxe", "Pêéxe"."
Via Zero em Conduta
Muito se tem escrito sobre o livro da camaradazita, mas nenhuma prosa que li até hoje supera esta imagem. Lágrimas, seguramente reptílias, limpas com um belo lenço stalinista.
Via Irmão Lúcia
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Zita Seabra
LISBOA

Vencedores e derrotados. Apesar de ser redutor encaixar as várias candidaturas concorrentes a Lisboa nestas categorias, é possível. O PS é vencedor destas eleições, apesar do resultado obtido ficar muito aquém das expectativas que o candidato gerava. Além disso, a meta estabelecida e anunciada da maioria absoluta ficou muito longe. Carmona é vencedor também, conseguindo ficar à frente do Partido com que se incompatibilizou. Roseta é vencedora, elegendo 2 vereadores, apesar da campanha ter sido bastante fraca. O PSD é um grande derrotado. A CDU tem um resultado sofrível. Mantém os dois vereadores, mas descendo na expressão percentual do voto, não consegue beneficiar nada da abstenção elevada, do desgaste do governo, nem do colapso da direita. A CDU teve uma derrota, ainda que mitigada pela manutenção da sua representação. O BE teve um resultado que, no comentário que lhe é devido, o aproxima da CDU. O BE desce percentualmente, mantendo a sua representação. O CDS-PP é varrido da Câmara, sendo muito grave o fim da sua representação na maior autarquia do país.
2007/07/03
POR FALAR EM ZÉS...

Este Zé, armado ao pingarelho, que agora se candidata a tudo o que pode, parece o Garcia Pereira dos fascistas. Interpelado pela mensagem do cartaz, direi “ Ó Zé, fazes tanta falta como sapateiro em terra de caramelo”, expressão antiga que traduzida em miúdos significa que, em terra onde as solas não se gastam, um sapateiro é desnecessário. Já sobre o rodapé do cartaz muito mais haveria para explicar a este Zé, mas o tempo é curto e o interesse em faze-lo, ainda é menor.
CDU LISBOA, FORÇA ALTERNATIVA.

Faltam menos de duas semanas para as eleições em Lisboa. Um dos cartazes do Bloco de Esquerda garante que com mais "Zés" não teriam existido tantos "Bragaparques". Pois bem, algo bem diferente do que aquilo que queremos ou desejamos que seja verdade é a verdade ela própria. Assim, consultem o dossier que consta na página de campanha da CDU Lisboa sobre a aprovação do negócio do Parque Mayer e a sua permuta com os terrenos de Entrecampos, mais do que palavras, são-nos dadas imagens das intervenções feitas na Assembleia Municipal de Lisboa, incluindo a intervenção do eleito do Bloco de Esquerda. A ver.
2007/05/06
O TÚNEL DO MARQUÊS
Buracos na zona do Marquês de Pombal, que metem água, não são uma novidade para o próprio, nem para o leão que o acompanha. Esta fotografia, que me foi enviada por mail, mostra-nos o Parque Eduardo VII, ainda antes de o ser, em 1930. Um lago, cheio todo o ano, era paisagem que encontrava quem subia a Avenida.
Obrigado pela foto.
LISBOA
Sobre a actual situação de Lisboa optei por não escrever nenhum comentário. Contrariando a efemeridade dos vilipêndios que a cidade tem conhecido nos últimos anos, aqui está a serigrafia de Maluda “Ruínas do Carmo”. Exemplo de como a cidade possui uma capacidade milenar de se regenerar, mantendo sempre o seu brilho e a sua luminosidade.
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