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2008/05/25

ARRE, QUE SÃO BURROS!


Em Camarate, os utentes do Centro de Saúde continuam a não querer uma transferência, mesmo que “temporária” para o novo Centro de Saúde em Sacavém.
Ontem, cerca de 500 pessoas manifestaram-se contra esta decisão da ARS de Lisboa e Vale do Tejo. Temem, como não será de estranhar que o façam, que o temporário se torne definitivo e que o novo Centro de Saúde tarde em ser construído.
Mesmo, sabendo que o novo Centro de Saúde de Sacavém é o “último grito da moda”, palavras do Presidente da Câmara, em Camarate prefere-se o cauteloso, mais vale um pássaro na mão, que dois a voar. Têm razões para desconfiar e é bom que o façam. Faz bem o Presidente da Junta de Freguesia em denunciar a diferença entre as palavras de circunstância e a falta de acções concretas.
Se existe vontadinha de construir um novo Centro de Saúde em Camarate, então sosseguem-se as pessoas com acções e não com palavrinhas, que essas leva-as o vento com alguma facilidade.

2008/03/22

EM DEFESA DAS POPULAÇÕES



"Em Março de 2007, fez ontem um ano, os vereadores da CDU apresentaram uma proposta na reunião da Câmara de Loures que, face ao preocupante aumento da criminalidade naquele concelho e particularmente na Freguesia da Apelação, visava a cedência de instalações para um destacamento da PSP no Bairro da Quinta da Fonte, sem prejuízo da construção da prevista esquadra de Camarate, o pedido de uma reunião com o ministro da Administração Interna, para que aquele destacamento fosse dotado dos necessários meios humanos e ainda para que fosse constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, para avaliar a situação e apresentar um plano de intervenção capaz de responder aos problemas de integração social de grande parte dos moradores do já referido Bairro da Quinta da Fonte, local onde os problemas de insegurança eram mais sentidos.A maioria socialista rejeitou, sem apelo nem agravo, esta proposta.Em Junho, e perante um crime em que um jovem foi assassinado, a Comissão Concelhia do PCP lançou um apelo às populações do concelho, particularmente daquela freguesia, e de Camarate para que se mobilizassem em defesa da sua Segurança.Não era, como não podia ser, nenhum apelo à autodefesa, mas antes um alerta para a necessidade de, face à intolerância do Governo e do Município de Loures, as populações exigirem medidas de facto para enfrentar decididamente este problema.Em Maio, o deputado do PCP António Filipe chamava a atenção para o facto de o Relatório de Segurança Interna de 2006 apresentar, não só um aumento da criminalidade, contrariando os dois anos anteriores, mas também para o facto de esse aumento ter, nas áreas urbanas de Lisboa, Porto e Setúbal, valores superiores à média nacional.Estamos hoje, de novo, confrontados com notícias de violência. Casos pontuais mas que, pelo seu impacto mediévico, preocupam e alarmam as populações.Importará portanto assinalar dois aspectos.O primeiro é o de que estes índices de criminalidade não estão desligados do aumento das dificuldades das populações, do desemprego, das injustiças sociais, das bolsas de pobreza, que contrastam com a opulência dos lucros do capital financeiro e, em particular da banca. Eles são um dos sintomas do fracasso desta política que empurra para o desespero largas camadas da população. Eles são um cabal desmentido do fausto com que o PS tentou comemorar os seus três anos de governo.O segundo é o de que estes problemas não se resolvem sem mais meios e mais agentes na rua, próximos das populações, em contacto com as diversas realidades. Estamos hoje a pagar o preço das superesquadras, da concentração de efectivos, em que o PS insiste, do desinvestimento e da falta de meios.É necessário que o Governo e o Município de Loures escutem as propostas apresentadas. Ali e em inúmeras outras localidades do país. Enquanto é tempo."


João Frazão , Dirigente do PCP
Texto e fotografias publicados no Jornal de Notícias

2008/02/29

ÚLTIMO GRITO DA MODA



Pensava eu que as cheias que me arruinaram o piso térreo do Palácio tinham sido uma calamidade, mas havia-me esquecido que regularmente por cá se realizam as reuniões da Assembleia Municipal de Loures. Isso sim, são verdadeiras calamidades!Ontem, a casa encheu-se de nobres que, tal como eu viram os seus palácios devassados pela fúria das águas. Foram pedir contas ao Presidente da Câmara Municipal! Gabo-lhes a credulidade de ainda sentirem ser útil depositar esperança na personagem! Como vem sendo comum apenas escutaram desculpas e promessas vagas. Mas o momento da noite resultou do debate em torno do anunciado encerramento da extensão de saúde na freguesia de Camarate. A CDU apresentou uma moção contestando a decisão do governo de encerrar esse serviço de saúde, o PS, que na Câmara Municipal tinha chumbado uma proposta idêntica, optou desta vez pela abstenção. Os mais incautos podem pensar que este partido se tornou sensível aos argumentos contra o encerramento, mas nada disso. Ao contrário do que se tinha passado na reunião de Câmara, desta vez estavam a assistir ao debate vários habitantes de Camarate. Esse facto, fez com que no exacto momento da decisão os eleitos tenham optado por continuar a voar, mas desta vez mais baixinho. Tão baixinho, que sobre este assunto não disseram uma palavra! Incrível, que em torno de um problema tão concreto, o partido que detem a maioria absoluta na Assembleia Municipal não tenha nada para dizer aos cidadãos. Honra seja feita ao Presidente da Câmara, que acabou por dizer que não compreendia como é que os habitantes de Camarate se recusavam a ser transferidos para um Centro de Saúde fora da sua freguesia, que entendia ele ser o "último grito da moda". É verdade que a velhinha extensão de saúde de Camarate é Demodé, mas em Camarate, enquanto não existir uma melhor, as pessoas recusam-se a andar nuas. Compreensível!

2008/02/20

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES APOIA A DECISÃO DO GOVERNO DE ENCERRAR CENTRO DE SAÚDE EM CAMARATE

Tal como seria de suspeitar, o Presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira, escolheu a defesa do Governo em vez da defesa dos munícipes de Loures. Confrontado hoje, na reunião de Câmara, com uma proposta de posição da CDU, saiu em defesa da decisão do Governo, ignorando o profundo sentimento de indignação que se vive em Camarate com o anunciado encerramento.
Mais uma vez, revelou-se incapaz de perceber que lhe cabe em primeiro lugar a defesa intransigente dos habitantes, neste caso da freguesia de Camarate.
Hoje, os mais de 20 000 habitantes desta freguesia, passam a saber que deixaram de poder contar com o Presidente da sua Câmara Municipal na defesa dos seus interesses.
No passado sábado, numa reunião pública que encheu o Pavilhão do Águias de Camarate, os habitantes de Camarate rejeitaram unanimemente a anunciada decisão do Governo em encerrar o Centro de Saúde existente. Garantido que estava o apoio dos autarcas locais nessa recusa, houve mesmo apelos a que o Presidente da Câmara, que apesar de ter sido convidado não compareceu, fizesse o mesmo.
O Presidente foi insensível a esse apelo, prestando mais uma vez um mau serviço às populações que o elegeram.
ACTUALIZAÇÃO

2008/02/15

ALERTA




GOVERNO QUER ENCERRAR O CENTRO DE SAÚDE DE CAMARATE

De acordo com os dados constantes no sítio da Câmara Municipal de Loures, a freguesia de Camarate tem 18821 habitantes, dado que pecará por defeito, tendo em conta as características da população residente em mais de 20 bairros, os fracos índices de recenseamento eleitoral e de participação nos censos, este número superará os 20 000 residentes.
De entre as múltiplas carências desta freguesia no que respeita a equipamentos colectivos, a precariedade das instalações onde se encontra a funcionar há décadas a extensão de saúde local, sempre foi a que maior preocupação gerou nos habitantes e autarcas desta freguesia.
O "Posto Médico", como lhe chamam as pessoas, funciona nos 1º e 2º andares de um prédio de habitação no centro da vila, sem elevador. Perante tal situação, a unanimidade sobre a necessidade de construir um edifício em Camarate para albergar a Extensão do Centro de Saúde foi sempre um dado adquirido.
As promessas percorreram vários governos, ora do PS ora do PSD, mas a obra nunca foi feita. Há falta de melhor desculpa, alegava-se a falta de sítio para tal equipamento. Como o problema era por demais grave, a Câmara Municipal de Loures indicou, em 2000 (esta informação ainda consta na página da Câmara), um terreno no centro da vila. O local foi visitado pelos técnicos da ARS, que consideraram ter as características adequadas.

Já vão 8 anos e 3 governos sem que nada fosse feito.

Agora, sai da cartola a decisão do Governo de encerrar o actual Posto Médico em Camarate, não para o deslocar para melhores instalações em Camarate, mas para deslocar os utentes de Camarate para o novo Centro de saúde de Sacavém.
Esta inacreditável decisão coloca problemas a vários níveis. Em primeiro lugar é inaceitável que se ache legítimo fazer desaparecer de uma freguesia com cerca de 20 000 habitantes a extensão de saúde. Não só pela dimensão da freguesia em questão, mas sobretudo pelas suas características geográficas, urbanas e sociais. Camarate é a freguesia mais populosa de toda a zona oriental de Loures, com empreendimentos urbanísticos em curso que a farão crescer ainda mais em número de habitantes. A sua população encontra-se dispersa por mais de vinte bairros. Camarate é uma freguesia económica e socialmente deprimida, com grandes bolsas de pobreza e população trabalhadora das classes média e média-baixa. Tal decisão é antes de mais uma maldade. É uma maldade, que passados tantos anos sobre a identificação deste problema nada tenha sido feito para o resolver do único modo aceitável, a construção de um equipamento de saúde no centro da vila da Camarate. Em vez disso, a Administração Central apostou no agravamento da situação física e funcional do serviço prestado.

Perante a actual decisão só existe uma alternativa viável, a firme contestação e denúncia desta farsa.A solução encontrada não serve a população de Camarate, ficando muito longe da solução que lhe é devida. Esta solução viola todas as promessas feitas até hoje e lesa as fundadas e legítimas expectativas dos habitantes de Camarate. Por outro lado, levantam-se outros problemas, com a deslocação dos quase 20 000 utentes de Camarate para o Centro de Saúde de Sacavém. O novo Centro de Saúde de Sacavém foi concebido para satisfazer as necessidades da freguesia de Sacavém (que tem menos utentes do que Camarate), mas também para acolher um serviço CATUS, que viria colmatar a falha deixada pelo encerramento do CATUS do Prior Velho. A solução proposta inviabiliza a instalação deste serviço, na medida em que as instalações destinadas a esse fim serão ocupadas pelos serviços provenientes de Camarate. Os habitantes de Camarate perdem a proximidade ao seu serviço de saúde e as freguesias de Camarate, Apelação, Unhos e Sacavém, perdem a possibilidade de um CATUS próximo de sí. Esta medida, lesa globalmente todos os habitantes das zonas limítrofes de Sacavém, incluindo os habitantes das restantes freguesias da zona oriental, que continuarão a ter o CATUS de Moscavide saturado. Esta solução não serve ninguém!

Como já referi anteriormente, a construção de um novo Centro de Saúde em Camarate foi durante muito tempo a solução defendida pela Câmara Municipal de Loures, que chegou a indicar uma localização para o mesmo. Neste momento onde está a Câmara Municipal? Que posição tomará o Presidente da Câmara perante mais esta malfeitoria cometida contra os interesses dos munícipes de Loures? Para mal de Loures, estará a preparar-se para justificar o injustificável. Prepara-se mais uma vez para tomar a defesa das más opções do Governo, em vez da defesa dos interesses do Município e dos munícipes.

2007/03/07

NOVO CENTRO DE SAÚDE PARA CAMARATE




"Todas as manhãs, o “cenário” é o mesmo, dezenas de pessoas concentram-se à porta do centro de saúde. A abertura é às 8h00, mas há quem chegue muito antes, na esperança de uma consulta. Um prédio sem elevador alberga o centro de saúde há mais de 30 anos. Para muitos utentes, as escadas são um obstáculo difícil de ultrapassar. Exemplo disso é o marido de Ana Paula Lobo doente há 16 anos. Incapaz de subir os degraus, nas consultas é mulher que tem que o representar. Para evitar contratempos, costuma marcar a consulta com bastante antecedência, mas como tantos outros, às vezes é obrigada a vir sem marcação prévia. Mais sorte teve Isabel Pestana que chegou por volta das 5h00 e fez turnos com o filho para que o marido doente tivesse a consulta de que tanto necessita. O Centro de Saúde de Camarate serve mais de 25 mil pessoas e apesar das muitas dificuldades de funcionamento, receia-se que o número de utentes possa ainda aumentar. A Comissão de Utentes tem já uma alternativa, um espaço onde consideram que poderia ser instalado um novo centro de saúde. Sem resposta da Administração Regional de Saúde, decidiram avançar para um protesto. Para além das más condições do centro de saúde, a Comissão de Utentes contesta também a decisão de fechar das urgências do Hospital Curry Cabral que servem a população da freguesia de Camarate."