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2008/05/21

A BANDEIRA DE CHALDEJ




Ievgueni Chaldej, Berlim, 1945
(© Sammlung Ernst Volland / Heinz Krimmer)



"O cenário era perfeito, mas a bandeira não mostrava o que devia mostrar: a foice e o martelo no cume do Reichstag (Parlamento alemão), símbolo máximo da derrota nazi aos pés do Exército Vermelho em Berlim, em 1945. A manipulação da famosa imagem do soldado russo está longe de ser pioneira na história da fotografia. Antes de Ievgueni Chaldej, foram muitos os que não resistiram ao retoque, à sobreposição e ao apagamento de pormenores incómodos no negativo. Mas a importância histórica do desfraldar desta bandeira transforma esta mentira de Chaldej num "pecado" ainda maior. Porque era demasiado perfeita, imaculada. E por isso não merecia essa matriz intrujona a roçar o ilusionismo. Como se não bastasse, na mesma imagem foram apagados os dois relógios do pulso do valente soldado soviético, sinal de que teria havido pilhagens durante a tomada final da capital alemã e de que a queda do Terceiro Reich não teria sido uma operação tão bem comportada como o regime estalinista quereria fazer crer.

O museu alemão Martin Gropius organizou uma grande retrospectiva do fotógrafo ucraniano cujo génio vai, obviamente, muito para além das fotografias comprometidas com o regime soviético. Foram escolhidas 200 provas que dão, pela primeira vez, uma visão geral do seu trabalho e onde se nota, segundo a organização, a tensão entre a fotografia de propaganda e a fotografia documental. Todas as imagens vieram da colecção de Ernst Volland e Heinz Krimmer. A exposição é composta ainda por trabalhos dos fotógrafos russos Dimitri Baltermans e Georgi Petrussov.

Nascido em Donetsk, em 1917, Chaldej começou a fotografar para a agência TASS em 1936. Ao serviço dessa agência registou boa parte da Segunda Guerra Mundial, particularmente a partir do momento em que as tropas de Hitler invadem a ex-União Soviética. Depois do conflito trabalhou alternadamente, até 1970, para a TASS e para o jornal Pravda. Morreu em Outubro de 1997. "


2008/03/20

POR UMA VIDA MELHOR






Fotografias inéditas sobre a emigração portuguesa em França nos anos 50 e 60.
ABERTO TODOS OS DIAS ENTRADA GRATUITA
"O «salto». Parte-se em silêncio, às escondidas.
Parte-se usando todos os meios de locomoção imagináveis, mas sobretudo a pé.
As fotografias de Gérald Bloncourt que aqui mostramos retratam um período difícil da história portuguesa: a emigração de quase um milhão de pessoas, oficial ou clandestina, em direcção a França.
Ele próprio exilado, após ter sido expulso do Haiti onde vivia com seus pais, Gérald Bloncourt (nascido em 1926) permaneceu sempre sensível ao sofrimento do estrangeiro num país que não é o seu. Colaborando na La Vie ouvrière e no L’Humanité, trabalhou com e sobre a comunidade portuguesa, estabelecendo relações com os operários, que permitiram que partilhasse da sua vida quotidiana. As suas fotografias constituem um testemunho insubstituível da realidade destes anos 1950 e 60 para todas estas famílias despedaçadas que a França não soube acolher.A imprensa francesa, por diversas vezes, demonstrou-se aliás indignada com as condições de vida e de trabalho de todos estes estrangeiros, amontoados na periferia das grandes cidades. Nos quiosques, marcavam presença nos títulos das primeiras páginas dos jornais diários, bem como em artigos de fundo no Le Monde, Le Figaro, France-Soir, entre outros. Criavam-se associações que se mobilizavam em seu auxílio, como a do abbé Pierre: liam-se as mensagens da Association de soutien aux travailleurs immigrés (Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes), assumindo a defesa de Albano, um operário português que havia morrido num acidente, a fim de ajudar a família e de denunciar os abusos de que tinha sido vítima.
Também os escritores, com a sua cólera e as suas palavras, descreveram o desespero destes trabalhadores. Em Portugal, a maioria dos livros que abordavam o assunto eram proibidos logo que viam a luz do dia. Foi o caso de Waldemar Monteiro (As Histórias Dramáticas da Emigração, 1969) ou Nuno Rocha (França, a Emigração Dolorosa, 1965) embora, curiosamente, o romance de Nita Clímaco (A salto, 1967) tenha sido difundido com sucesso.
Um curto documentário de José Vieira, ele próprio emigrante em França, Les Années de boue (Os Anos da Lama) realizado para a exposição, bem como o seu filme La Photo déchirée (A Fotografia Rasgada) (2002, 52’, produção La Huit) vêm completar o intuito agridoce de Gérald Bloncourt, fotógrafo humanista e militante."

2008/02/15

2007/10/22

EDUARDO GAGEIRO INAUGURA EXPOSIÇÃO EM PEQUIM





"Eduardo Gageiro inaugura exposição em Pequim no "momento mais marcante" da sua carreira
O fotógrafo português Eduardo Gageiro, que inaugurou em Pequim uma exposição retrospectiva da sua obra, com fotografias do período entre 1951 e 2006, disse estar a viver o momento mais marcante da sua carreira.
"Esta exposição é a coisa mais importante que fiz na minha vida. Este é momento mais marcante da minha carreira", assinalou.
O embaixador de Portugal em Pequim, Rui Quartin-Santos, cortou a simbólica fita vermelha à entrada do Museu de Arte Mundial de 1500 metros quadrados, onde até 31 de Outubro Gageiro mostra 222 fotografias a preto e branco.
O fotógrafo referiu que expõe em Pequim "um tipo de fotografia diferente, com história, com humanismo, que faz as pessoas pensar", as mesmas que são o que mais gosta de fotografar desde o início da carreira.
"O ser humano é inesgotável. Nasci em Sacavém, onde em jovem convivi com grandes artistas que me deram lições de estética, mas o meu material humano sempre foram os operários fabris", acrescentou.
Eduardo Gageiro informou estar a preparar dois novos livros de autor, um deles sobre Portugal com base num texto que José Cardoso Pires escreveu para uma exposição em Helsínquia.
No outro livro, com o título provisório de "Silêncios" e que reúne trabalhos a sépia, Gageiro vai publicar pela primeira vez fotografias sem pessoas. "Com a influência delas, mas sem elas", explicou.
Esta exposição, com o título "Retrospectiva", marca o regresso de Gageiro à China, dois anos após conquistar em Lishui, no leste do país, o primeiro prémio da décima primeira edição da Exposição Internacional de Fotografia Artística da China, o maior concurso de fotografia do mundo.
Em Novembro de 2005, o português convenceu o júri com uma fotografia intitulada "Poluição", que retrata dois homens a trabalhar na rua com as chaminés do Barreiro em fundo, evidenciando-se entre 3.500 participantes.
Eduardo Gageiro começou a trabalhar como repórter fotográfico em 1957, passando por publicações como o Diário Ilustrado, O Século e O Século Ilustrado.
Ao longo da carreira, o fotógrafo recebeu mais de 300 prémios em todo o mundo, foi editor da revista "Sábado" e colaborou com a delegação portuguesa da Associated Press, a Companhia Nacional de Bailado, a Presidência da República e a Assembleia da República.
Com vários livros publicados, Gageiro foi o único repórter fotográfico a mostrar ao mundo os acontecimentos dos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique.
Em 2004 recebeu a comenda da Ordem do Infante D. Henrique."

Lusa

2007/09/10

POR FALAR EM AMIGOS...


Imagem retirada daqui.



Neste momento, o amigo Eduardo Gageiro centra a sua objectiva, com a mesma determinação e doçura, num plano que teima em apresentar imagens terríveis de dor.
Às vezes a vida prega-nos partidas…Neste Palácio, todos torcemos para que esta luta termine com a vitória da vida.




2007/08/25

IMAGENS DISTANTES XIII


São Sebastião de Guerreiros - Loures
Data: desconhecida
Autor: desconhecido




2007/08/24

NAGASAKI


Imagem retirada daqui.
“Um rapaz transportando para a morgue ou o crematório o corpo de um seu jovem irmão, algumas semanas após o bombardeamento” de Nagasaki.

2007/08/10

2007/08/08

IMAGENS DISTANTES X


Santo António dos Cavaleiros

Data: 1968

Autor: Goulart, João H.

2007/08/06

IMAGENS DISTANTES IX


Reunião dos parlamentares no palácio da Mitra em Santo Antão do Tojal

Data: 1915

Autor: Franco, Anselmo

2007/08/04

IMAGENS DISTANTES VIII


Estrada que liga Ponte de Frielas a Frielas
Data desconhecida
Autor: Madureira, Arnaldo

2007/08/03

IMAGENS DISTANTES VII


Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros - O Cortejo Histórico, Transportando hortaliça - Saloio de Loures
Data: 1947
Autor: Benoliel, Judah

2007/07/31

IMAGENS DISTANTES VI

Bairro de lata próximo do Seminário dos Olivais

Data: 1962

Autor: Goulart, Artur

2007/07/28

IMAGENS DISTANTES V

Conduta elevatória em Sacavém
Sem data
Autor: Cruz, Chaves

2007/07/26

IMAGENS DISTANTES IV

Ponte entre Loures e Bucelas
Fotografia anterior a 1952
Autor: Eduardo (1900 - 1958)

2007/07/02

QUE FORÇA É ESSA?




Exposição de Fotografiade Carlos Morganho
Inauguração dia 5 de Julho, 22h30
no Bar "Inda a noite é uma criança"
(Praça das Flores, nº 8 – Tel: 21 396 35 45 – encerra ao Domingo)


"No próximo dia 5 de Julho, pelas 22h30, será inaugurada a exposição de fotografia "Que força é essa?", de Carlos Morganho, no mítico bar "Inda a noite é uma criança".O serão contará com a presença do autor e com animação musical pela voz de Ana Luísa Rodrigues, acompanhada dos músicos Dinho Zamorano e Nelo Moçambique.Apesar de desejarmos poder contar com a presença de todos nesse dia especial, para os que não puderem comparecer, informamos que a exposição estará patente até ao dia 5 de Agosto." (ler +)

2007/03/14

2007/03/04

IMAGENS DISTANTES I

Igreja de Camarate na rua Guilherme Gomes Fernandes, fachada principal
Sem data
Autor: Madureira, Arnaldo