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2008/07/05

A MÚSICA ITALIANA JÁ FOI POPULAR




Come te non c'è nessuno
Tu sei l'unico al mondo;
Nei tuoi occhi profondi io vedo
Tanta tristezza.

Come te non c'è nessuno
Così timido e solo,
Se hai paura del mondo rimani
Vicino a me.
Amore dimmi
Cosa mai posso fare per te?
I pensieri dividi con me.
Io ti voglio aiutare, amore amor.
Come te non c'è nessuno
È per questo che t'amo
Ed in punta di piedi entrerò
Nei tuoi sogni segreti

Come te non c'è nessuno
Nessuno... nessuno...

2008/05/28

É TÃO BOM UMA AMIZADE ASSIM





Sérgio Godinho volta a Santa Iria de Azóia, dia 15 de Junho, num concerto no âmbito das festas da Vila. No meio do deserto cultural em que se tornou este Município, ainda há oásis de qualidade e bom gosto.
A não perder. Mais informações aqui.


2008/05/15

“ARROZ DE CABIDELA, SEM FRANGO, NEM ARROZ, NEM A PANELA”

{até Vital Moreira conseguiu dizer que o Primeiro Ministro estava a violar a lei, quando decidiu fumar dentro de um avião}


Num texto publicado ontem, 13 de Maio, no jornal Público, Vital Moreira disserta sobre a possibilidade de um partido ser socialista, sem que seja mesmo socialista. É um exercício dificil, pelo que reconheço coragem de VM em lançar-se em tamanha empresa.

A lógica de VM é simples e reduz-se ao seguinte. O socialismo, enquanto doutrina económica não faz sentido e foi abandonada pelos partidos socialistas e sociais-democratas. Estes partidos partilham com a direita o reconhecimento dos méritos do liberalismo económico. Contudo, continuarão a ser socialistas porque defendem a justiça social e o valor da igualdade. Esta teoria do sol na eira e chuva no nabal propalada por VM, não sei se será eventualmente uma teoria do socialismo-demoliberal-modernaço, mas parece-me ser a maior das utopias. VM vai contudo mais longe, defendendo a possibilidade de existência de uma esquerda que já não seja socialista em coisa nenhuma(!), dando o exemplo do Partido Democrata nos EUA.

VM vai contra corrente, perante os avanços do Capitalismo, nunca antes fez tanto sentido a agenda socialista, em todas as suas dimensões, mas sobretudo na económica. O Capital sem rédea é um cavalo à solta, indómito e destruidor. Deste facto temos tido múltiplos exemplos na história económica recente e na presente crise financeira internacional, na crise dos cereais ou na crise do preço dos combustíveis. Ao contrário dos povos, o Capital é uma entidade abstracta, sem pátria, sem religião, sem etnia, sem valores, sem moral, sem ética, sem humanidade. Acreditar na sua bondade histórica é uma ingenuidade pueril. O Capital necessita de ser controlado, contrariado, regulado, manietado e democratizado. A agenda económica do socialismo oferece ainda hoje as ferramentas teóricas para o desenvolvimento de uma economia social ao serviço dos cidadãoS. Nem todas as fÓrmulas passam pela colectivização dos meios de produção ou pela existência de uma economia totalmente estatizada e bloqueada, mas as fórmulas socialistas ou de esquerda, passarão todas pela existência, na esfera política e democrática, das ferramentas necessárias à correcção económica.

Uma esquerda que descarte a agenda económica socialista, passa a ser uma direita com “consciência social”, sendo que todas as suas acções conducentes à promoção dos valores da equidade social assumirão contornos de assistencialismo e caridade social, porque não influirão nos mecanismos profundos de produção da desigualdade. Esses mecanismos são económicos e próprios do sistema capitalista. Aliás, o assistencialismo e a caridade não enojam o Capital, que até os promove, porque sabe que todo o investimento em paliativos sociais têm o retorno da podre paz social, que tanto lhe convém.
.
Eu hoje venho aqui falar
.
"Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e quanto mais eu penso mais eu cismo
como é que gente tão socialista
desiste de fazer o socialismo
é querer fazer arroz de cabidela
sem frango nem arroz nem a panela
.
Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e quanto mais eu penso mais eu vejo
que esta grande obra de reconstrução
parece mas é uma acção de despejo
é como para instalar uma janela
atirar primeiro os vidros para a viela
.
Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e penso e vejo de todas as cores
já libertaram pides e bombistas
deve ser para lá por trabalhadores
é como lançar cobras na cidade
e pôr dentro dentro da jaula a liberdade
.
Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e vejo e de ver tiro conselho
aquilo que é mesmo reforma agrária
é para alguns o demónio vermelho
esses querem é ver anjos cor-de-rosa
entre Castro Verde e Vila Viçosa
.
Eu amanhã posso não estar aqui
mas também, para o que eu aqui repeti...
é que eu não sou o único que acho
que a gente o que tem é que estar unida
unida como as uvas estão no cacho
unida como as uvas estão no cacho"
.
Sergio Godinho

2008/04/26

CANÇÕES DE ABRIL A MAIO (3)






A princípio é simples anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Sérgio Godinho

2008/04/19

CANÇÕES DE ABRIL A MAIO (1)





Bom dia!
Acordai
Acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz
Acordai
Acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
Acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

O poema é da autoria de José Gomes Ferreira, sendo musicado por Fernando Lopes Graça.

2008/04/10

Сергей Васильевич Рахманинов





Sergei Vasilievich Rachmaninoff (em russo: Сергей Васильевич Рахманинов, viveu até 1943. Foi um compositor e pianista russo. Aprendi que foi um compositor romântico. Independentemente de tudo o que ainda não sei, sei que lhe devo parte do meu gosto pela música clássica e toda a minha atracção pelo piano.

2008/03/27

THE FLYING CLUB CUP


Por conselho de um visitante e para satisfação do Secretário, partilha-se a The Flying Club Cup.

2007/10/23

À DESCOBERTA DE UM MÚSICO




É já a dia 27 de Outubro, na Sociedade 1º de Agosto (em Santa Iria de Azóia), pelas 22:00, que Jorge Marques dará, pela primeira vez, um concerto preenchido, exclusivamente, com temas da sua autoria ou adaptados por si.

Trata-se de uma oportunidade para descobrir um compositor jovem e promissor, cujos temas revelam uma sensibilidade única ao universo que o rodeia, sublinhados por sonoridades abrangentes – dos ritmos mais intimistas aos mais acelerados – ilustrativos das suas influências musicais: da música popular portuguesa aos sons mais contemporâneos da pop/rock, sem esquecer, obviamente, os ambientes rítmicos oriundos do Jazz.


Dados biográficos.
Jorge Marques nasceu em Dortmund (na então República Federal da Alemanha), em 3 de Junho de 1973, filho de pais emigrantes. E regressou a Portugal no Verão de 1984.

Descobriu o gosto pela música muito cedo. Participou em coros infantis de igreja e aos 7 anos, iniciou as aulas de órgão electrónico que prosseguiu, depois, já em Portugal. Em 1990, começa um processo autodidáctico de aprendizagem de guitarra. Metódico e determinado, o músico fechou-se, então, no quarto (depois das aulas) durante 6 meses, para aprender a dominar este instrumento que é, actualmente, presença incontornável na sua música.

Em 1991, dá início à fase de participação em grupos, organizando a sua primeira banda de covers, Factor X (no Tramagal, Abrantes), que se apresenta em bares e com a qual, pela primeira vez, dá a conhecer ao público vários temas originais. Em 1994, integra um quarteto em cujo reportório constavam versões Jazz de temas de música popular portuguesa, bem como temas originais, algumas deles compostas poe Jorge Marques.

Nos anos que se seguem, o músico, aproveitando os vários projectos colectivos que integrou (casos de Pack 7 ou Guerreiros do Látex, entre outros), foi introduzindo no reportório que apresentavam alguns temas originais da sua autoria.

A reacção do público a este temas não podia ter sido mais motivador, razão pela qual, em Novembro de 2002, Jorge Marques resolve registar a sua primeira maqueta com 10 temas, na Sociedade Portuguesa de Autores.

2007/08/04

VAMPIROS II




No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
1
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
2
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada