
2007/03/13
OS HOMENS PERIGOSOS

2007/03/12
AINDA AS URGÊNCIAS

Mesmo assim, estes Presidentes de Junta, membros da Assembleia Municipal de Loures pela legítima inerência que decorre do facto de serem a voz das suas freguesias, calaram-se e votaram. Prestaram um péssimo serviço àqueles que representam. Escolheram a cumplicidade com o Governo à defesa das suas populações. Não duvido que o tenham feito por princípios de fidelidade partidária, mas falharam na lealdade que devem a quem os legitimou. Conseguirão com palavras negar a evidência das suas acções?
LILY HAS A ROSE

(i have none)
"don't cry dear violet
you may take mine"
"o how how how
could i ever wear it now
when the boy who gave it to
you is the tallest of the boys"
"he'll give me another
if i let him kiss me twice
but my lover has a brother
who is good and kind to all"
"o no no no
let the roses come and go
for kindness and goodness do
not make a fellow tall"
lily has a rose
no rose i've
and losing's less than winning(but
love is more than love)

O SOL VAI FICAR EM ESTREMOZ E PLUTÃO EM ÉVORA MONTE
2007/03/10
PASSAR O MURO
© Oleg Popov/Reuters
© Oleg Popov/Reuters
“PROQUÊ”? PROQUAL
25 de Julho de 2005. Data oportuna para o início das obras de requalificação da Av. Estado da Índia e Praça da República em Sacavém, inseridas num programa cofinanciado pela Administração Central, o PROQUAL. A poucos meses das eleições autárquicas, logo, em plena campanha eleitoral a Câmara Municipal de Loures, com aparato inicia uma das mais importantes obras de requalificação já realizadas em Sacavém. Nessa altura quem passasse por Sacavém poderia ver a promessa de futuro com imagens virtuais da obra já concluída, esquina sim esquina não.
Imagem recolhida do Site da Câmara Municipal de Loures
Pela profundidade da intervenção, pela área abrangida e pelo investimento implicado, esta obra careceria da Câmara Municipal de Loures uma atenção redobrada.
Sacavém dificilmente terá outra oportunidade como esta para a requalificação do seu espaço urbano. Esta Administração Municipal desperdiçou uma oportunidade única de elevar a qualidade urbanística da Cidade de Sacavém. Por este facto os habitantes de Sacavém deveriam ter a destreza de lhe exigir responsabilidades.
Quase 2 anos depois, da conclusão da obra não há perspectivas credíveis. Pelo caminho o Governo reduziu a sua comparticipação no financiamento da obra. Uma das empresas escolhidas pela Câmara municipal faliu. Os prazos foram dilatando e a área de intervenção foi sendo reduzida. Os moradores da zona levam quase dois anos de pó, lama, buracos e desvios. À Praça da República a requalificação não chegará tão cedo e da Av. Estado da Índia, apenas o troço neste momento em obra será requalificado. O Parque subterrâneo que se está a construir numa das pracetas adjacentes à Av. Estado da Índia arrisca-se a tornar-se um fracasso, sendo já um motivo de preocupação para os moradores que não conhecem as condições de utilização prevista para este equipamento, tendo por certo apenas a redução dos lugares de parqueamento à superfície.
Arnaldo Madureira, 1961 (Praça da República - chafariz)
Quanto às informações necessárias vive-se a lógica do disfarça. Desde o início que a Junta de Freguesia de Sacavém afirma não ter conhecimento de quase nada do que se vai passando nesta novela. Na redução do financiamento nem a Câmara Municipal nem a Junta de Freguesia de Sacavém ousaram levantar a voz contra o Governo. Quanto aos prazos as poucas pronúncias públicas resumem-se à expressão recorrente “Temos tido dificuldades, mas agora é que é!” A página oficial da Câmara Municipal de Loures continua a informar que, “Se tudo correr conforme previsto, sendo que no caso das intervenções em ambiente urbano as “surpresas” são sempre um facto a ter em linha de conta, as obras deverão estar concluídas ainda em 2006(!).” Em 2006? Parece-me difícil.
DO FUNDO DO BAÚ

2007/03/09
ALHEIRA
Na leitura dos jornais existem os grandes temas que mobilizam a opinião pública, fazem as aberturas dos telejornais e as parangonas da imprensa. Depois existem as notícias de encher, pelas quais passamos como gato em telhado de zinco. Normalmente as mais interessantes são essas. Têm sido publicadas notícias sobre alegados estudos científicos que alertam para a perigosidade da alheira, nomeadamente no que respeita à sua qualidade microbiológica. Nas páginas do Público podemos até ver a fotografia a cores da maldita bactéria que habita as nossas alheiras. O primeiro apontamento sobre esta polémica deve ser. Há poucas coisas melhores que uma alheira de caça servida com batatinhas fritas e um ovo estrelado. Logo, na abordagem à alheira prefiro a bata branca da cozinheira à da cientista de laboratório. Claro que todas as regras de higiene alimentar sejam asseguradas e melhoradas, da produção à confecção. Mas só se daí resultar a possibilidade do primeiro apontamento, caso contrário que esqueça o assunto, porque deve continuar a ser mais perigoso atravessar a 24 de Julho a partir das 02h00 do que comer uma alheira.
Quando tiver oportunidade opte pela alheira.

Enchido tradicional fumado, cujos principais ingredientes são a carne e gordura de porco, a carne de aves (galinha e/ou peru) e pão de trigo, o azeite e a banha, condimentados com sal, alho e colorau doce e/ou picante. Podem ainda ser usados como ingredientes a carne de animais de caça, a carne de vaca e o salpicão e/ou o presunto envelhecidos. É um enchido com formato de ferradura, cilíndrico, sendo o interior constituído por uma pasta fina na qual se apercebem pedaços de carne desfiadas e cujo invólucro é constituído por tripa natural, de vaca ou de porco. O uso da menção Produto Específico obriga a que o enchido seja produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, o processo de produção.
História
Foi inventada pelos judeus como artimanha para escaparem às malhas da Inquisição. Como a sua religião os impedia de comer carne de porco, eram facilmente identificáveis pelos seus perseguidores pelo facto de não fazerem nem fumarem os habituais enchidos de porco. Assim, substituíram a carne de porco por uma imensa variedade de carnes, que incluíam vitela, coelho, peru, pato galinha e por vezes perdiz, envolvidos por uma massa de pão que lhes conferia consistência. A receita acabaria por se popularizar entre os cristãos, mas estes juntavam-lhe a omnipresente carne de porco.
Hoje, as mais afamadas são as de Mirandela, mas por toda a Beira Alta e Trás-os-Montes se fazem alheiras artesanais de excelente qualidade.Geralmente são fritas em azeite e servidas com legumes cozidos. Mas também podem ser estufadas, depois de envolvidas em couve lombarda.
2007/03/07
8 DE MARÇO

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo. Assinalar este dia pretende chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.
Nota: as fotos são referentes a um incêndio que ocorreu numa fábrica em Nova Iorque em 1911. Na fábrica têxtil Triangle Factory, as operárias trabalhavam trancadas para não poderem fazer pausas no trabalho. Um incêndio matou mais de 100 trabalhadoras, muitas lançaram-se dos últimos dois andares do edifício onde estava a fábrica instalada.1691 -Estados Unidos As mulheres votam no Estado do Massachussetts. Perdem este direito em 1789.
1788 - França Condorcet, filósofo e homem político francês, reclama para as mulheres o direito à educação, à participação na vida política e ao acesso ao emprego.
1792 - Reino UnidoMary Wollstpnecraft pioneira da acção feminista, publica uma vindicta das Mulheres.
1840 - Estados Unidos Lucrécia Mott lança as bases de Equal Rights Association pedindo a igualdade de direitos para as mulheres e para os negros.
1857 - Estados Unidos No dia 8 de Março, em Nova Iorque, greve das opcrárias têxteis para obter a igualdade de salários e a redução das horas dc trabalho, para 10 horas por dia.
1859 - Rússia Aparecimento de um movimento feminino em St. Pctersburgo para a emancipação da mulher.
1862 - Suécia As mulheres votam nas eleições municipais.
1865 - Alemanha Louise Otto funda a Associação Geral das Mulheres AIemãs.
1866 - Reino Unido John Stuart MIII, filósofo e economista inglês, reclama o direito de voto para as mulheres.
1868 - Reino Unido Criação da Sociedade Nacional para o Sufrágio Feminino.
1869 - Estados Unidos Nascimento da Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres. O estado dc Wyoming concede o direito de voto às mulheres para atingir o número de eleitores necessário para entrar na União.
1870 - França e Suécia As mulheres têm acesso aos estudos médicos. - Turquia Inauguração de urna Escola Normal destinada a formar professoras para as escolas prirnárias e secundárias para raparigas.
1874 - Japão Abertura da primeira Escola Normal para raparigas.
1878 - Rússia Abertura da primeira Universidade feminina em St. Petersburgo.
1882 -. Estados Unidos Susan B. Anthony funda o Conselho Nacional de Mulheres, tendo como patrono Victor Hugo; o célebre escritor era então um dos chefes do Partido Republicano.
1893 - Nova Zelândia Concedido o direito de voto às mulheres.
1901 - França O deputado socialista René Viviani, sustenta pela primeira vez um debate sobre o direito de voto das mulheres.
Links de interesse sobre o tema:
www.piratininga.org.br/artigos/2004/01/blay-8demarco.html
www.mdmulheres.com/index.html
http://umar.no.sapo.pt/principal.htm
O TEU RISO

tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
NOVO CENTRO DE SAÚDE PARA CAMARATE
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2007/03/06
86 ANOS 1921»2007

2007/03/05
O DRAGÃO


PAISAGEM

O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.
Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a carne das árvores, elástica e dura.
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.
Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento,
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.
Eram os pinheirais onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa
A sua quietude, secretamente viva,
E a sua exalação afirmativa.
Era a verdade e a força do mar largo,
Cuja voz, quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.
Sophia de Mello Breyner Andresen
2007/03/04
MADRIGAL
MEMÓRIA


Em nome dessa memória, há muito que Portugal deveria ter um Espaço dedicado ao Estado Novo, realmente perpetuador da memória do regime, didáctico junto das novas gerações. O ideário fascista não morreu com Salazar. Como canta Sérgio Godinho “O fascinho é uma minhoca que se infiltra na maça, ou vem com botas cardas ou com pezinhos de lã…” A memória colectiva dos povos é um fenómeno altamente interessante. O tempo suaviza as realidades, remodela-as, exclui da memória as factos traumatizantes, mas esta relativização torna os povos permeáveis à reincidência em erros antigos. Grande parte da defesa da “Obra de Salazar” assenta na memória construída de uma realidade inexistente e projecta-se nas frustrações do presente. Quem defende hoje a ditadura, o fim da liberdade de expressão, as perseguições e prisões políticas, a inexistência de liberdades sindicais e cívicas, o Partido Único, as eleições falseadas, o isolamento internacional, a repressão policial? Estes foram aspectos reais do Estado Novo. Ouvi um popular dizer que “Salazar deixou os cofres cheios de ouro” e a barriga das pessoas cheia de fome. Centenas de milhares de portugueses emigraram durante esses 50 anos. Fizeram-no para fugir à miséria. Em 1974 viviam em Paris cerca de um milhão de portugueses. A capital francesa era a cidade do mundo com mais portugueses, o dobro de Lisboa. A Gare d'Austerlitz era a sua porta de chegada.

É cada vez mais necessário uma reabilitação da memória, honesta e factual. Ninguém quer Salazar ou o seu Regime. As populações querem segurança, dignidade, desenvolvimento, melhorias na sua condição de vida. Na dificuldade de verem essas aspirações serem correspondidas procuram outras respostas, nem sempre as mais correctas.
LUA DISFARÇADA

DE MACA A MACAU

Num recente debate organizado pelo Diário de Notícias sobre a suburbanidade dos Municípios de Loures e Odivelas, o Presidente da Câmara Municipal de Loures defendeu o melhor que pode e soube o seu Município. Claro que era dispensável afirmar que a centralidade da Área metropolitana era o Concelho de Loures. Sem dúvida que nos últimos 30 anos o Município se infraestruturou. Hoje tem mais oferta escolar, desportiva e cultural, pelo menos no número e na qualidade dos seus equipamentos colectivos. Nas políticas é outra conversa. A radical melhoria das vias de acesso reduziu distâncias e isolamentos e dessa forma também a suburbanidade do território diminuiu. A interdepedência funcional territorial de hoje torna ridícula hoje alguma da discussão que sem tem em torno da gestão do território. Ridícula até porque entre a retórica ouvida e a praxis vai um mundo de permeio. Loures tem em discussão o seu PDM. No fim veremos em quando se reduzirá a sua área destinada a actividades económicas e em quanto aumentará a área destinada à habitação. Veremos ainda, depois das preocupações em torno dos equilíbrios ambiental e ecológico, em quanto se reduzirá a Reserva Agrícola Nacional e a Reserva Ecológica Nacional. Em Odivelas, após um alegado passado de betão, quantos milhares de novos fogos foram licenciados?
Mas além deste debate Macro, existem outros apontamentos dignos de registo. Nesse debate o Presidente da Câmara Municipal de Loures, entre as jóias exibidas, referiu o Pavilhão de Macau comprado à Parque Expo com a sua fachada réplica da Igreja de São Paulo, como sendo um pólo de grande atracção de visitantes ao Concelho. Espero que saiba que a fachada é tão-somente um cenário sem valor patrimonial. Espero ainda que também perceba o mau negócio que foi a compra daquele monte de sucata e de como esse dinheiro teria sido melhor aplicado na recuperação de edifícios com real valor patrimonial, e que esses sim poderiam ser verdadeiros pontos de interesse no Concelho.
Porém, a questão da suburbanidade está também ligada a uma menor qualidade de vida. O suburbano, por assim dizer, vive longe do trabalho, vive longe da oferta cultural e lúdica, vive longe dos serviços essenciais e vê daí a sua vida complicada. São estes sem dúvida os vectores fundamentais da questão e é sobre eles que a acção política deve incidir. Fachadas são fachadas, só servem para encher o olho.

MACA
Chegamos à Maca do título. O encerramento anunciado do Serviço de Urgência do Hospital Curry Cabral vai obrigar 140 mil habitantes das Freguesias da Zona Oriental de Loures a deslocarem-se para o Hospital de São José na freguesia do Socorro. Não será necessário escrever muito sobre a qualidade da alternativa proposta no estudo técnico encomendado pelo Governo. Esta decisão suburbaniza mais a população do Concelho de Loures, dificultando-lhe o acesso a um serviço fundamental. Esta decisão anunciada segue-se a outra recente que encerrou os CATUS em Santa Iria de Azóia e Prior velho, reduzindo já os serviços de saúde nesta zona de Loures.
Sobre estas questões determinantes para a qualidade de vida dos habitantes de Loures, a Câmara Municipal de Loures e a maioria que a gere nada disseram. Aliás, foram críticos das manifestações de desagrado das populações a quando do encerramento dos CATUS e remetem-se ao mais profundo silêncio perante a possibilidade do encerramento das urgências no Hospital Curry Cabral. Na última Assembleia Municipal, só o PS, incluindo os Presidentes Socialistas das Freguesias afectadas, votaram contra uma posição de condenação das intenções anunciadas.
Não se percebeu se por apoiarem a medida ou se por terem medo de dizer ao seu Governo que não a apoiam, Certo é que em Loures não há voz institucional sobre este assunto. Pode ser que ninguém de conta… Espera o Presidente da Câmara!
2007/03/01
O HOSPITAL DE LOURES E A CRIATIVIDADE

O processo da construção do Hospital de Loures, adaptado à televisão, equivaleria à série televisiva Dallas. Longa e cheia de tramas complexas. Nos últimos episódios o actual Governo anulou o concurso lançado pelo Governo anterior e comprometeu-se a lançar novo concurso. Pelo meio, foi dizendo que o novo concurso seria para uma unidade hospitalar mais modesta do que o inicialmente previsto. Assim temos andado, sem que a coisa ande.
Neste intervalo do espectáculo, o Presidente da Câmara Municipal de Loures resolveu dar um ar da sua graça e em declarações à comunicação social garantiu que o novo hospital teria todas as valências previstas no anterior concurso, mesmo número de camas e tudo…
Atenção que há novidades sobre o Hospital de Loures! Assim pensou toda a gente. O Presidente da Câmara já teve acesso a novas informações vindas do Ministério da Saúde. Enfim o processo vai avançar um pouco.
Pedidas mais explicações ao Presidente da Câmara, nomeadamente se este já teria na sua posse o Programa Funcional do novo Hospital, espante-se com a resposta; O senhor Presidente da Câmara disse que não sabia de nada, mas que questionado usou da criatividade para responder. Como não sabia, inventou.
Claro que o disparate é redondo demais para não o voltar a explorar. Assim, na última reunião da Assembleia Municipal um eleito da CDU voltou a fazer a mesma pergunta ao Presidente da Câmara. – Confirma o Senhor o que disse à Comunicação Social sobre as valências do novo hospital de Loures ou de facto foi mesmo só criativo? A resposta ainda foi melhor. – Não sei, mas o senhor também não sabe se vai ser diferente, logo será igual.
Aparte o ridículo e a hilariedade, fica a gravidade do Presidente da Câmara Municipal de Loures tratar este assunto ao nível da anedota. Mas há algo ainda mais grave. A Câmara Municipal não consegue hoje, nem mesmo a facilidade que decorreria da sintonia politico-partidária existente entre Município e Governo, estabelecer quaisquer canais da comunicação eficazes sobre assuntos tão importantes como seja a construção do Hospital de Loures. Deste modo, o ridículo a que o Presidente da Câmara se expõe é o mesmo que recai sobre o órgão a que preside. Neste ponto, perdemos todos a vontade de rir!



