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2009/11/08

LEI DEMASIADO RIGIDA IMPEDE A NOMEAÇÃO DE NETO DO PRESIDENTE DA CÂMARA


Esta semana, foi notícia em vários órgãos de comunicação a crítica dos partidos da oposição em Loures às nomeações de familiares do Presidente da Câmara para lugares nos gabinetes da administração municipal.
Não sendo uma prática nova, são dois os tipos de nomeação; num caso a recondução de familiares já nomeados anteriormente, noutros novas nomeações que resultam do natural crescimento de todas a famílias. Os filhos crescem, namoram e casam, e aparecem os primeiros netos. Deste modo surgem novos candidatos a nomeação.
Neste mandato, o Presidente nomeou a sua filha Adjunta no seu Gabinete, que já é chefiado pelo seu cunhado. A família já se encontra quase toda reunida. Quase, porque a rigidez da legislação laboral impede que os seus dois netinhos sejam nomeados.
O Presidente não deixará de considerar este espartilho legal algo inaceitável.
O seu neto, que apesar de não ter idade sequer para frequentar o 1º ciclo do básico, tão activamente participou na campanha do avô, em almoços, jantares, visitas a associações e actividades municipais, elevado ao estatuto de “Neto Municipal”, não pode ser sequer assessor do seu avô!
Algo que até dava muito jeito à mãe, que o passava a ter ali mesmo à mão para qualquer muda de fralda.

2008/10/15

É O QUE DÁ TENTAR FAZER PROPAGANDA COM A NECESSIDADE DOS OUTROS!


O Presidente da Câmara de Loures tentou tirar proveito das ajudas que eram devidas aos lesados das cheias de Fevereiro passado. Mandou organizar uma sessão para beijinhos, palmadinhas nas costas e salvas de palmas, mas as pessoas perceberam que estavam a ser figurantes no circo que a Câmara montara e acabaram por estragar o momento ao Presidente.
Afinal, os moradores estavam descontentes tanto com a insuficiência das ajudas, como o seu atraso de meses e profundamente preocupados com a falta de prevenção de novas cheias. Os mal-agradecidos não se querem ver novamente no papel de “auxiliados”.

Clique na imagem e veja o vídeo.



2008/10/14

"NÃO É COM UMA ESMOLA QUE NOS CALAM"





Imagens do estado actual da Ribeira do Prior Velho e do aterro ilegal.

Críticas na entrega de apoios

00h30m
LUÍS GARCIA

A atribuição do fundo de apoio às vítimas das cheias de Fevereiro, em Loures, decorreu no meio de muitas críticas. Os moradores e empresários criticaram a falta de medidas para prevenir episódios semelhantes.

Ao todo, a Câmara de Loures distribuiu 500 mil euros por algumas das famílias e empresas que perderam quase tudo nas cheias que assolaram o concelho. O presidente Carlos Teixeira garante que esta foi a primeira vez que uma autarquia prestou este tipo de apoio à população.

Carlos Teixeira justificou a demora na atribuição da verba com a lentidão da entrega dos processos por parte da população afectada e com a necessidade de alterar alguns regulamentos municipais de modo a "fazer tudo dentro da lei". Segundo o autarca socialista, "é muito triste" que o município não tenha recebido "nenhuma verba de apoio" por parte do Governo, apesar de, pelas contas da Câmara, o prejuízo tenha ascendido aos 20 milhões de euros.

Quem não se ficou pelos ajustes foi a população afectada. Aproveitando a presença do executivo municipal, os populares criticaram a falta de medidas para prevenir novas cheias. "Não pensem que nos calam com esta esmolazinha", dizia uma das vítimas das cheias. "Ainda esta noite choveu e eu não preguei olho, sempre a controlar o rio, a ver se não transbordava para a minha casa", queixava-se outra.

Maria Antónia Mendes e Manuel Marques fizeram questão de mostrar aos responsáveis da Câmara a habitação onde residem, em Ponte de Frielas. As condições da casa são tão más que o Tribunal de Menores ordenou que os filhos do casal, com 13 e 17 anos, fossem retirados à guarda dos pais.

A marca de onde andou a água, acima de um metro e meio, ainda é visível na parede. O cheiro intenso denuncia a humidade que também é visível na cor das paredes e do chão. Duas ratoeiras armadas fazem parte do pobre mobiliário do quarto onde o casal dorme.

Maria Antónia Mendes e Manuel Marques, ambos na casa dos 30 anos e desempregados, moram há 12 anos naquela habitação precária, pagando uma renda de 125 euros, apesar de saberem que a zona não é apta para habitação. Mesmo ao lado da casa, a um nível mais elevado do que a própria habitação, corre a Ribeira da Póvoa. Sempre que transborda, a casa fica debaixo de água.
A comitiva municipal deixou um conselho ao casal: que pegassem nos 4.830 euros que receberam de indemnização e procurassem uma habitação com condições. Antónia Mendes não fica convencida. "O dinheiro não nos tem chegado nem para comer", diz, "Se mudarmos de casa, como vai ser quando esta ajuda se acabar?".

2008/09/27

AS CADEIRAS DO PODER




O Vice-Presidente da Secção de Loures do PSD não tem a confiança técnica e política do Vereador João Galhardas, vereador eleito pelas listas do PSD, e rapaz de fretes à maioria socialista em Loures. Assim, o Vereador do PSD entende razoável o afastamento do seu companheiro de partido da Administração dos SMAS, onde havia chegado, exactamente do mesmo modo como o Vereador Galhardas chegou à assunção de responsabilidades executivas em Loures, através de um acordo de gestão feito com o PS.

A substituição de Armando Curado far-se-á mediante a entrada de António Teixeira, também militante do PSD, e conhecido por ser da confiança da maioria socialista, a quem fez razoáveis jeitinhos no anterior mandato, no qual foi Vereador eleito nas listas do PSD.

Resta saber o que acha o PSD, ou os PSD`s, desta dança de cadeiras em que participam militantes seus, mas que me parece que acontece por decisão e conveniência do PS.

O PS, desde que chegou ao poder em Loures, sabe que tudo na vida tem um preço, até as pessoas que se dão a esse papel. No PSD, o PS encontrou vários transaccionáveis, dispondo hoje de uma carteira simpática de activos laranjas, que entre a lealdade a convicções e o conforto do encosto ao poder, não têm grandes dificuldades de decisão.

No meio da confusão instalada, o Vereador João Galhardas, exemplo de verticalidade, já foi avisando que “as acções desenvolvidas justificam-se pelo facto de o meu compromisso com o eleitorado ser inabalável”. Para os menos dados a interpretar o politiquês, no actual contexto, esta afirmação significa, que o Vereador João Galhardas se está positivamente nas tintas para aquilo que o seu partido venha a decidir em relação ao entendimento com o PS em Loures, porque no que lhe diz respeito ele está a entender-se muito bem com a malta e está bastante satisfeito com o seu lugarzinho de Vereador. Aliás, sente-se irremovível da cadeira do poder...

2008/09/24

O FUTURO POR TUTA-E- MEIA



Por pouco mais de tuta-e-meia, a Câmara Municipal aceitou receber a responsabilidade de manter e conservar o parque escolar de Loures. Como o milagre só acontece por milagre, pelo que os pães raramente ou nunca se multiplicam, o Palácio recebeu uma antevisão do que será uma escola bem conservada pela maioria socialista, daqui a 10 anos.

Agradecendo ao caro leitor que enviou o comentário e a foto, não posso deixar de lhe responder que muito dificilmente esta será uma justa antevisão. Muito antes dos dez anos que refere, já a conservação do Parque Escolar deixou de estar a cargo de uma Câmara gerida pelo PS. Por outro lado, mesmo que ainda o fosse, não a acredito que as escolas chegassem a tal estado. O que acontecerá é que a Câmara, por ter feito o frete ao Governo, verá receitas que se destinavam às competências que já tinha, serem desviadas para este novo encargo de gestão.

2008/09/23

EM LOURES HÁ LIXO POR TODO O LADO... E CADA VEZ HÁ MAIS!




"Os Serviços Municipalizados de Loures, devido a uma série de circunstancias, por vezes recorre aos préstimos de empresas privadas para colmatarem um serviço que deveria ser prestado por si, um serviço publico, e de qualidade.

A Factura dos Serviços Municipalizados tem o metro Cúbico de Agua mais caro, e das taxas mais altas do país, compreendemos agora onde é gasto o dinheiro dos consumidores.
Em varias ocasiões, quando os camiões da frota avariam, ou por falta de pessoal, ou por outras circunstancias, recorre aos serviços da IPPODEC e ECOAMBIEMTE ,e em cada vez que isso acontece está a pagar entre 120, a 150 euros por Hora.

Tal situação, constitui um acto de má Gestão denunciado pelo STAL de Loures, o sindicato no seu comunicado, ao qual se anexa o extracto, vem em defesa do Serviço Publico, e do interesse público. Este Sindicato representa 1800 associados entre Câmara e SMAS de Loures, este Sindicato é o legitimo representante dos trabalhadores.

Mesmo recorrendo a este serviço, de duas empresas privadas, não se nota uma melhoria na recolha de lixo no concelho de Loures e Odivelas, que continua a degradar-se a olhos vistos, com muitos dias de atraso na recolha de Resíduos Sólidos, com amontoados de lixo, a acumularem se por Loures e Odivelas pondo em causa a Saúde Publica. A situação ainda esta pior que em 1994, data em que o Concelho de Loures, ainda com as freguesias do concelho de Odivelas, transferiu da Câmara Municipal, para os SMAS de Loures a recolha de Resíduos Sólidos.

Uma Empresa como os SMAS que já foi considerada uma das maiores Frotas Automóveis do Pais, vive agora na Penumbra de ter que recorrer a empresas privadas, que estes SMAS de Loures tinha uma das maiores frotas automóveis do país, em Sete anos da Gestão de Carlos Teixeira, deixaram cair os SMAS e, neste momento andam pelas ruas da amargura, sintoma disto é esta situação. Se tivessem uma frota capaz, jamais recorreriam a IPODEC e ECOAMBIENTE

Os SMAS de Loures, tem estado numa curva descendente, rumo a destruição ou falência. Desde que o Partido Socialista, tomou conta da Câmara Municipal de Loures e passou a administrar os SMAS, ainda não foi capaz de inverter esta tendência.
Os SMAS só ainda não foram privatizados ou divididos porque os Autarcas do Partido Socialista de Loures e Odivelas, nunca conseguiram chegar a um acordo. A situação tem se arrastado devido esse desentendimento entre autarcas do concelhos de Loures e Odivelas."

(autor identificado)

Obrigado pelo seu contributo.

O Marquês

2008/09/17

OLHA PRA MIM, SEMPRE À FRENTE!!!



Foi ontem assinado o protocolo de descentralização de competências para os municípios em matérias da educação.

Como não podia deixar de ser, o Presidente da Câmara de Loures correu para poder ficar na fotografia.

Não interessa se leu o contrato, se não o levou a Reunião de Câmara para ser analisado, estudado, aprovado. Se foi uma iniciativa pessoal, à margem do órgão a que preside, visto o assunto não ter sido levado a reunião.

O que importa é que ele esteve na linha da frente, tanto física como em obediência partidária.

E depois lá pensará que agora sim, é realmente dono das escolas todas.

Mesmo que não dê conta do recado (provam as obras de reparação de algumas escolas do 1º ciclo que começaram quando deviam estar concluídas, a falta gritante de Jardins de Infância, as refeições cujos pagamentos do ano passado estão por cobrar, etc….).

Que se cuidem os Agrupamentos de Escolas porque vai sobrar para eles!!!!

2008/09/15

QUERES APRENDER, ATIRA-TE PARA O CHÃO!











"Um Mau começo do Ano Escolar no Concelho de Loures, na Freguesia de Santo Antão do Tojal

Na Escola Primaria Nº1 de Santo Antão do Tojal, foi aberto concurso público para serem feitas obras necessárias para remodelação da Escola Primaria, e arranjo do logradouro da Escola, esta obra estava orçamentada em mais de 100 mil euros.

O Logradouro da escola está muito degradado, com um alcatrão tão irregular que as crianças na escola, quando caem ao chão, esfolam a pele e a consequência das quedas é ainda maior do que se tivessem um piso liso e regular, assim as consequências da queda são ainda maiores.

Esta obra era para ter começado em Agosto de 2008, durante as ferias do Ano Lectivo Escolar, para não causar transtornos, mas do concurso publico aberto, a empresa vendedora que ficou em primeiro lugar, comunicou a Câmara Municipal que estava em falência, não tendo condições para realizar as obras necessárias.

A Escola está carenciada de obras, tem o logradouro de Alcatrão muito degradado e irregular, tem fissuras nas Paredes, nas Casas de Banho, há azulejos arrancados. Também devia ter arrancado a construção do Jardim-de-infância. Agora as obras vão causar transtornos no ano lectivo, e está se num impasse que a Câmara Municipal de Loures, não sabe como resolver esta situação, a Junta de Freguesia de Santo Antão do Tojal, esta farta de reclamar.
Tudo porque o concurso público, a empresa que ficou em primeiro lugar, declarou falência, não tendo condições para realizar as obras

A Câmara farta-se de gastar dinheiro em Publicidade e propaganda, agora até fez um anúncio a desejar um bom início de ano lectivo, mas nesta freguesia tal não vai ser possível com um mau arranque do Ano lectivo.

Com esta escola, também já existe um antecedente, esta era a escola que a Câmara Municipal de Loures queria encerrar na aprovação da sua Carta educativa, mas devido a pressão da população, teve de alterar, e em vez de encerrar, teve de aprovar a sua manutenção.

Isto é Anedótico, mas é verdade, quando da Visita do Presidente da Câmara Municipal de Loures a Escola de Santo Antão do Tojal, puseram lhe o problema!


-Sr. Presidente o Logradouro da Escola está degradado e as crianças quando caem aleijam-se!

A resposta do senhor presidente foi:

- Foi a cair no recreio da escola que eu me fiz alguém, e que aprendi
Eis que o aluno respondeu:

- Mas senhor Presidente, eu estou farto de cair no Recreio, e ainda não aprendi nada! "


(autor identificado)

2008/08/03

OU ISTO, OU O LIVRO DA MADDIE


Se já não encontrar o livro "A verdade da mentira", de Gonçalo Amaral, em nenhuma grande superfície, quiosque, livraria, merceeiria, farmácia de serviço, local onde se encontra sempre tudo, e mesmo assim quiser ler qualquer coisa no Verão, pode sempre optar pela colecção que o DN está a oferecer, até ao início de Setembro. Recomenda-se ao Presidente da Câmara de Loures a leitura do livro oferecido dia 18 de Agosto.

Fiódor Dostoiévski, Coração Débil, 26 - Jul
Franz Kafka, A Metamorfose, 27 - Jul
Giovanni Boccaccio, Histórias Eróticas, 28 - Jul
Anton Tchekov, A Minha Mulher, 30 - Jul
Voltaire, O Ingénuo, 01 - Ago
Lev Tolstoi, A Morte de Ivan Ilitch, 02 - Ago
Jack Londo, A Peste Escarlate, 03 - Ago
Maximo Gorki, Três Contos, 04 - Ago
Thomas Hardy, O Pregador Atormentado, 06 - Ago
Franz Kafka, Carta ao Pai, 08 - Ago
Fiódor Dostoiévski, A Voz Subterrânea, 09 - Ago
Joseph Conrad, Juventude, 10 - Ago
H.P. Lovecraft, Herbert West: Reanimador, 11 - Ago
Robert L. Stevenson, O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde, 13 - Ago
Charles Dickens, Um Cântico de Natal, 15 - Ago
Henry David Thoreau, Onde Vivi e para Que Vivi, 16 - Ago
Henry James, A Fera na Selva, 17 - Ago
Miguel de Cervantes, A Ciganita, 18 - Ago
Rainer Maria Rilke, Histórias do Bom Deus, 20 - Ago
Nikolai Gógol, O Retrato, 22 - Ago
Sun Tzu, A Arte da Guerra, 23 - Ago
Stephen Crane, O Barco Aberto, 24 - Ago
Oscar Wilde, O Crime de Lorde Artur Savile, 25 - Ago
Thomas Wolfe, O Rapaz Perdido, 27 - Ago
Gustave Flaubert, Um Coração Simples, 29 - Ago
Edgar Allan Poe, A Queda da Casa de Usher, 30 - Ago
Fiódor Dostoiévski, Contos, 31 - Ago
Italo Svevo, Um Embuste Perfeito, 01 - Set
Oscar Wilde, O Retrato do Sr. W.H., 03 - Set
Rainer Maria Rilke, Cartas a Um Jovem Poeta, 05 - Set

2008/07/27

QUANDO O MEU AVÔ NÃO ME COMPROU UM CHUPA, PERCEBI QUE ELE NUNCA SERIA UM BOM PRESIDENTE DE CÂMARA


Não consegui, como era meu objectivo, visitar no passado sábado o Palácio do Correio-Mor. Assim, perdi a possibilidade de voltar a um dos mais belos locais do concelho de Loures. O Palácio do Correio-Mor, em Loures, consegue sempre transportar-nos para outro tempo. É uma pérola encravada num vale pronunciado e resguardado por encostas verdejantes. Dificilmente quem passe em Loures intui a existência daquela relíquia.


Mas perdi outra coisa. Perdi a possibilidade de ouvir um dos mais impressionantes discursos do Presidente da Câmara Municipal de Loures, felizmente as novas tecnologias conseguem encurtar o tempo e o espaço. Por momento da atribuição da Condecorações Municipais, onde o centro devem ser aqueles que o colectivo dos Vereadores decidiu distinguir, Carlos Teixeira não resistiu ao discurso egocentrado. Assim, teceu uma peça de autoelogios num tom, ora intimista, ora panegírico. Numa cerimónia dedicada aos outros, não resistiu ao eu. Mas a tónica forçada na autoconfiança e na certeza do apoio público, deixa transparecer a crescente insegurança e cansaço do Presidente da Câmara.


O discurso revela ainda, se comparado com outras peças oratórias produzidas ao longo destes últimos sete anos, um esgotamento da mensagem política e a ocupação do momento oratório pela vacuidade das referências de circunstância. Passou há muito o momento das promessas fáceis dos primeiros anos e dos discursos plenos de referências aos problemas herdados. Mas a evolução não passou para um discurso de presta-contas das promessas feitas, porque na sua maioria não foram cumpridas. Mas também não se reconverteu num discurso de futuro sobre os novos desafios, porque a Câmara Municipal estagnou no lodo do seu autocontentamento.

A referência à crítica política, que se vai avolumando em Loures, reduziu-se a uma nota inflamada em torno da vozes críticas em relação à utilização abusiva que o Presidente da Câmara faz da sua vida pessoal como meio de promoção política! Não deixa de ser curiosa esta postura. Neste momento, as únicas novidades significativas que o Presidente vai dando, são os progressos pueris do seu neto! Os “Políticos também têm família (...)” não me parece uma revelação digna de registo, mas o contexto e o revelador tornam-na merecedora de comentário.


Nunca aqui duvidámos que os políticos também têm família, aliás, em Loures, descobrimos pouco depois das eleições de 2001 que os eleitos do PS tinham família. Foram vários os ascendentes e descendentes dos recém eleitos a encontrar empregos e colocações na estrutura administrativa da Câmara Municipal. Em relação à vida privada e pessoal dos titulares de lugares públicos no Município de Loures, foram estas a únicas referências que alguma vez vi escritas.

O direito à reserva da vida privada, é um direito de todos os cidadãos, incluindo daqueles que desempenham cargos públicos. Salvo um ou outro episódio canalha, a exploração da vida privada não têm sido um método comum de luta e combate políticos em Portugal, nem no Município de Loures. E muito bem. Este facto é um sinal de urbanidade e maturidade democrática. Mas se a reserva da vida privada de terceiros é sinal de urbanidade, a recusa da utilização da vida privada como meio de promoção política também o é!

Pouco releva para a qualidade de um Presidente de Câmara conhecer a natureza e qualidade das suas relações pessoais e privadas. A sua exposição ostensiva é desnecessária e até de mau gosto em alguns momentos. Que interessa aos associados de uma Associação de Reformados, que esperam pela construção de um centro de dia, saber que no dia anterior o Presidente de Câmara jantou com os seus pais? Que interesse tem para uma Associação de Pais, que espera a construções de um novo jardim-de-infância, que o neto do Presidente de Câmara lhe sujou a gravata com papa? Que interesse têm referir no meio de uma intervenção pública o contexto em que a filha ficou menstruada? Pura falta do sentido do ridículo, para ser suave. Esta exposição tem um objectivo político claro, daí que a coloque âmbito da crítica política, a criação de um falso sentimento de proximidade às pessoas.

Se um dia o Presidente de Câmara se divorciasse da sua esposa, cortasse relações com os seus filhos e se se casasse em Barcelona com um gasolineiro, tornar-se-ia pior autarca por isso? Claro que não, continuaria a ser tão mau quanto é hoje.


A mim pouco me importa se o meu Presidente de Câmara e os Vereadores são casados, divorciados, solteiros, unidos de facto, se são fiéis ou infiéis, se têm filhos, sobrinhos ou enteados, se têm pais ou padrinhos, nem se as suas relações com estes parentes todos é boa, má ou assim-assim. Todos esses aspectos são da reservada esfera da sua vida privada, aí se devem manter e ser, por todos, intransigentemente defendida, incluindo pelos próprios. Até porque a utilização da vida privada no contexto do debate político é uma caixa de pandora, que importa nunca venha a ser aberta, para sanidade e elevação do debate político.

2008/07/24

A CULPA NÃO É MINHA, NÃO VOTEI TEIXEIRA!



A CERCIPÓVOA é uma instituição que desenvolve trabalho de “educação, reabilitação e inserção do cidadão portador de deficiência. Promove projectos de sensibilização e mobilização da Sociedade, para os objectivos da Instituição e para a problemática da deficiência em geral”. O seu objectivo final e a “promoção da autonomia pessoal e social do cidadão portador de deficiência.”

Esta instituição atravessa neste momento graves problemas financeiros, decorrentes dos encargos com a melhoria de instalações, que qualifiquem o serviço prestado aos utentes, e, sendo uma actividade convencionada com a segurança social, que presta serviço independente da capacidade financeira das famílias, ajustando a participação financeiras destas às suas possibilidades, tem vindo a ver diminuída parte das suas receitas. Porque é inevitável que estas instituições sejam as primeiras a sentir a degradação das condições económicas das famílias.

Dada a importância da instituição e a relevância social dos serviços que presta, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e o Governo, encetaram contactos no sentido de se encontrar uma solução para este problema. Nesse esforço, convocaram o Presidente da Câmara Municipal de Loures. Não porque os vizinhos sejam para as ocasiões, a instituição está sedeada na Póvoa de Santa Iria, mas porque uma parte significativa dos utentes é oriunda de Loures, mormente da sua zona oriental. Assim, era avisado convocar ao esforço a Câmara Municipal de Loures.


Erro! Perante a solicitação, Carlos Teixeira, abriu a torneira do despropósito, como se pode ler da notícia do “Jornal Triângulo”. Mesmo ontem, em plena reunião de Câmara, o Presidente repetiu as mesmas declarações.

Em suma, revelou-se insensível à importância que esta instituição tem, seja para os cerca de 50 utentes de Loures, seja para as suas famílias.

Espera-se que reveja a sua posição, dedicando-lhe algum tempo de serena reflexão. Carlos Teixeira afirma que não temos culpa de que a vida esteja a correr mal a esta instituição, mas do que aquelas famílias não têm culpa é da insensatez do Presidente da Câmara.

E O FUTURO PÁ?!


Vi com toda a atenção a entrevista dada pelo Presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira, ontem à noite à SIC Notícias. Não foram grandes as novidades. O Presidente da Câmara aproveitou para repetir o conjunto de declarações que foi proferindo nos últimos dias sobre a situação na Quinta da Fonte, explorando um pouco mais os sentimentos de rejeição face á comunidade cigana que se foram desenvolvendo no decorrer do processo. Não se pode deixar de assinalar que a entrevista de ontem foi o culminar de uma viragem de posição do Presidente da Câmara face a este assunto. Comentei aqui as declarações iniciais de Carlos Teixeira, onde ele se referia à comunidade cigana como as vítimas deste problema! Felizmente alguém conseguiu alterar-lhe o guião, porque se antevia o disparate. Ontem, a bitola era outra.

Mas mais interessante do que ouvir a súmula das respostas que foi dando sobre este assunto, importava que fossem dadas pistas para a solução do problema. Não a solução do problema das famílias que ainda teimam em exigir uma habitação em local alternativo, mas as soluções que previnam a repetição de situações como as que temos vivido. Sobre este aspecto não avançou uma única ideia. Optou por falar em exigência, e muito bem, pena que só a tenha descoberto agora. Aliás, continua a ser para mim uma incógnita como pode uma família acumular uma dívida de 17 000 euros em água, e como pode dize-lo o Presidente da Câmara sem se sentir envergonhado com tal situação! As situações de incumprimento não são de agora, mas até há pouco tempo elas não preocupavam sobremaneira a Câmara Municipal.
Na entrevista aproveitou ainda para alfinetar a oposição, não se escusando à referência a Demétrio Alves. Este facto também não deixa de ser estranho. O bairro existe à cerca de 10 anos, Carlos Teixeira governa o município à 7 anos, os problemas de segurança e de desarticulação social do bairro intensificaram-se nos últimos 5 anos, mas da responsabilidade não lhe toca nada!
O que é necessário perceber são os planos que tem para o futuro. Na reunião de Câmara realizada ontem, a maioria socialista voltou a recusar a proposta de instalação de um Posto das Forças de Segurança no Bairro, do que se percebe que a implementação de um sistema de policiamento de proximidade, que monitorize as actividades ilícitas que lá ocorrem, que se integre na comunidade, conhecendo-a, que dissuada e previna pela sua presença, não é um caminho que a Câmara queira fazer. Em vez disso, continuar-se-á a assistir a uma presença episódica de grandes contingentes repressivos, que de vez em quando militarizam o bairro. Como estratégia de segurança, sem dúvida que a primeira opção me parece a mais adequada. Carlos Teixeira não acha e chumbou uma proposta da CDU, que ia nesse sentido.

Em todas as reflexões e reacções que se foram conhecendo, seja do Governo Civil, seja do Governo, seja da própria Câmara Municipal, parece unânime que o futuro passa pelo bairro. Passa pela sua recuperação social e física, mas passa também pelo esforço de envolvimento dos habitantes nesse processo. Como pretende a Câmara fazê-lo? Pretenderá mesmo fazê-lo, ou apenas o afirmou, porque fica bem afirmá-lo? Nessa mesma reunião de Câmara, Carlos Teixeira e a sua maioria, chumbaram a possibilidade da constituição de uma Comissão de Administração do Bairro, onde participassem os moradores, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia da Apelação. O objectivo desta proposta é óbvio, envolver os habitantes e os seus representantes, responsabilizá-los, torná-los parceiros nos ganhos futuros e com isso tê-los como os primeiros defensores desses ganhos. Mas a Câmara não quer ir por aí. Então irá por onde?

O discurso dos malandros que não pagam renda, não pagam água, não pagam impostos, nem mais coisa nenhuma tem um prazo de validade, e qualquer dia não sobreviverá à pergunta sobre quem é que os deveria fazer pagar e não o fez, mas sobretudo não resolve nenhum dos problemas de fundo que urge resolver.

2008/07/19

QUE COMECEM AS FESTAS



Iniciaram-se ontem as Festas em Loures. Como vem sendo hábito, assinala-se como momento alto o desfile da corte pela tenda do Caracol Saloio. À hora conveniente, tenda cheia, logo cenário montado, a corte, Presidente, assessores, adjuntos, secretárias, alguns Presidentes de Junta, consortes e outros penduras, entram pela porta principal e iniciam o périplo pelas barraquinhas. Eles ufanos de peito cheio, elas em equilíbrio instável no alto dos seus saltos lá vão distribuindo saudações pela populaça e palmadinhas nas costas, muitas palmadinhas nas costas.
A corte avança. É bom que os vejam bem. São eles os magnânimos a quem o povo deve gratidão. A gratidão do voto futuro, bem se vê. Só há corte se houver poder, e o poder fica-lhes tão bem!
A tenda está quente e as passadas aceleram.
A mesa para a corte está posta e reservada. Uma amostra da especialidade de cada um dos restaurantes, gentil a agradecidamente oferecida, outro remédio não lhes resta, forma o banquete que aguarda fumegante a corte que se acerca da sua mesa. Ao contrário da populaça que lhe serve de cenário, comerão e beberão até a saciedade sem que um cêntimo de cruzado lhes saia da bolsa. Privilégios da nobreza. Na mesa mesmo em frente dois jovens súbditos fazem um pedido estranho ao empregado, uma bebida e um copo vazio por favor. Escutando e percebendo a circunstância, o empregado olha de soslaio para a mesa da corte, farta em sorrisos, autosatisfação e bebidas frescas, e diz ao jovem, trago duas e pagas só uma. Em frente da corte, actos subtis, revelam a censura e a tomada de consciência. Mas a corte continua indiferente.

Que continuem as Festas.

2008/07/18

DIZIA O PRESIDENTE




Já o momento permitia alguma ponderação e reserva nas declarações, dizia o Presidente da Câmara que “Há uma minoria que actua ao cair da noite”, dizendo ainda “tenho a indicação que naturalmente será a outra comunidade “africana” a atacar, porque é a outra comunidade, a cigana, que está a ser atacada”.

Uma “operação de fiscalização feita às viaturas das famílias ciganas, que pernoitaram à frente da Câmara de Loures, acabou na detenção de uma pessoa e na apreensão de três caçadeiras e uma espingarda, todas ilegais. Segundo o comandante da PSP de Loures, trata-se de uma "operação especial de prevenção criminal" relacionada com a nova lei das armas e que foi coordenada com o Ministério Público”.

O Presidente, Carlos Teixeira, tem muitas dificuldades em compreender que o mundo não possui uma simplicidade dual e maniqueísta. A cada curva lá comete sempre os mesmos erros.

2008/07/17

AFINAL HÁ MAIS!




Então não querem lá ver que os autores do estudo sobre a pobreza infantil continuam a afirmar que o realizaram em parceria com a Câmara Municipal e até apresentaram provas desse relacionamento. Maria João Malho, que responde e apresenta documentos comprovativos da preparação do trabalho de campo em colaboração com a Câmara de Loures, fax’s e e-mail’s trocados com o secretariado do Vereador Ricardo Leão. Pode tudo ser visto na Loures TV. Se eventualmente tudo aquilo é mentira, entraremos no campo da falsificação de documentos. Mas o mais certo é ainda não termos saído do campo da mentira política.

2008/07/14

MAKE LOVE, NOT WAR




Recebo-as (as chaves) - Carlos teixeira

Depois das declarações exaltadas, na sequência dos incidentes violentos que tiveram lugar na Quinta da Fonte, que podem ser escutadas no link acima, o Presidente da Câmara inflecte o discurso, mas mantém o delírio.

De concreto, percebe-se que afinal a Câmara Municipal estará a encontrar um solução de realojamento das famílias da comunidade cigana.

“A Câmara Municipal de Loures vai contactar a Segurança Social para encontrar uma solução temporária de realojamento para as famílias ciganas do bairro da Quinta da Fonte.” In, Público.

Mas como a tendência para o disparate é intrínseca, Carlos Teixeira afirma ao Expresso que “Há uma minoria que actua ao cair da noite”, dizendo ainda “tenho a indicação que naturalmente será a outra comunidade “africana” a atacar, porque é a outra comunidade, a cigana, que está a ser atacada”. Será da minha sensibilidade, ou o mediador tomou partido?

Espera-se agora que a comunidade africana se concentre em frente à Câmara Municipal, pedindo explicações, como o fizeram hoje os habitantes de etnia cigana, para que sobre este problema o Presidente da Câmara, Carlos Teixeira, volte a dizer outra coisa completamente diferente.

2008/07/13

NÃO É POR AÍ.




Depois dos eventos na Quinta da Fonte, Apelação, era com grande expectativa que se esperam declarações do Presidente da Câmara, sobre um problema que sistematicamente tem desvalorizado.

Não se esperavam grandes inovações de discurso, apenas que o Presidente da Câmara, condenasse, em primeiro lugar os actos cometidos, para de seguida anunciar medidas e acções de combate a este flagelo.

Em vez disso, fomos brindados com um conjunto de declarações dignas de um balcão de taberna, não só profundamente desconchavadas, como ofensivas, e impróprias de um Presidente de Câmara.

As comunidades que habitam aquele bairro foram o elo mais fraco de uma cadeia de interesses, visando a resolução de uma questão mais “nobre”, a construção da Expo 98 e dos acessos envolventes. Nesse processo, a planificação, estudo e avaliação dos impactos daquele realojamento em concreto, foram profundamente negligenciados, para não dizer inexistentes. O Estado criou as condições objectivas que hoje propiciam este tipo de acontecimentos nas Quintas da Fonte deste país. Existe uma responsabilidade pública inquestionável naquela situação.

Ignorando tudo isto, o Presidente da Câmara Municipal dispara “Já têm a sorte de lhes ter sido atribuída há alguns anos uma casa, onde pagam uma renda social muito baixa, e alguns até não a pagam...” Os habitantes daquele bairro de realojamento, ou de outro qualquer bairro de realojamento neste país, não “têm a sorte” de lhes ter sido atribuída uma casa. A casa não lhes saiu numa rifa! Os habitantes destes bairros de realojamento foram beneficiários de acções que resultam de políticas de habitação social definidas pelo governo em cumprimento do desiderato constitucional. O que se pode dizer é que as políticas de habitação social estão profundamente erradas, como facilmente se constata, mas elas são responsabilidade pública.

Mas estas declarações encerram também a marca do racismo social. Os habitantes pagarão uma “renda social muito baixa, e alguns até não a pagam”, afirma Carlos Teixeira. Não sei se as rendas são altas ou baixas, sei que variam de acordo com critérios que não foram os próprios que fixaram, subordinadas a regras de fiscalização que os próprios também não definiram. Se essas regras estão erradas ou não são justas, debatam-se democraticamente e alterem-se, mas não se faça recair o ónus desses erros sobre aqueles que mais são prejudicados por eles. O anátema lançado pelo Presidente da Câmara sobre os moradores dos bairros sociais é condenável. Mas há uma responsabilidade que pode ser assacada a muitos dos moradores destes bairros. É responsabilidade de se deixarem ludibriar por políticos desonestos e sem escrúpulos, que não hesitam em percorrer estes bairros nos períodos eleitorais, distribuindo rosas e tecendo loas, para mais à frente os tratarem com tamanho desdém.

Na Quinta da Fonte foi criada uma situação insustentável, perigosa para os seus habitantes. Foi criado um ambiente socialmente impróprio, onde ninguém de bom-senso gostaria de viver e criar os seus filhos. Muitos dos que têm condições para tal, têm abandonado o bairro, em especial as famílias que haviam adquirido as suas casas no modo cooperativo. Estes foram os primeiros “despejados” da Quinta da Fonte, aqueles que viram o seu sonho de uma casa condigna ser transformado num pesadelo, resultado de uma politica de habitação desastrada. Não recorreram a nenhum tribunal pedindo responsabilidades, mas deveriam ter tido a possibilidade de o fazer. Outros se seguirão se a situação se for agravando, muitas chaves o Presidente passará a ter de um bairro onde ninguém quer viver.

Queixa-se o Presidente da Câmara que “quando procuramos fazer algumas acções de despejo, temos os juízes a condenar a Câmara” e que quem “se quiserem ir embora, está disponíveis para se ir embora...”, mas os cidadãos deste país é que deviam pedir responsabilidades pela ineficácia das politicas de integração social, de habitação social e de segurança. Se existem acções de despejo que são contrariadas pelo tribunal é porque as leis existentes assim o determinam, mas o legislador não mora na Quinta da Fonte!

Os autores das cenas vistas por todos devem ser punidos e o apoio àqueles que só pretender ter uma vida tranquila e em paz, deve ser redobrado. O estado deve-lhes isso.

À Administração Central devem ser exigidas responsabilidades e acções concretas, que vão muito para lá da segurança. Nenhum dos moradores escolheu ser alojado em regime concentracionário. O erro deve ser reparado, porque não existe paliativo que o resolva, ou sequer minimize. Nenhum morador daquele bairro teve uma palavra a dizer sobre o futuro que lhe foi destinado. A Câmara Municipal deveria estar na linha da frente dessa exigência.

Neste momento é necessário bom-senso, clarividência, firmeza e decisão, mas não conversa de taberna para consumo populista. Não é por aí.

2008/07/11

SOBRE A INSEGURANÇA, HÁ PROPOSTAS CONCRETAS HÁ MAIS DE UM ANO




O clima de insegurança em algumas zonas do concelho de Loures é uma constante. A desvalorização deste fenómeno feita pela Câmara, em especial pelo seu Presidente, tem sido um entrave à tomada de medidas concretas, que obviem o problema.
Recentemente, com grande pompa e circunstância, o Presidente da Câmara e o Ministro da Administração Interna, organizaram uma cerimónia de lançamento da primeira pedra da Esquadra de Camarate. Meses depois, em entrevista à Loures TV, o Presidente da Câmara Municipal foi surpreendido pelo entrevistador que lhe disse que a única pedra da esquadra continuava a ser a primeira e que a obra estava abandonada. Este facto é revelador de dois aspectos; quer o Governo, quer a Câmara, governam para o fogacho mediático e a Câmara possui um acompanhamento nulo em relação aos problemas mais sérios.


Os recentes acontecimentos na Quinta da Fonte, dão de novo visibilidade à questão. Seguir-se-ão as declarações do costume, mas o que realmente falta são acções concretas e imediatas.

Repesco para a primeira página um texto sobre este assunto, escrito em Março deste ano, que ajuda a enquadrar e a perceber o contexto da inacção referida.



"Em Março de 2007, fez ontem um ano, os vereadores da CDU apresentaram uma proposta na reunião da Câmara de Loures que, face ao preocupante aumento da criminalidade naquele concelho e particularmente na Freguesia da Apelação, visava a cedência de instalações para um destacamento da PSP no Bairro da Quinta da Fonte, sem prejuízo da construção da prevista esquadra de Camarate, o pedido de uma reunião com o ministro da Administração Interna, para que aquele destacamento fosse dotado dos necessários meios humanos e ainda para que fosse constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, para avaliar a situação e apresentar um plano de intervenção capaz de responder aos problemas de integração social de grande parte dos moradores do já referido Bairro da Quinta da Fonte, local onde os problemas de insegurança eram mais sentidos. A maioria socialista rejeitou, sem apelo nem agravo, esta proposta. Em Junho, e perante um crime em que um jovem foi assassinado, a Comissão Concelhia do PCP lançou um apelo às populações do concelho, particularmente daquela freguesia, e de Camarate para que se mobilizassem em defesa da sua Segurança. Não era, como não podia ser, nenhum apelo à autodefesa, mas antes um alerta para a necessidade de, face à intolerância do Governo e do Município de Loures, as populações exigirem medidas de facto para enfrentar decididamente este problema. Em Maio, o deputado do PCP António Filipe chamava a atenção para o facto de o Relatório de Segurança Interna de 2006 apresentar, não só um aumento da criminalidade, contrariando os dois anos anteriores, mas também para o facto de esse aumento ter, nas áreas urbanas de Lisboa, Porto e Setúbal, valores superiores à média nacional. Estamos hoje, de novo, confrontados com notícias de violência. Casos pontuais mas que, pelo seu impacto mediévico, preocupam e alarmam as populações. Importará portanto assinalar dois aspectos. O primeiro é o de que estes índices de criminalidade não estão desligados do aumento das dificuldades das populações, do desemprego, das injustiças sociais, das bolsas de pobreza, que contrastam com a opulência dos lucros do capital financeiro e, em particular da banca. Eles são um dos sintomas do fracasso desta política que empurra para o desespero largas camadas da população. Eles são um cabal desmentido do fausto com que o PS tentou comemorar os seus três anos de governo. O segundo é o de que estes problemas não se resolvem sem mais meios e mais agentes na rua, próximos das populações, em contacto com as diversas realidades. Estamos hoje a pagar o preço das superesquadras, da concentração de efectivos, em que o PS insiste, do desinvestimento e da falta de meios. É necessário que o Governo e o Município de Loures escutem as propostas apresentadas. Ali e em inúmeras outras localidades do país. Enquanto é tempo."

João Frazão , Dirigente do PCP, o texto fora originalmente publicado no Jornal de Notícias

2008/07/10

O PRESIDENTE DA CÂMARA NÃO ACREDITA NA EXISTÊNCIA DE PEDINTES, MAS QUE OS HÁ, HÁ!




Na reunião da Assembleia Municipal de Loures, que se realizou ontem cá no Palácio, o Presidente Carlos Teixeira afirmou que não havia pedintes em Loures. A afirmação foi feita no contexto do debate sobre o estudo sobre a pobreza infantil no concelho. Deste modo, tentou o Presidente desvalorizar os sinais de alerta sobre o empobrecimento generalizado da população de Loures, como do resto do país, percebendo-se que Carlos Teixeira só reconhecerá o problema quando estivermos todos a pedir nos passeios da cidade.

Mas a afirmação revela ainda outra coisa. Revela que o Presidente tem andado demasiado distraído, porque no seio do seu executivo já existem vários pedintes.

A situação mais grave é a do Vereador João Galhardas, que tem pedido a todos os santinhos e ao Deus que lhe valha, para que o deixem continuar a ser vereador, que a Distrital do PSD continue a gostar dele, que o Teixeira se lembre dele na formação das próximas listas do PS, nem que para isso tenha de arranjar uma peruca loura e entrar pela quota das mulheres. Voltar a uma vida de contagem de trocos numa qualquer dependência bancária é que não.

Os Vereadores, João Pedro Domingues e Borges Neves pedem em desespero, que o Presidente da Câmara fale o menos possível sobre o que quer que seja. As reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal estão a tornar-se mais perigosas que uma ida ao consultório do professor Bambo. Nesta última, a sodomização é uma possibilidade, nas primeiras, tem sido uma constante.

O Vereador Ricardo Leão pede que lhe ofereçam todos os livros do Peter Pan, para perceber como se pode manter para sempre jovem, porque esta foi a única vantagem competitiva que lhe garantiu um lugar nas listas do PS e no Executivo Municipal, mas o tempo tem estado a resolvê-la e outras qualidades não se revelaram.

O Vereador António Pereira também pede, pede muito e esforça-se a pedir, mas sem sucesso, porque nunca se percebeu nada do que ele pede.