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2009/11/08

O REGRESSO DO MARQUÊS


Há um ano que o Palácio está de portas e janelas cerradas. Muito.se passou de Novembro de 2008 até hoje. Muito foi aquilo que mudou, mas muito mais é aquilo que continua na mesma.
Abrirei de novo as janelas e as portas deste vetusto espaço, para que a luz me volta a fazer familiares espaços que a distância fez esquecer.

Estou de regresso.

2007/12/13

CARTA AO PAI NATAL




Querido Pai Natal:



Estou a escrever-te esta carta para te pedir um presente que gostaria que me desses ainda antes do Natal.
Sabes, é que aqui no Palácio, estes dias de Inverno têm sido mais duros do que habitual. Os corredores estão vazios, tristes. Os salões, tirando as anedotas do costume, praticamente não se usam. E isto porque o meu Padrinho, o Marquês da Praia e Monforte tem andando fugido. Não diz nada, não se ri, deixa o Pálacio ao abandono.
Por isso, querido Pai Natal faz com o Marquês volte.

Um abraço
Desta tua admiradora

2007/03/01

DO MARQUÊS...

António Borges de Medeiros Dias da Câmara e Sousa (1829-1903), 2.º visconde da Praia e 1º marquês da Praia e Monforte. Fui agraciado pelo rei D. Carlos, por decreto de 21 de Janeiro de 1890, com o título de marquês da Praia e Monforte. Par do Reino, terratenente na ilha de São Miguel, em Monforte e em Lisboa, financeiro e grande investidor, assumi um papel de relevo como mecenas de diversas iniciativas culturais em Ponta Delgada, incluindo o Museu Carlos Machado e o actual Jardim António Borges, Lisboa e Monforte. Fui um dos sócios fundadores (em 1899) da Empresa do Elevador do Carmo, de Lisboa, sociedade em nome colectivo, que era constituída por mim, pelo Engenheiro Mesnier de Ponsard e pelo Dr. João Silvestre D'Almeida, médico cirurgião. Tinha por objectivo a construção e exploração do elevador e uma duração de 99 anos, período de tempo igual ao da duração da concessão. O seu capital era 75 contos de reis entrando Ponsard com o valor da concessão, avaliado em 9 contos de reis, e mais dezasseis em dinheiro e os restantes membros com a quantia de 25 contos cada. Casei em 1859 com Maria José Coutinho Maldonado de Albergaria Freire, filha do 1.º visconde de Monforte.

Na minha casa passam-se coisas estranhas às quais não posso ser indiferente.

Fonte: www.wikipedia.com, www.genealogia.netopia.pt