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2008/07/19

QUE COMECEM AS FESTAS



Iniciaram-se ontem as Festas em Loures. Como vem sendo hábito, assinala-se como momento alto o desfile da corte pela tenda do Caracol Saloio. À hora conveniente, tenda cheia, logo cenário montado, a corte, Presidente, assessores, adjuntos, secretárias, alguns Presidentes de Junta, consortes e outros penduras, entram pela porta principal e iniciam o périplo pelas barraquinhas. Eles ufanos de peito cheio, elas em equilíbrio instável no alto dos seus saltos lá vão distribuindo saudações pela populaça e palmadinhas nas costas, muitas palmadinhas nas costas.
A corte avança. É bom que os vejam bem. São eles os magnânimos a quem o povo deve gratidão. A gratidão do voto futuro, bem se vê. Só há corte se houver poder, e o poder fica-lhes tão bem!
A tenda está quente e as passadas aceleram.
A mesa para a corte está posta e reservada. Uma amostra da especialidade de cada um dos restaurantes, gentil a agradecidamente oferecida, outro remédio não lhes resta, forma o banquete que aguarda fumegante a corte que se acerca da sua mesa. Ao contrário da populaça que lhe serve de cenário, comerão e beberão até a saciedade sem que um cêntimo de cruzado lhes saia da bolsa. Privilégios da nobreza. Na mesa mesmo em frente dois jovens súbditos fazem um pedido estranho ao empregado, uma bebida e um copo vazio por favor. Escutando e percebendo a circunstância, o empregado olha de soslaio para a mesa da corte, farta em sorrisos, autosatisfação e bebidas frescas, e diz ao jovem, trago duas e pagas só uma. Em frente da corte, actos subtis, revelam a censura e a tomada de consciência. Mas a corte continua indiferente.

Que continuem as Festas.

2007/07/19

FESTAS EM LOURES

Foto de espectáculo nas Festas em 2001

Em tempos que já lá vão, por esta altura Loures fervilhava de actividade cultural. As Festas do Concelho, longe de serem um evento isolado no ano, eram o reflexo da política cultural no Município. As Festas eram realmente do Concelho, pelo envolvimento de todas a estruturas municipais, desde a sua concepção, construção e funcionamento, passando pela participação das colectividades e associações locais. Para quem as viveu, Julho é um mês de saudade e nostalgia.
Ao longo dos últimos anos, sempre ensaiando novos modelos, porque o que encontraram lhes causava urticária, o PS chegou a 2007 com uma coisa tipo Festas desconexas, sem fio condutor, assentes como sempre em dois ou três concertos e mais qualquer coisa pelo meio para dar alguma consistência. Talvez não saibam fazer melhor, mas Loures continua a merecer melhor.

2007/03/28

O PAPAGAIO


“O Senhor não se ofenda, mas está a ser um papagaio!” Tirada do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Loures dirigida ao eleito do Bloco de Esquerda, Tiago Faria. Mais uma para o nível zero da política em Loures. O protagonista é fértil em tiradas que podem começar a ser compiladas num Bestiário da Assembleia Municipal de Loures. Mais uma vez, a Assembleia Municipal de Loures fica marcada pela intensificação de uma postura trauliteira por parte de maioria do PS. Os insultos no âmbito das intervenções e os apartes de mau gosto ou mesmo ofensivos são cada vez mais frequentes. A maioria aprofunda a sua postura de intolerância, arroga-se visionária da única perspectiva política valida, e a partir daí justifica todo o tipo de impropérios.


Neste agravamento, tem responsabilidade a Presidência da Mesa da Assembleia que não censura estes comportamentos cada vez mais frequentes e que nada têm que ver com a eloquência do debate político.