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2008/06/09

SARDINHAS NO TABULEIRO





Ingredientes:
1 dúzia de sardinhas
igual peso de cebola
1gual peso de tomate
sal q.b.
colorau doce q.b.
pimenta preta moída na altura q.b.
piripiri q.b.
1,5 dl de azeite

Confecção:
Deitam-se 2 colheradas de azeite num tabuleiro de barro e tapa-se o fundo com rodelas de cebola e de tomate, limpo de pele e pevides.Põem-se em cima as sardinhas, sem tripas e escamas, temperam-se de sal, pimenta, piripiri, colorau doce e pimenta. Tapam-se com novas camadas de cebola e de tomate.Rega-se com o restante azeite e mete-se o tabuleiro em forno de calor moderado. O molho deve ficar apurado Sirva com batatas cozidas.
Do Roteiro Gastronómico de Portugal

2007/07/20

COCKTAIL COR DE BURRO QUANDO FOGE



José Miguel Júdice foi convidado para assumir o papel de Comissário para a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa. Não fosse alguém duvidar das suas capacidades para levar a cabo tamanha tarefa, resolve entrar em cena com uma tarefa ainda mais difícil, requalificar o que resta das ruínas do PSD e CDS na frente política da direita portuguesa.
Eis que explica hoje, nas páginas do Público a grande solução. Misturar e dar de novo. Pega-se no PSD, sabor cítrico, cor laranja, adiciona-se o que ainda há de CDS, azul mirtilo, mistura-se bem até ficar tão homogéneo quanto possível. Adicionam-se uns quando frutos silvestres, e eliminam-se os caroços. Serve-se bem fresco, como novidade de verão em 2009.
Engenhoso?!

2007/03/09

ALHEIRA

Este Post é dedicado à minha amiga Rossana (não sei se é a grafia correcta)

Na leitura dos jornais existem os grandes temas que mobilizam a opinião pública, fazem as aberturas dos telejornais e as parangonas da imprensa. Depois existem as notícias de encher, pelas quais passamos como gato em telhado de zinco. Normalmente as mais interessantes são essas. Têm sido publicadas notícias sobre alegados estudos científicos que alertam para a perigosidade da alheira, nomeadamente no que respeita à sua qualidade microbiológica. Nas páginas do Público podemos até ver a fotografia a cores da maldita bactéria que habita as nossas alheiras. O primeiro apontamento sobre esta polémica deve ser. Há poucas coisas melhores que uma alheira de caça servida com batatinhas fritas e um ovo estrelado. Logo, na abordagem à alheira prefiro a bata branca da cozinheira à da cientista de laboratório. Claro que todas as regras de higiene alimentar sejam asseguradas e melhoradas, da produção à confecção. Mas só se daí resultar a possibilidade do primeiro apontamento, caso contrário que esqueça o assunto, porque deve continuar a ser mais perigoso atravessar a 24 de Julho a partir das 02h00 do que comer uma alheira.
Quando tiver oportunidade opte pela alheira.

Enchido tradicional fumado, cujos principais ingredientes são a carne e gordura de porco, a carne de aves (galinha e/ou peru) e pão de trigo, o azeite e a banha, condimentados com sal, alho e colorau doce e/ou picante. Podem ainda ser usados como ingredientes a carne de animais de caça, a carne de vaca e o salpicão e/ou o presunto envelhecidos. É um enchido com formato de ferradura, cilíndrico, sendo o interior constituído por uma pasta fina na qual se apercebem pedaços de carne desfiadas e cujo invólucro é constituído por tripa natural, de vaca ou de porco. O uso da menção Produto Específico obriga a que o enchido seja produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, o processo de produção.

História

Foi inventada pelos judeus como artimanha para escaparem às malhas da Inquisição. Como a sua religião os impedia de comer carne de porco, eram facilmente identificáveis pelos seus perseguidores pelo facto de não fazerem nem fumarem os habituais enchidos de porco. Assim, substituíram a carne de porco por uma imensa variedade de carnes, que incluíam vitela, coelho, peru, pato galinha e por vezes perdiz, envolvidos por uma massa de pão que lhes conferia consistência. A receita acabaria por se popularizar entre os cristãos, mas estes juntavam-lhe a omnipresente carne de porco.
Hoje, as mais afamadas são as de Mirandela, mas por toda a Beira Alta e Trás-os-Montes se fazem alheiras artesanais de excelente qualidade.Geralmente são fritas em azeite e servidas com legumes cozidos. Mas também podem ser estufadas, depois de envolvidas em couve lombarda.