
Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens
2008/10/05
2008/03/06
AVALIAÇÃO

imagem retirada do blogue anterozoideChegou a vez de falar da Avaliação.
Actualmente todas as instituições desenvolvem processos de avaliação no sentido da detecção de problemas e, consequentemente, da procura de planos de melhoria visando a eficácia e eficiência das mesmas.
As escolas não fogem a esta necessidade.
Todas desenvolvem processos de avaliação interna, utilizando modelos diversos que, sendo realizados de forma séria, permitem as escolas conhecerem melhor o seu modo de funcionamento e corrigirem o que não funciona bem. Para que a avaliação se complete é necessário que entidades exteriores à escola possam validar a avaliação interna, complementá-la, indicar outras fragilidades.
Os funcionários que trabalham nas escolas (docentes e não docentes) são avaliados continuamente. Os não docentes integram um novo sistema de avaliação, em que as quotas determinam a progressão na carreira muito mais do que o real desempenho dos funcionários. Cada agrupamento tem um determinado número de progressões e as avaliações são achadas em função desse número e não do tipo de funcionários.
Os docentes tinham até à data um sistema de avaliação que constava da realização de um determinado número de acções de formação e da análise do relatório individual por uma Comissão de Avaliação. Se o docente tivesse a menção de Satisfaz poderia subir de escalão após cumprir um determinado número de anos no escalão anterior. A possibilidade de um docente ser considerado BOM ou Muito Bom determinaria uma progressão por mérito. Tal hipótese nunca foi concretizada porque o Ministério da Educação nunca publicou a regulamentação legal que para tal era exigida.
Os alunos das nossas escolas são permanentemente avaliados (avaliação diagnostica, avaliação formativa, avaliação sumativa). Logicamente que, para que os professores possam realizar essa avaliação, se torna necessário reflectir sobre a mesma e organizar um conjunto de instrumentos avaliativos.
Qualquer professor está amplamente familiarizado com a avaliação e exige-a como reconhecimento do seu tão importante trabalho.
O normativo recentemente publicado (Dec-Lei nº2-2008), de difícil aplicação nas escolas dado o peso burocrático e o desajuste temporal, foi a gota de água para o clima de desconforto e revolta que se vive nas escolas.
O novo Estatuto da Carreira Docente, o Estatuto do Aluno e a previsão das novas normas para a Gestão e Administração das Escolas que enterram a democracia na escolha dos dirigentes, contribuem para um total desencontro entre professores e Ministério.
A actuação da senhora Ministra e sua equipa, que se vem pautando pelo desrespeito pelos profissionais que têm garantido o funcionamento do sistema, que mobiliza a sociedade contra os docentes, que não exige dos alunos e famílias uma atitude de valorização da aprendizagem e do saber, alastrou a Indignação dos Professores.
Hoje é difícil encontrar alguém nas escolas que concorde com as medidas deste governo no que respeita à educação.
As escolas e os professores estão em ebulição.
Porque querem ser Professores.
Porque querem uma Escola Pública de Qualidade para todos.
Actualmente todas as instituições desenvolvem processos de avaliação no sentido da detecção de problemas e, consequentemente, da procura de planos de melhoria visando a eficácia e eficiência das mesmas.
As escolas não fogem a esta necessidade.
Todas desenvolvem processos de avaliação interna, utilizando modelos diversos que, sendo realizados de forma séria, permitem as escolas conhecerem melhor o seu modo de funcionamento e corrigirem o que não funciona bem. Para que a avaliação se complete é necessário que entidades exteriores à escola possam validar a avaliação interna, complementá-la, indicar outras fragilidades.
Os funcionários que trabalham nas escolas (docentes e não docentes) são avaliados continuamente. Os não docentes integram um novo sistema de avaliação, em que as quotas determinam a progressão na carreira muito mais do que o real desempenho dos funcionários. Cada agrupamento tem um determinado número de progressões e as avaliações são achadas em função desse número e não do tipo de funcionários.
Os docentes tinham até à data um sistema de avaliação que constava da realização de um determinado número de acções de formação e da análise do relatório individual por uma Comissão de Avaliação. Se o docente tivesse a menção de Satisfaz poderia subir de escalão após cumprir um determinado número de anos no escalão anterior. A possibilidade de um docente ser considerado BOM ou Muito Bom determinaria uma progressão por mérito. Tal hipótese nunca foi concretizada porque o Ministério da Educação nunca publicou a regulamentação legal que para tal era exigida.
Os alunos das nossas escolas são permanentemente avaliados (avaliação diagnostica, avaliação formativa, avaliação sumativa). Logicamente que, para que os professores possam realizar essa avaliação, se torna necessário reflectir sobre a mesma e organizar um conjunto de instrumentos avaliativos.
Qualquer professor está amplamente familiarizado com a avaliação e exige-a como reconhecimento do seu tão importante trabalho.
O normativo recentemente publicado (Dec-Lei nº2-2008), de difícil aplicação nas escolas dado o peso burocrático e o desajuste temporal, foi a gota de água para o clima de desconforto e revolta que se vive nas escolas.
O novo Estatuto da Carreira Docente, o Estatuto do Aluno e a previsão das novas normas para a Gestão e Administração das Escolas que enterram a democracia na escolha dos dirigentes, contribuem para um total desencontro entre professores e Ministério.
A actuação da senhora Ministra e sua equipa, que se vem pautando pelo desrespeito pelos profissionais que têm garantido o funcionamento do sistema, que mobiliza a sociedade contra os docentes, que não exige dos alunos e famílias uma atitude de valorização da aprendizagem e do saber, alastrou a Indignação dos Professores.
Hoje é difícil encontrar alguém nas escolas que concorde com as medidas deste governo no que respeita à educação.
As escolas e os professores estão em ebulição.
Porque querem ser Professores.
Porque querem uma Escola Pública de Qualidade para todos.
Etiquetas:
Afilhada Francesa do Marquês,
educação,
professores
2008/02/28
MARCHA DA INDIGNAÇÃO

Imagem retirado do blog anterozoide
Actualmente os jardins-de-infância (JIs), as escolas do 1º, 2º e 3º ciclos estão organizadas em agrupamentos, cuja escola sede é sempre uma escola básica 2, 3 (2º e 3º ciclos) que agregam os JIs e escolas EB1 (escola básica do 1º ciclo) de uma determinada área geográfica.
No nosso concelho existem 13 agrupamentos que oscilam entre os 450 e os 2 000 alunos e entre 4/5 escolas e 15/20 escolas.
Cada agrupamento tem uma gestão única (Assembleia de Escola, Conselho Executivo, Conselho Pedagógico e Conselho Administrativo).
As escolas secundárias têm os mesmos órgãos, mas não funcionam como uma única unidade.
A Assembleia de Escola é composta por docentes, funcionários auxiliares e administrativos eleitos pelos seus pares, representantes dos pais, das autarquias e, eventualmente de outras forças da região.
O Conselho Executivo (Presidente e Vices Presidentes) é eleito por todo o pessoal da escola/agrupamento e por representantes dos pais.
O Conselho Pedagógico é composto pelos representantes dos vários departamentos da escola/agrupamento, por representantes do pessoal auxiliar e por representantes dos pais.
O Conselho Administrativo é um órgão técnico composto pelo Presidente do CE, por um Vice Presidente e pelo Chefe dos Serviços Administrativos.
Com o novo modelo de administração e gestão recentemente aprovado em Conselho de Ministros os órgãos serão os seguintes:
Conselho Geral – composto por docentes e não docentes, pais, autarcas e, eventualmente, representantes das forças sociais, económicas e culturais da região. Terá até 21 elementos. Os representantes da escola (Docentes e não docentes) não podem exceder os 50%, ou seja 10 elementos.
É este o órgão que irá escolher o Director Executivo, de entre os candidatos que poderão ser docentes da escola de fora da escola, que se proponham para o lugar.
Director Executivo – Escolhido pelo Conselho Geral, sem a consulta aos professores e pessoal auxiliar e administrativo.
Conselho Pedagógico – terá praticamente a mesma composição do CP anterior, mas os seus elementos são designados pelo Director Executivo.
Conselho Administrativo – mantém a composição do modelo actual.
As principais diferenças destes dois modelos são:
A perda da escolha directa do principal actor da gestão das escolas. A escolha do director passa a ser decidida pelo Conselho Geral onde a autarquia e os pais têm a maioria dos elementos.
O órgão executivo passa a ser unipessoal deixando a colegial idade.
Os órgãos intermédios da escola (coordenadores de departamentos, coordenadores de escola) passam a ser designados pelo Director, deixando de ser eleitos pelos pares.
Os argumentos para defenderem este novo modelo são de que é necessário abrir as escolas à comunidade e de que é importante fortalecer as lideranças.
Resta dizer que não há notícia de o modelo actual ter sido alvo directo de avaliação, não sendo possível afirmar que não cumpria os objectivos anteriores.
O relatório da Avaliação Externa efectuada a 100 escolas/agrupamentos no ano lectivo de 2006/2007, publicado na página do Ministério da Educação, revela que 83% das escolas tem uma boa e muito boa liderança, sendo apenas 1% (uma escola) que teve insuficiente neste item de análise.
Os restantes itens em análise não revelam problemas graves, sendo a grande maioria das escolas/agrupamentos considerados como bem organizados, com uma boa capacidade de análise e tentativas de resolução de problemas.
ESTARÃO OS AUTARCAS E PAIS MAIS PREPARADOS PARA ESCOLHER QUEM DEVE DIRIGIR A ESCOLA DO QUE OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS QUE AÍ GASTAM OS SEUS DIAS?
Seguindo a promessa que aqui deixei, tentarei abordar hoje o modo de organização e gestão das escolas.
Actualmente os jardins-de-infância (JIs), as escolas do 1º, 2º e 3º ciclos estão organizadas em agrupamentos, cuja escola sede é sempre uma escola básica 2, 3 (2º e 3º ciclos) que agregam os JIs e escolas EB1 (escola básica do 1º ciclo) de uma determinada área geográfica.
No nosso concelho existem 13 agrupamentos que oscilam entre os 450 e os 2 000 alunos e entre 4/5 escolas e 15/20 escolas.
Cada agrupamento tem uma gestão única (Assembleia de Escola, Conselho Executivo, Conselho Pedagógico e Conselho Administrativo).
As escolas secundárias têm os mesmos órgãos, mas não funcionam como uma única unidade.
A Assembleia de Escola é composta por docentes, funcionários auxiliares e administrativos eleitos pelos seus pares, representantes dos pais, das autarquias e, eventualmente de outras forças da região.
O Conselho Executivo (Presidente e Vices Presidentes) é eleito por todo o pessoal da escola/agrupamento e por representantes dos pais.
O Conselho Pedagógico é composto pelos representantes dos vários departamentos da escola/agrupamento, por representantes do pessoal auxiliar e por representantes dos pais.
O Conselho Administrativo é um órgão técnico composto pelo Presidente do CE, por um Vice Presidente e pelo Chefe dos Serviços Administrativos.
Com o novo modelo de administração e gestão recentemente aprovado em Conselho de Ministros os órgãos serão os seguintes:
Conselho Geral – composto por docentes e não docentes, pais, autarcas e, eventualmente, representantes das forças sociais, económicas e culturais da região. Terá até 21 elementos. Os representantes da escola (Docentes e não docentes) não podem exceder os 50%, ou seja 10 elementos.
É este o órgão que irá escolher o Director Executivo, de entre os candidatos que poderão ser docentes da escola de fora da escola, que se proponham para o lugar.
Director Executivo – Escolhido pelo Conselho Geral, sem a consulta aos professores e pessoal auxiliar e administrativo.
Conselho Pedagógico – terá praticamente a mesma composição do CP anterior, mas os seus elementos são designados pelo Director Executivo.
Conselho Administrativo – mantém a composição do modelo actual.
As principais diferenças destes dois modelos são:
A perda da escolha directa do principal actor da gestão das escolas. A escolha do director passa a ser decidida pelo Conselho Geral onde a autarquia e os pais têm a maioria dos elementos.
O órgão executivo passa a ser unipessoal deixando a colegial idade.
Os órgãos intermédios da escola (coordenadores de departamentos, coordenadores de escola) passam a ser designados pelo Director, deixando de ser eleitos pelos pares.
Os argumentos para defenderem este novo modelo são de que é necessário abrir as escolas à comunidade e de que é importante fortalecer as lideranças.
Resta dizer que não há notícia de o modelo actual ter sido alvo directo de avaliação, não sendo possível afirmar que não cumpria os objectivos anteriores.
O relatório da Avaliação Externa efectuada a 100 escolas/agrupamentos no ano lectivo de 2006/2007, publicado na página do Ministério da Educação, revela que 83% das escolas tem uma boa e muito boa liderança, sendo apenas 1% (uma escola) que teve insuficiente neste item de análise.
Os restantes itens em análise não revelam problemas graves, sendo a grande maioria das escolas/agrupamentos considerados como bem organizados, com uma boa capacidade de análise e tentativas de resolução de problemas.
ESTARÃO OS AUTARCAS E PAIS MAIS PREPARADOS PARA ESCOLHER QUEM DEVE DIRIGIR A ESCOLA DO QUE OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS QUE AÍ GASTAM OS SEUS DIAS?
Etiquetas:
Afilhada Francesa do Marquês,
educação,
professores
Subscrever:
Mensagens (Atom)


