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2008/09/01

FENÓMENOS DO ENTRONCAMENTO




Estou de regresso de uma longa campanha além-mar. Longe de notícias, jornais, telefonias ou televisões, o retorno ganha outra intensidade. As primeiras notícias do país, obtidas ainda fora de fronteira, anunciavam o caos. O país estaria a saque! A primeira expressão ouvida foi “onda de criminalidade”, comentários do Presidente da República e notícias de mega-operações policiais um pouco por todo o lado, onde as populações foram transportadas para o papel de figurantes em acções de propaganda securitária, pensara eu, e confirmei depois. Afinal, continuava tudo mais ou menos na mesma!
Abri hoje a porta do Palácio e a caixa do correio, ao fim de um mês de ausência, levará algum tempo a dar resposta a todas as missivas, mas comprometo-me a não passar por nenhuma sem de dedicar a atenção necessária.

Das que já li, publico esta, que não só é oportuna, como vem ilustrada. Obrigado à visitante.




Caríssimo Marquês,

Moro na sossegada localidade da Mealhada com vista privilegiadíssima para a Várzea de Loures. Abri as persianas e vi um OVNI. Isso mesmo, um OVNI. Veja, meu caro Marquês a foto que lhe envio em anexo. Da minha janela, vê-se muita coisa. Por exemplo Frielas. Por trás das colinas adivinham-se as nossas Beverly Hills: Quintas da Fonte e do Mocho.
O que andaria um OVNI a fazer ali naqueles sítios? Logo alí! Confesso nunca fui (como os americanos) muito crente nestas coisas de OVNIs e discos voadores. Até ver um. Tal e qual como nos filmes dos tais americanos.
Ainda ponho a hipótese de não ter sido OVNI mas sim uma estrela que guia reis montados em camelos até às manjedouras onde nascem salvadores filhos de deuses. Mas quanto a estes assuntos sou ainda mais descrente embora toda a gente saiba que os salvadores nascem no meio dos pobres.

Caro Marquês, este Concelho está na moda. O Entroncamento que se cuide porque os fenómenos agora transferiram-se para cá.
--
Apresento os meus cumprimentos

2008/07/20

AINDA A QUINTA DA FONTE, MAS NA CASA DOS VIZINHOS



JORNALISMO DE MERDA

Este é um daqueles postes instintivos, que é provocado por uma daquelas conclusões banais, que me parecem ser do mais elementar bom senso e que apenas me intrigam as razões para que não haja mais pessoas que partilhem a mesma opinião. Acabei de ver uma reportagem da SIC com um dos proprietários de uma casa na Quinta da Fonte, daqueles que se mantêm acampados à frente da Câmara de Loures até que lhe dêem outra habitação…

Ele foi o protagonista da reportagem, que estava nitidamente concebida para que nos condoêssemos da sua desdita, quando regressou à sua casa assaltada, enumerando-nos tudo o que ali fora destruído e dali fora roubado: a televisão, o leitor de dvds, as play-stations dos miúdos, a televisão do quarto dos miúdos, as máquinas de lavar, o frigorifico… enfim, não faltou mencionar qualquer apetrecho de uma casa típica de classe média.

Ora sendo as casas da Quinta da Fonte publicitados casos de habitação social, serei eu o único a estar desconfiado ao perguntar-me se, antes do roubo do recheio, não parece ter havido ali um outro roubo, mas esse feito a todos nós, contribuintes, ao terem concedido assim uma habitação social suportada pelos impostos a quem dá mostras de tais sinais exteriores de prosperidade? Que critérios presidiram às concessões daquelas casas? Que género de jornalismo é aquele?Afinal, parece que a qualidade e o estilo das reportagens se repetem, mas felizmente há quem na profissão também ache o mesmo que eu…



TIRAR OU NÃO O CAVALINHO DA CHUVA

acabo de ver um senhor na sic-not a dizer, ‘em representação das famílias ciganas da apelação’, que não voltam para a apelação (quinta da fonte) e que não saem dali enquanto o presidente da câmara não lhes der outras casas. ‘o presidente da câmara que tire o cavalinho da chuva que a gente não volta para lá’.

esta história começa a enervar-me sobremaneira, confesso — é isso e computador onde estou a escrever, mais os acentos que não encontro. e pergunto se não é suposto, por exemplo, certificar que as crianças destas famílias não sofrem demasiado com as consequências das atitudes/crenças dos pais, que encasquetaram esta ideia peregrina de que a malta lhes deve umas casas fresquinhas e por mor disso forçam os filhos a dormir ao relento. já agora, apreciava que os queridos colegas que entrevistam este senhor e os colegas dele se lembrassem de lhe perguntar quanto ganha por mês ‘na venda’ (que ele diz que é a ocupação dele), quanto declarou de irs no ano passado e se não tem familiares onde possa deixar os filhos enquanto faz lobbying junto da câmara. e se não for pedir muito, já agora, perguntar-lhe ainda por que raio acha que tem o direito não só de exigir uma casa como de decidir onde é a casa e que vizinhos tem.

sei bem que pareço o paulo portas a falar, mas asseguro que ao contrário dele não ponho em causa as transferências sociais nem os programas de combate a pobreza. chateia-me é que se abuse deles. e, sobretudo, a chantagem e a utilização de crianças para esses efeitos faz-me urticária.

Via 5 Dias

2008/07/18

DIZIA O PRESIDENTE




Já o momento permitia alguma ponderação e reserva nas declarações, dizia o Presidente da Câmara que “Há uma minoria que actua ao cair da noite”, dizendo ainda “tenho a indicação que naturalmente será a outra comunidade “africana” a atacar, porque é a outra comunidade, a cigana, que está a ser atacada”.

Uma “operação de fiscalização feita às viaturas das famílias ciganas, que pernoitaram à frente da Câmara de Loures, acabou na detenção de uma pessoa e na apreensão de três caçadeiras e uma espingarda, todas ilegais. Segundo o comandante da PSP de Loures, trata-se de uma "operação especial de prevenção criminal" relacionada com a nova lei das armas e que foi coordenada com o Ministério Público”.

O Presidente, Carlos Teixeira, tem muitas dificuldades em compreender que o mundo não possui uma simplicidade dual e maniqueísta. A cada curva lá comete sempre os mesmos erros.

2008/07/17

PRETOS E CIGANOS, UMA PERSPECTIVA.


O texto que se segue foi publicado ontem no jornal Público, pelo interesse do seu conteúdo, edita-se aqui, via 5 Dias.

17 Julho 2008 por Rui Tavares


Surge em cada Verão interpolado uma história de violência e crime na Grande Lisboa que é suposto ter grandes leituras politicamente incorrectas. Num Verão,, foi Durão Barroso, à procura de um caminho para São Bento, que decretou que havia graves problemas com os imigrantes de “segunda geração” (ou seja, os que não são imigrantes).
Paulo Portas também está sempre à espera de um arrastão, falso ou verdadeiro, que faça o milagre de o extrair dos três por cento que tem nas sondagens. E uma série de comentadores considera-se vítima da “ditadura do politicamente correcto”, se a etnia dos implicados não for proclamada como explicação fundamental de todo o problema.Durante o ano inteiro, há notícias de violência noutras cidades do país, ou até no campo. Quando há assassinatos na noite portuense, ninguém exige que se fale dos “problemas de integração dos portuenses”. Quando há um roubo numa estação de gasolina ou pancadaria numa discoteca de província, ninguém reclama por um debate sobre “inimizades entre gangs rurais”. E não se exige nem reclama esse debate porque ele seria desproporcionado. Toda a gente sabe que crime é crime, para ser tratado com a implacabilidade necessária, e que o Porto é o Porto e a província é a província. Um crime entre portuenses deve fazer-nos pensar sobre o crime mais do que sobre os portuenses.
Mas um crime em Lisboa quer dizer, em código, “pretos e imigrantes”. E isso é uma festa - para quem pretende falar, não do crime em si, mas de imigração e “politicamente correcto” e do falhanço das políticas sociais.
Toda a gente tem noção, num país como Portugal, de que a violência é a excepção e não a regra. Há mais violência doméstica do que violência urbana neste país: é porque os maridos são violentos e detestam as mulheres? Não: a excepção não é a regra.
Um jovem delinquente pode ser a prova de que a política de integração falhou para ele, mas não é a prova de que a integração falha sempre. À volta dele existem milhares de outros jovens que são nossos alunos, que são nossos colegas e nossos vizinhos, e que levam as suas vidas.
Se quiserem piorar as coisas, cedam à demagogia e declarem a falência do rendimento mínimo, dos assistentes sociais e da igualdade de oportunidades que serviram para esses. Se quiserem melhorar as coisas, reservem um pouco de espaço mental para as experiências que dão certo e apoiem a sua multiplicação - sabendo que elas jamais irão resolver todos os problemas.
Acima de tudo, não misturem o que não é para ser misturado. Crime trata-se como crime, armas ilegais como armas ilegais, integração como integração, imigração como imigração. Os ciganos da Quinta da Fonte, dependendo de que ciganos são, nem sequer são imigrantes: podem estar aqui neste país há quinhentos anos. Os negros da Quinta da Fonte, dependendo de que negros são, provavelmente nem são imigrantes: podem ter nascido aqui, ou ser oriundos de países onde nós andámos quinhentos anos.
Cada aspecto da realidade - o crime, as armas ilegais, o bairro social, o racismo e preconceito interétnico, as comunidades fechadas - pede uma discussão que merece ir longe. Mas o que nos propõe quem se queixa do “politicamente correcto” não só não vai muito longe como fica ridiculamente perto. Na sua ingenuidade, acham que basta poder dizer as palavras “pretos e ciganos” para as coisas se resolverem.
Pretos e ciganos. Pretos e ciganos. Pretos e ciganos. Já está resolvido?


16.07.2008, Rui Tavares

PODE SER UMA COINCIDÊNCIA, MAS PODE NÃO SER.








"Esta madrugada, quatro indivíduos encapuzados dispararam do interior de uma viatura vários tiros na Quinta das Sapateiras em Loures, sem causar feridos, segundo fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. A PSP de Loures não ligou este incidente aos confrontos registados na sexta-feira e sábado passados no bairro da Quinta da Fonte, também em Loures, adiantou a mesma fonte. Os disparos com arma de fogo ocorreram às 00h50 de hoje, tendo diversas testemunhas contado à polícia, que se dirigiu ao local, que no interior da viatura estavam quatro pessoas encapuzadas. Depois dos disparos, a viatura dirigiu-se em "fuga" em direcção a Santo António de Cavaleiros, disse a mesma fonte, adiantando que o automóvel apresentava "alterações tipo modelo de tunning", nomeadamente frente e pára-choques rebaixados e jantes especiais. Este incidente não causou feridos e os elementos do automóvel ainda não foram identificados, adiantou ainda o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa."


É neste momento inegável que começa a ser visível um sério problema com o controlo de armas ilegais, ou pelo menos com o seu uso ilegal.

2008/07/16

A ILITERACIA É UM GRAVE PROBLEMA NACIONAL




A propósito do realojamento temporário de famílias da Quinta da Fonte, foram deixados dois comentários aqui no Palácio, que se reproduzem na íntegra, sobre uma eventual tomada de posição da CDU ou do PCP, sobre o assunto. Os comentários referem um suposto cariz xenófobo e racista no referido texto. Para não falar de cor, tentei encontrar o tal comunicado da CDU ou do PCP sobre o tema. Não encontrei. Existe apenas uma informação da Junta de Freguesia de São João da Talha, mas a mesma não contém nenhum dos pendores referidos. Para esclarecimento do comentador, reproduz-se esse texto na íntegra.


Comentários
"Falso. A câmara não vai dar casas novas a ninguém. Quem ouviu o presidente não pode fazer uma afirmação dessas. Ele foi peremptório. Já agora, o que o PCP tem contra as minorias? Nada? Então leiam o comunicado da CDU de são João da Talha e vejam, são mais racistas e xenófobos que o Paulo Portas e o gajo do pnd." 16 de Julho de 2008 0:54

"Sinceramente não esperava tanta xenofobia de um partido de esquerda como o PCP. Mas eu sei porquê: é que os ciganos não votam e por isso eles que se lixem. Se fossem os bumbos então a conversa da CDU seria outra." 16 de Julho de 2008 0:56


[15-07-2008]

Câmara de Loures instala famílias no Pavilhão Municipal José Gouveia Junta de Freguesia contra decisão indigna.

"A Junta de Freguesia de S. João da Talha foi informada pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Loures, ontem, dia 14 de Julho, pelas 21h00, da intenção desta autarquia proceder ao alojamento temporário no Pavilhão Municipal José Gouveia de várias famílias que, na sequência dos recentes incidentes ocorridos na Quinta da Fonte, optaram por abandonar este bairro situado na Apelação.
Esta decisão do senhor presidente da Câmara Municipal de Loures foi tomada após reunião com o Governo Civil e com representantes das largas dezenas de pessoas que se concentraram, no mesmo dia, segunda-feira, frente aos Paços do Concelho.
Embora compreendendo a necessidade imperiosa de encontrar uma solução para o problema - o que passa seguramente pela cooperação e diálogo entre várias entidades, incluindo as que no terreno desenvolvem de forma mais directa um trabalho de proximidade e inclusão com as diferentes comunidades -, a Junta de Freguesia não pode deixar de manifestar a sua total discordância com uma tal decisão.
Isso mesmo foi desde logo afirmado ao senhor presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira, a quem foram expostos os vários problemas e inconvenientes originados por esta decisão, que a Junta de Freguesia considera absolutamente inaceitável, nomeadamente pelo carácter precário das condições oferecidas por um equipamento e um local sem condições nem vocação para tal fim, o que comporta uma situação de indignidade quer para as pessoas envolvidas quer para S. João da Talha.
A verdade é que não podem repetir-se os mesmos erros nem a mesma incapacidade reveladas pelo Governo e pela Câmara Municipal de Loures neste lamentável processo, do qual são os únicos responsáveis, já que não souberam agir a tempo e horas no local de modo a prever e a evitar fenómenos como os que infelizmente vieram a acontecer.
Por isso a Junta de Freguesia afirma que devem ser evitados novos factos que acrescentem incompetência à incompetência de que já foram tantas provas dadas.
Não é assim que se pensam, gerem e resolvem os problemas do território e das populações. Para além de sensatez, ponderação, capacidade de decisão, são necessárias medidas acertadas, que sirvam os interesses da comunidade, o que não foi manifestamente até agora o caso.
Lamentando a decisão da Câmara Municipal de Loures, a Junta de Freguesia reitera à população de S. João da Talha o seu compromisso de tudo fazer para que esta situação tenha rapidamente o desfecho digno e correcto que merece."


O Presidente
Paulo Rui Amado

2008/07/14

MAKE LOVE, NOT WAR




Recebo-as (as chaves) - Carlos teixeira

Depois das declarações exaltadas, na sequência dos incidentes violentos que tiveram lugar na Quinta da Fonte, que podem ser escutadas no link acima, o Presidente da Câmara inflecte o discurso, mas mantém o delírio.

De concreto, percebe-se que afinal a Câmara Municipal estará a encontrar um solução de realojamento das famílias da comunidade cigana.

“A Câmara Municipal de Loures vai contactar a Segurança Social para encontrar uma solução temporária de realojamento para as famílias ciganas do bairro da Quinta da Fonte.” In, Público.

Mas como a tendência para o disparate é intrínseca, Carlos Teixeira afirma ao Expresso que “Há uma minoria que actua ao cair da noite”, dizendo ainda “tenho a indicação que naturalmente será a outra comunidade “africana” a atacar, porque é a outra comunidade, a cigana, que está a ser atacada”. Será da minha sensibilidade, ou o mediador tomou partido?

Espera-se agora que a comunidade africana se concentre em frente à Câmara Municipal, pedindo explicações, como o fizeram hoje os habitantes de etnia cigana, para que sobre este problema o Presidente da Câmara, Carlos Teixeira, volte a dizer outra coisa completamente diferente.

2008/07/11

PROJECÇÃO MEDIÁTICA DE LOURES



- É pá, ouviste aquela notícia sobre Loures?
- Ouvi. Parece que gamaram o multibanco do Tribunal!
- Não pá. Aquela do festival…
- Pois é… Ouvi sim. Houve lá um festival de pancadaria e tiros na Quinta da Fonte.
- Pois foi pá. Aquilo está bera.

SOBRE A INSEGURANÇA, HÁ PROPOSTAS CONCRETAS HÁ MAIS DE UM ANO




O clima de insegurança em algumas zonas do concelho de Loures é uma constante. A desvalorização deste fenómeno feita pela Câmara, em especial pelo seu Presidente, tem sido um entrave à tomada de medidas concretas, que obviem o problema.
Recentemente, com grande pompa e circunstância, o Presidente da Câmara e o Ministro da Administração Interna, organizaram uma cerimónia de lançamento da primeira pedra da Esquadra de Camarate. Meses depois, em entrevista à Loures TV, o Presidente da Câmara Municipal foi surpreendido pelo entrevistador que lhe disse que a única pedra da esquadra continuava a ser a primeira e que a obra estava abandonada. Este facto é revelador de dois aspectos; quer o Governo, quer a Câmara, governam para o fogacho mediático e a Câmara possui um acompanhamento nulo em relação aos problemas mais sérios.


Os recentes acontecimentos na Quinta da Fonte, dão de novo visibilidade à questão. Seguir-se-ão as declarações do costume, mas o que realmente falta são acções concretas e imediatas.

Repesco para a primeira página um texto sobre este assunto, escrito em Março deste ano, que ajuda a enquadrar e a perceber o contexto da inacção referida.



"Em Março de 2007, fez ontem um ano, os vereadores da CDU apresentaram uma proposta na reunião da Câmara de Loures que, face ao preocupante aumento da criminalidade naquele concelho e particularmente na Freguesia da Apelação, visava a cedência de instalações para um destacamento da PSP no Bairro da Quinta da Fonte, sem prejuízo da construção da prevista esquadra de Camarate, o pedido de uma reunião com o ministro da Administração Interna, para que aquele destacamento fosse dotado dos necessários meios humanos e ainda para que fosse constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, para avaliar a situação e apresentar um plano de intervenção capaz de responder aos problemas de integração social de grande parte dos moradores do já referido Bairro da Quinta da Fonte, local onde os problemas de insegurança eram mais sentidos. A maioria socialista rejeitou, sem apelo nem agravo, esta proposta. Em Junho, e perante um crime em que um jovem foi assassinado, a Comissão Concelhia do PCP lançou um apelo às populações do concelho, particularmente daquela freguesia, e de Camarate para que se mobilizassem em defesa da sua Segurança. Não era, como não podia ser, nenhum apelo à autodefesa, mas antes um alerta para a necessidade de, face à intolerância do Governo e do Município de Loures, as populações exigirem medidas de facto para enfrentar decididamente este problema. Em Maio, o deputado do PCP António Filipe chamava a atenção para o facto de o Relatório de Segurança Interna de 2006 apresentar, não só um aumento da criminalidade, contrariando os dois anos anteriores, mas também para o facto de esse aumento ter, nas áreas urbanas de Lisboa, Porto e Setúbal, valores superiores à média nacional. Estamos hoje, de novo, confrontados com notícias de violência. Casos pontuais mas que, pelo seu impacto mediévico, preocupam e alarmam as populações. Importará portanto assinalar dois aspectos. O primeiro é o de que estes índices de criminalidade não estão desligados do aumento das dificuldades das populações, do desemprego, das injustiças sociais, das bolsas de pobreza, que contrastam com a opulência dos lucros do capital financeiro e, em particular da banca. Eles são um dos sintomas do fracasso desta política que empurra para o desespero largas camadas da população. Eles são um cabal desmentido do fausto com que o PS tentou comemorar os seus três anos de governo. O segundo é o de que estes problemas não se resolvem sem mais meios e mais agentes na rua, próximos das populações, em contacto com as diversas realidades. Estamos hoje a pagar o preço das superesquadras, da concentração de efectivos, em que o PS insiste, do desinvestimento e da falta de meios. É necessário que o Governo e o Município de Loures escutem as propostas apresentadas. Ali e em inúmeras outras localidades do país. Enquanto é tempo."

João Frazão , Dirigente do PCP, o texto fora originalmente publicado no Jornal de Notícias

2008/07/09

ASSALTARAM O TRIBUNAL DE LOURES?!


Assaltaram o Tribunal de Loures esta madrugada e roubaram a Caixa Multibanco que se encontrava no átrio. Para o Presidente da Câmara tal não deve querer dizer que exista um problema de segurança em Loures, porque provavelmente os larápios eram de fora!

2008/04/29

ORA CÁ ESTÁ UM PENSAMENTO POSITIVO




O Ministro da Administração Interna acha que não é aconselhável estar um polícia sozinho numa Esquadra de Polícia! A invasão da Esquadra de Moscavide por um grupo, que varia com as fontes, entre as 10 e as 20 pessoas deixou evidentes alguns dos problemas da segurança, não só em Loures, mas um pouco por todo o país.
Além da situação em si mesma, este acontecimento é um daqueles que contribui para o desprestígio da autoridade do estado e para o aumento do sentimento de insegurança das populações. No futuro, quando um cidadão de Moscavide se sentir inseguro e necessitar de protecção, não sei se a Esquadra da PSP será a sua primeira escolha!