2007/05/16

PSD/M, PSD/L, ACORDOS E DESACORDOS


Depois de quase quatro anos a viverem em união de facto, as estruturas distritais do PSD e do PS celebraram o casamento entre os dois Partidos para a gestão conjunta da Câmara Municipal de Loures. Primeiro, fica mais claro quais as alianças e os equilíbrios políticos em Loures. Para a clareza da vida política em Loures este acordo já consumado torna mais claras as responsabilidades políticas. Depois, o PSD passa agora a ser corresponsável, nos termos do acordo celebrado entre esses dois partidos, pela condução política dos negócios da Câmara Municipal de Loures. Falta porém, em abono da clarificação, conhecer quais são os termos desse acordo político. Para já conhece-se apenas, por despacho do Presidente da Câmara Municipal de Loures, que o eleito do PSD que está na Câmara em substituição do Vereador Frasquilho, assumirá os pelouros do Ambiente e do Turismo. Até agora apenas se conhece como face visível desse acordo a repartição de lugares, e talvez não todos ainda. Da dimensão política do acordo celebrado não se sabe nada, apesar de ser essa a parte mais importante de qualquer acordo político que se preze.

Ao esclarecimento público dos termos desse acordo estão obrigados ambos os Partidos, mas também o Presidente da Câmara Municipal de Loures, o Eng.º Carlos Teixeira. Aguardar-se-á melhor esclarecimento.

Fica porém para a história deste casamento a oposição de parte da família Social-democrata, que há muito se vinha publicamente indignando com os “jeitos” dados por um dos seus eleitos na Câmara Municipal à maioria do PS, mas mais se indignou com o processo da celebração deste matrimónio. Se do ponto de vista político estes “jeitos”, que tanto jeito deram ao PS em Loures, foram durante muito tempo apresentados como acções tresmalhadas da orientação partidária, eles foram agora caucionados pela negociação deste acordo. Pode mesmo afirmar-se que a responsabilidade política que se assacará doravante ao PSD tem efeitos retroactivos, que remontam a meados do mandato passado.

O PSD/M, (entenda-se Secção de Moscavide) que se opõe a este acordo, será tão responsabilizável quanto o PSD/L (entenda-se Secção de Loures), que negociou o acordo. Porque este entendimento teve a cobertura dos órgãos distritais de ambas as estruturas partidárias, mas também porque em política não cabem meias culpas, quando estas se justifiquem com falta de organização interna. É o PSD todo e uno, a entidade que a partir de agora terá também de prestar contas pelo rumo ou falta dele em Loures, o PSD/ML.

5 comentários:

Anónimo disse...

Será que o PSD também vai nomear por opção pessoal as chefias do Ambiente e do Turismo? ou não, até aceita os que lá estão da confiança do PS.

Anónimo disse...

Os serviços do Turismo então são 100% PS, desde a coordenadora ao motorista, mais se assemelha a um gabinete da JS. Mas o PSD está tão lacaio do PS, tudo é possível.O PSD está sem força e carisma, não mandam nada e em Loures vai ser assim.

Goncalo disse...

Julgo que, quando era Demétrio Alves o presidente (e depois Adão Barata), houve uma coligação entre PCP e PSD para a Câmara. Ou seja, o PSD é um partido sem uma expressão muito elevada no concelho de Loures, mas lá consegue entrar nos executivos camarários e nas coligações.

Anónimo disse...

Nesses idos tempos da CDU, o fenómeno era outro. Por norma essa maioria propunha pelouros a todos os partidos da oposição e por norma todos assumiam responsabilidades. Não era só o PSD, o PS também.

Anónimo disse...

Mas o PS não mandava já na Câmara de Adão?