

Não sendo um tema recente, a recém descoberta do blogue do vereador do PSD, Paulo Guedes da Silva, mais especificamente de um texto seu sobre as Piscinas da Portela, faz-me repescar o assunto.
Cito parte do texto e deixo a ligação para quem o queira ler na íntegra. A relevância da citação prende-se com o estilo de governação que ele denuncia. Denota o modo como a actual gestão municipal de maioria socialista tripudia as expectativas dos munícipes de Loures. Como ajeita a verdade a meros cálculos eleitorais. Em suma, demonstra-se urbi et orbi como o elemento basilar de um bom governo está ausente da prática da actual administração municipal, o elementar respeito pelos cidadãos.
"Sobre o tema não poderia deixar de me deter, ainda, sobre a rábula que encerrou os discursos de inauguração da piscina: o presidente do município brindou os responsáveis do equipamento com uma miniatura do Pinóquio, uma oportuna homenagem ao longo cardápio de mentiras, que foram sendo desfiadas ao longo dos últimos anos, e em particular dos dois mais recentes.Senão vejamos: a duas semanas das últimas eleições autárquicas – 21 de Setembro de 2005 - o Partido Socialista anunciou a construção das Piscinas da Portela até Agosto de 2006, invadindo o centro da freguesia com vários painéis, que ainda hoje permanecem, e uma tela de largas dezenas de metros promovendo o feito. O resultado eleitoral da façanha na freguesia é conhecido …Posteriormente, foi garantida a sua conclusão em Maio de 2007. Depois, estaria pronta em Maio, mas por motivos de abertura do ano escolar só seria inaugurada e aberta ao público em Setembro. Mais tarde, surgiu aquela história da adaptação do edifício às mais avançadas tecnologias térmicas e ambientais, que na realidade se destinou a adornar publicamente um erro de projecto, por não respeitar a mais recente legislação nestas áreas. Em suma, a piscina e os acabamentos exteriores só ficaram prontos a tempo da inauguração, em Janeiro, o que aliás já estava previsto pela Câmara Municipal, pois em Julho já circulavam documentos com previsão de efeitos financeiros do investimento para o corrente ano de 2008.O que é fantástico, pois o único investimento importante realizado na freguesia nos últimos seis anos serviu de justificação para não concretizar outros investimentos essenciais no mesmo período de tempo. A quarta fase de arranjos exteriores prevista para este ano (ainda não tem verba no “plano definido”) vai pelo mesmo caminho, ou seja, também foi prometida em Dezembro de 2005, em plena reunião da Câmara Municipal.
Nesta versão moderna da história, o ajudante do velho Gepeto não mente. Digamos, por condescendência, que vai mitigando a verdade. É também por isso que quando assistimos à mais repetida inovação das cerimónias públicas: a divulgação do seu novo estatuto de avô, pelo presidente do município, nos ocorre instintivamente a simpática figura do “Avô Cantigas” e logo pensamos tratar-se da música do “Fantasminha brincalhão”. "


