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2008/07/30

PARAGEM ACONSELHADA NAS CURVAS E NAS ROTUNDAS!




"Após uma década a "investigar" os caminhos para o futuro de Sacavém - tantos anos quantos aqueles em que governa na junta de freguesia - o PS da Câmara e da Junta, parecem ter finalmente descoberto o "alfa e o ómega" do "fomento do desenvolvimento" (seja lá isto o que for), as bases do progresso e "de uma maior qualidade de vida dos sacavenenses".

Não me surpreenderia que a Academia Sueca viesse a atribuir os Nóbeis da ciência e da economia, e quiça da medicina (descoberta do caminho viário para o Centro de Saúde) em conjunto e ex-acquo aos Srs. Presidentes da Câmara de Loures e da Junta de Sacavém. Tal é o pulo e avanço que a humanidade dá com esta "descoberta" sem igual sobre as alavancas do desenvolvimento.
De acordo com informações ainda reservadas a que tivemos acesso, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, terá já enviado para Sacavém, Mr. Cheick Sidi Diarra, Alto Representante da ONU para África, de modo a obter informações detalhadas sobre o extraordinário "rodinhas" com o propósito de o vir a implementar generalizadamente, assegurando, desse modo, no período do seu mandato como Secretário-Geral, um desenvolvimento sem precedentes no continente africano.O que são as coisas da vida!?...
Os arruamentos de Sacavém há anos que andam em guerra com viaturas, com peões, autocarros e quejandos. Uma verdadeira e permanente cowboyada. As sinuosas listas azul vivo só nos sugeriam um recrudescimento do ataque dos índios, coisa para breve e preparada com afã guerreiro.Afinal, é uma coisa muito mais à frente, muitíssimo evoluída: Informa-nos a diligente Junta de Freguesia que "a linha azul assinalada no pavimento das ruas significa entrar e sair em qualquer ponto do percurso".
É outro aspecto da maior valia no fomento do desenvolvimento. Já agora, este extraordinário principio também se aplica nas curvas e tudo ?!... O bendito "rodinhas" cumpre regras de trânsito diferentes das demais viaturas ?!...
Até Mr. Cheick Sidi Diarra, vai ficar surpreendido. Só não sei como é que ele vai arranjar tinta que "pegue" lá naqueles poeirentos caminhos africanos. Decerto, em Sacavém, contar-lhe-ão todos os segredos do desenvolvimento... até o truque da tinta.
Oxalá alguém faça um balanço desta "rodinhação" daqui a uns mesitos. É que não parece nada, mas somos todos nós que vamos pagar estas aventuras desenvolvimentistas dos Srs. Presidentes. E tudo isto para encobrir a sua incapacidade de assegurar serviços de saúde onde mais são precisos.Tudo sobre "rodinhas" hein ?!... "


2008/04/15

NA CASA DO VIZINHO IX




Reflexão XXIII - Para quando o metro até Loures?



"Hoje acordei, saí de casa, apanhei o autocarro e fui até Lisboa... Durante o meu percurso, dei por mim a olhar várias vezes para o relógio, a ver o tempo passar e a pensar que nunca mais chegava ao Campo Grande.
Depois de muitos olhares pelo vidro da frente, pelo esquerdo e pelo direito, lá pus o pé fora do autocarro, verificando que, de Loures até à estação terminal, tinha demorado nada mais, nada menos do que 45 minutos...
Efectivamente, sou uma pessoa que valoriza imenso os transportes públicos, não só porque não posso usufruir de um carro, a tempo inteiro, mas também porque, a meu ver, se todas as pessoas deixassem os seus carrinhos à porta de casa (ou, simplesmente, passasse a existir apenas um carro por família) o ambiente tornar-se-ia muito menos poluído e, por conseguinte, mais agradável.
Por isso, na minha opinião, não é razoável que Loures seja o único corredor de acesso à capital que não tem um meio de transporte de ferrocarril. Da mesma forma, não é aceitável que o aeroporto da Portela ainda não tenha ligação directa ao metropolitano. Mas, ao que parece, já estão a ser dados os primeiros passos para resolver esta segunda situação... por outro lado, no que toca ao nosso concelho, a situação parece-me estar, ainda, estagnada.
De facto, a construção de uma linha ferroviária, em Loures, só nos traria benefícios. Vejamos: se juntarmos as mais-valias advindas da requalificação urbana subsequente a esta obra, aos impactos positivos ao nível do ambiente (o metro utiliza energias "limpas"), da economia da economia (preservação da rede viária) e da sociedade (diminuição do tempo de deslocação entre Loures e Lisboa), fácil se torna apreender a urgência deste projecto.
Dos estudos até agora realizados, regista-se que são efectuados 4,9 milhões de viagens diárias na Associação Metropolitana de Lisboa (AML), das quais 18% são originárias do corredor de Loures.
Se este projecto for, como dizem, para a frente, o percurso entre Loures e Odivelas durará entre 10 a 15 minutos (mesmo em hora de ponta) e só mais uns poucos minutos até Lisboa. Tudo isto, claro, utilizando somente transportes públicos: a melhor garantia de qualidade e rapidez para utentes e moradores das/nas áreas de intenso tráfego rodoviário, que só assim reduziria a intensidade."

Catarina Duarte