
2008/09/22
2008/09/18
OLÉ


Há uns meses o país sobressaltava com a escalada dos preços dos combustíveis. Na altura, o Governo e as gasolineiras desdobram-se em explicações sobre o aumento do preço do petróleo nos mercados nacionais e de como seria inaceitável que essa evolução não tivesse impacto nos preços cobrados aos consumidores.
A culpa seria assim do mercado e das suas sagradas regras. Nada a fazer a não ser aguentar. Em nome da "verdade" e da "transparência" o governo do PS havia liberalizado o mercado dos combustíveis e, como todos percebemos, a verdade pode ser uma coisa dura!
Há semanas que o preço do petróleo nos mercados internacionais desce, mas em Portugal essa descida não se está a verificar nos produtos refinados, porque será isso?
O senhor da BP veio explicar: parece que o dolar se valorizou face ao euro e que, além disso, estaremos ainda a consumir petróleo comprado nos preços mais altos!! Mas não pagámos logo os aumentos, mesmo quando consumimos petróleo comprado mais barato e com o euro em alta??
Bem vistas as coisas parece que as explicações variam de acordo com as conveniências.
Bem pode o Ministro "desejar" a baixa dos preços, que não fará esquecer quem nos colocou nos cornos deste touro.
2008/09/17
OLHA PRA MIM, SEMPRE À FRENTE!!!

Como não podia deixar de ser, o Presidente da Câmara de Loures correu para poder ficar na fotografia.
Não interessa se leu o contrato, se não o levou a Reunião de Câmara para ser analisado, estudado, aprovado. Se foi uma iniciativa pessoal, à margem do órgão a que preside, visto o assunto não ter sido levado a reunião.
O que importa é que ele esteve na linha da frente, tanto física como em obediência partidária.
E depois lá pensará que agora sim, é realmente dono das escolas todas.
Mesmo que não dê conta do recado (provam as obras de reparação de algumas escolas do 1º ciclo que começaram quando deviam estar concluídas, a falta gritante de Jardins de Infância, as refeições cujos pagamentos do ano passado estão por cobrar, etc….).
Que se cuidem os Agrupamentos de Escolas porque vai sobrar para eles!!!!
2008/09/16
2008/09/15
QUERES APRENDER, ATIRA-TE PARA O CHÃO!





O Logradouro da escola está muito degradado, com um alcatrão tão irregular que as crianças na escola, quando caem ao chão, esfolam a pele e a consequência das quedas é ainda maior do que se tivessem um piso liso e regular, assim as consequências da queda são ainda maiores.
Esta obra era para ter começado em Agosto de 2008, durante as ferias do Ano Lectivo Escolar, para não causar transtornos, mas do concurso publico aberto, a empresa vendedora que ficou em primeiro lugar, comunicou a Câmara Municipal que estava em falência, não tendo condições para realizar as obras necessárias.
A Escola está carenciada de obras, tem o logradouro de Alcatrão muito degradado e irregular, tem fissuras nas Paredes, nas Casas de Banho, há azulejos arrancados. Também devia ter arrancado a construção do Jardim-de-infância. Agora as obras vão causar transtornos no ano lectivo, e está se num impasse que a Câmara Municipal de Loures, não sabe como resolver esta situação, a Junta de Freguesia de Santo Antão do Tojal, esta farta de reclamar.
Tudo porque o concurso público, a empresa que ficou em primeiro lugar, declarou falência, não tendo condições para realizar as obras
A Câmara farta-se de gastar dinheiro em Publicidade e propaganda, agora até fez um anúncio a desejar um bom início de ano lectivo, mas nesta freguesia tal não vai ser possível com um mau arranque do Ano lectivo.
Com esta escola, também já existe um antecedente, esta era a escola que a Câmara Municipal de Loures queria encerrar na aprovação da sua Carta educativa, mas devido a pressão da população, teve de alterar, e em vez de encerrar, teve de aprovar a sua manutenção.
Isto é Anedótico, mas é verdade, quando da Visita do Presidente da Câmara Municipal de Loures a Escola de Santo Antão do Tojal, puseram lhe o problema!
-Sr. Presidente o Logradouro da Escola está degradado e as crianças quando caem aleijam-se!
A resposta do senhor presidente foi:
- Mas senhor Presidente, eu estou farto de cair no Recreio, e ainda não aprendi nada! "
CANÇÕES DE EMBALAR


"A nova Discoteca” In Bacco”, situada no parque da Cidade está a criar Polémica, tudo por causa do funcionamento, e do ruído que provoca até as 5 da manhã. Esta discoteca situada no parque da cidade fica perto de um núcleo de habitação na localidade de “Mealhada”, um aglomerado de prédios, na “entrada” da Cidade de Loures.
Na Mealhada os moradores descontentes com esta situação e afectados com o barulho juntaram-se num “Grupo de Cidadãos da Mealhada”, porque juntos poderiam protestar com mais veemência. Este Grupo apresentou um requerimento a Câmara já depois de 20 de Agosto, para protestar, mas o espaço continua a funcionar desde a sua inauguração, no dia 27 de Julho, durante as festas do concelho de Loures.
De facto aquele espaço não se destinava inicialmente para ser uma Discoteca, mas sim para ser um bar, e ser uma coisa agradável, e não algo que provocasse distúrbios e mau estar das populações, que não conseguem dormir, e sentem-se deprimidos, e que, no outro dia vão trabalhar e, esta situação esta a afectar habitantes da Mealhada, os que moram na proximidade desta discoteca.
Os moradores telefonam para a Policia por causa do barulho, mas a Policia diz que nada pode fazer, afinal de contas, este projecto do suposto Bar, foi aprovado pela Câmara Municipal de Loures e, sendo um projecto da própria Câmara Municipal que aprovou a construção daquele espaço.
Tudo o que os Moradores da Mealhada pedem, é que pare o ruído, e que possam descansar, e agora a Câmara vai ter que emendar, uma situação que ela própria criou, ao aprovar como zonas de cafetaria e restauração, e que deu origem a esta situação.
Claro que a criação destes bares e restaurantes no parque da Cidade, foi um erro como se pode analisar pelos resultados, porque o Parque da Cidade era suposto ser uma zona de descompressão, da Cidade, em vez disso pode trazer problemas de segurança, ou de estacionamento. Começa a vir ao de cima os problemas deste projecto, neste caso, o ruído de uma discoteca, num espaço de Restauração aprovado pela Câmara Municipal de Loures. E a Câmara Municipal de Loures aparece agora como bom samaritano a tentar resolver este problema, mas esquece-se que foi a própria que esta na Génese deste problema. "
(autor identificado)
Obrigado pela missiva.
A Câmara Municipal tem o dever redobrado no acautelamento destes aspectos, na medida em que foi a principal impulsionadora deste projecto.
PATOS BRAVOS

2008/09/01
SAUDADES DE UM HOMEM BOM QUE NUNCA VIU UM HOMEM MAU!

FENÓMENOS DO ENTRONCAMENTO

Abri hoje a porta do Palácio e a caixa do correio, ao fim de um mês de ausência, levará algum tempo a dar resposta a todas as missivas, mas comprometo-me a não passar por nenhuma sem de dedicar a atenção necessária.
Das que já li, publico esta, que não só é oportuna, como vem ilustrada. Obrigado à visitante.

Caríssimo Marquês,
Moro na sossegada localidade da Mealhada com vista privilegiadíssima para a Várzea de Loures. Abri as persianas e vi um OVNI. Isso mesmo, um OVNI. Veja, meu caro Marquês a foto que lhe envio em anexo. Da minha janela, vê-se muita coisa. Por exemplo Frielas. Por trás das colinas adivinham-se as nossas Beverly Hills: Quintas da Fonte e do Mocho.
O que andaria um OVNI a fazer ali naqueles sítios? Logo alí! Confesso nunca fui (como os americanos) muito crente nestas coisas de OVNIs e discos voadores. Até ver um. Tal e qual como nos filmes dos tais americanos.
Ainda ponho a hipótese de não ter sido OVNI mas sim uma estrela que guia reis montados em camelos até às manjedouras onde nascem salvadores filhos de deuses. Mas quanto a estes assuntos sou ainda mais descrente embora toda a gente saiba que os salvadores nascem no meio dos pobres.
Caro Marquês, este Concelho está na moda. O Entroncamento que se cuide porque os fenómenos agora transferiram-se para cá.
--
Apresento os meus cumprimentos
2008/08/31
A MORTE NÃO É NADA

Eu somente passei para o outro lado do caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei a ser.
Chamem-me como sempre me chamaram.
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Não utilizem um tom solene ou triste,
continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que o meu nome seja pronunciadocomo sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de vossos pensamentos,
agora que estou apenas fora de vossas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho...
Vocês que aí ficaram,
sigam em frente,
a vida continua linda e bela como sempre foi."
Santo Agostinho
Até sempre, Adão!
2008/08/08
2008/08/07
ALEXANDRE SOLJENITSIN


O CDS já não é propriamente um partido, mas também não é uma agremiação literária. Deste modo, a sua evocação do escritor será feita pela relevância política do autor e não tanto pelos seus atributos literários.
Não sei o que acha o Marquês sobre este escritor, seja na perspectiva literária, seja na perspectiva política, mas por desafio de um comentador, deixarei aqui a minha opinião, construída sobretudo nas várias leituras feitas sobre o acontecimento.
Alexandre Soljenitsin era um escritor tipicamente russo, na forma, no estilo e conteúdo. De acordo com os críticos literários, a sua escrita transportou para o Século XX a tradição russa do século XIX. Desse ponto de vista, o seu reconhecimento internacional, pela atribuição do Nobel em 1970, ter-se-á revestido, do reconhecimento do papel e da importância da literatura russa no contexto cultural moderno, não sendo despiciendo o significado político da personagem no contexto político da guerra fria.
Do ponto de vista político, Alexandre Soljenitsin estaria longe de ser um democrata como ocidentalmente entendemos o conceito. A sua crítica, mais do que justa ao Estalinismo, era uma crítica conservadora, do ponto de vista político. Aliás, em escritos, artigos e entrevistas, como muito bem lembra Carlos Brito, revelava a sua admiração por Franco e por Pinochet. Já após o desmembramento da União Soviética, Alexandre Soljenitsin ocupou o seu lugar na nova ordem russa, passando a merecer a crítica daqueles que o acusavam de conivência com o endurecimento do regime russo, sobretudo na era Putin, político por quem nutria admiração, sobre a reivindicações autonomistas de várias nações ainda governadas por Moscovo!
A sua morte retira-o do fundo do baú, onde de algum modo foi colocado, quando a relevância política do seu trabalho deixou de existir. As referências a Alexandre Soljenitsin, são sobretudo críticas repisadas ao Estalinismo, ao Comunismo, à União Soviética, à esquerda, a tudo o que soar a possibilidade de alternativa ao capitalismo. Veja-se a iniciativa do CDS, que talvez verse sobre tudo, menos sobre a literatura e leia-se o texto de José Manuel Fernandes no Público de ontem!
Mas se o objectivo é fazer, in extremis, a crítica às teses e teorias anticapitalistas, a escolha também não é a mais acertada, porque Alexandre Soljenitsin era um anticapitalista conservador. A sua concepção política torna-o antes um fiel depositário da tradição e cultura russas do século XVIII, XIX e XX. Da Grande Rússia “Imperial” e centralista, onde os movimentos independentistas são encarados como amputações ilegítimas e o liberalismo económico e político é visto como um perigo para os valores e as tradições.
É neste contexto que encaro a personagem, sem grande paixão ou controvérsia, antes com serenidade. Nada do que escreveu ou disse é grande argumento para o debate sobre as perspectivas de futuro da humanidade, ainda que seja para esse campo que muitas das análises e “sentidas” homenagens o queiram transportar.
A crítica democrática e progressista ao neoliberalismo é cada vez mais urgente, custe isso muito ou pouco a Paulo Portas e outros.
2008/08/03
OU ISTO, OU O LIVRO DA MADDIE

Se já não encontrar o livro "A verdade da mentira", de Gonçalo Amaral, em nenhuma grande superfície, quiosque, livraria, merceeiria, farmácia de serviço, local onde se encontra sempre tudo, e mesmo assim quiser ler qualquer coisa no Verão, pode sempre optar pela colecção que o DN está a oferecer, até ao início de Setembro. Recomenda-se ao Presidente da Câmara de Loures a leitura do livro oferecido dia 18 de Agosto.Fiódor Dostoiévski, Coração Débil, 26 - Jul
Fiódor Dostoiévski, A Voz Subterrânea, 09 - Ago
2008/08/01
NA FILA DO CENTRO DE EMPREGO

Os portugueses que hoje passarem o dia numa fila do Centro de Emprego, fá-lo-ão bastante reconfortados por saber que ontem o Presidente da República se dirigiu solenemente ao país, para dizer que estava muito preocupado... com o Estatuto Politico-administrativo da Região Autónoma dos Açores. É bom saber que alguém se preocupa com os portugueses!2008/07/30
SALÁRIOS DOS GESTORES PÚBLICOS BAIXA 1%!


Governo nega que salários dos gestores públicos tenham aumentado
29.07.2008 - 15h02 PÚBLICO
Mas mais escabroso é o facto de a maioria destes lugares estarem ocupados por diligentes militantes do PS, PSD e CDS-PP, os mesmos partidos que mais zurzem no sector público do estado. Afinal são os que mais ganham com a sua existência! Dividem os lugares entre si. Pagam-se muito bem. Quando estão no "activo político" dizem mal que se fartam da existência de empresas públicas, de como são um entrave ao desenvolvimento, etc, etc... Mas quando acabam as suas comissões políticas vão a correr gozar o El Dourado de um qualquer Conselho de Administração.
PARAGEM ACONSELHADA NAS CURVAS E NAS ROTUNDAS!


Não me surpreenderia que a Academia Sueca viesse a atribuir os Nóbeis da ciência e da economia, e quiça da medicina (descoberta do caminho viário para o Centro de Saúde) em conjunto e ex-acquo aos Srs. Presidentes da Câmara de Loures e da Junta de Sacavém. Tal é o pulo e avanço que a humanidade dá com esta "descoberta" sem igual sobre as alavancas do desenvolvimento.
2008/07/28
ACTIVIDADES REDUZIDAS ATÉ SETEMBRO

PARA QUANDO O METRO ATÉ LOURES?


2008/07/27
QUANDO O MEU AVÔ NÃO ME COMPROU UM CHUPA, PERCEBI QUE ELE NUNCA SERIA UM BOM PRESIDENTE DE CÂMARA

Não consegui, como era meu objectivo, visitar no passado sábado o Palácio do Correio-Mor. Assim, perdi a possibilidade de voltar a um dos mais belos locais do concelho de Loures. O Palácio do Correio-Mor, em Loures, consegue sempre transportar-nos para outro tempo. É uma pérola encravada num vale pronunciado e resguardado por encostas verdejantes. Dificilmente quem passe em Loures intui a existência daquela relíquia.
Mas perdi outra coisa. Perdi a possibilidade de ouvir um dos mais impressionantes discursos do Presidente da Câmara Municipal de Loures, felizmente as novas tecnologias conseguem encurtar o tempo e o espaço. Por momento da atribuição da Condecorações Municipais, onde o centro devem ser aqueles que o colectivo dos Vereadores decidiu distinguir, Carlos Teixeira não resistiu ao discurso egocentrado. Assim, teceu uma peça de autoelogios num tom, ora intimista, ora panegírico. Numa cerimónia dedicada aos outros, não resistiu ao eu. Mas a tónica forçada na autoconfiança e na certeza do apoio público, deixa transparecer a crescente insegurança e cansaço do Presidente da Câmara.
O discurso revela ainda, se comparado com outras peças oratórias produzidas ao longo destes últimos sete anos, um esgotamento da mensagem política e a ocupação do momento oratório pela vacuidade das referências de circunstância. Passou há muito o momento das promessas fáceis dos primeiros anos e dos discursos plenos de referências aos problemas herdados. Mas a evolução não passou para um discurso de presta-contas das promessas feitas, porque na sua maioria não foram cumpridas. Mas também não se reconverteu num discurso de futuro sobre os novos desafios, porque a Câmara Municipal estagnou no lodo do seu autocontentamento.
A referência à crítica política, que se vai avolumando em Loures, reduziu-se a uma nota inflamada em torno da vozes críticas em relação à utilização abusiva que o Presidente da Câmara faz da sua vida pessoal como meio de promoção política! Não deixa de ser curiosa esta postura. Neste momento, as únicas novidades significativas que o Presidente vai dando, são os progressos pueris do seu neto! Os “Políticos também têm família (...)” não me parece uma revelação digna de registo, mas o contexto e o revelador tornam-na merecedora de comentário.
Nunca aqui duvidámos que os políticos também têm família, aliás, em Loures, descobrimos pouco depois das eleições de 2001 que os eleitos do PS tinham família. Foram vários os ascendentes e descendentes dos recém eleitos a encontrar empregos e colocações na estrutura administrativa da Câmara Municipal. Em relação à vida privada e pessoal dos titulares de lugares públicos no Município de Loures, foram estas a únicas referências que alguma vez vi escritas.
O direito à reserva da vida privada, é um direito de todos os cidadãos, incluindo daqueles que desempenham cargos públicos. Salvo um ou outro episódio canalha, a exploração da vida privada não têm sido um método comum de luta e combate políticos em Portugal, nem no Município de Loures. E muito bem. Este facto é um sinal de urbanidade e maturidade democrática. Mas se a reserva da vida privada de terceiros é sinal de urbanidade, a recusa da utilização da vida privada como meio de promoção política também o é!
Pouco releva para a qualidade de um Presidente de Câmara conhecer a natureza e qualidade das suas relações pessoais e privadas. A sua exposição ostensiva é desnecessária e até de mau gosto em alguns momentos. Que interessa aos associados de uma Associação de Reformados, que esperam pela construção de um centro de dia, saber que no dia anterior o Presidente de Câmara jantou com os seus pais? Que interesse tem para uma Associação de Pais, que espera a construções de um novo jardim-de-infância, que o neto do Presidente de Câmara lhe sujou a gravata com papa? Que interesse têm referir no meio de uma intervenção pública o contexto em que a filha ficou menstruada? Pura falta do sentido do ridículo, para ser suave. Esta exposição tem um objectivo político claro, daí que a coloque âmbito da crítica política, a criação de um falso sentimento de proximidade às pessoas.
Se um dia o Presidente de Câmara se divorciasse da sua esposa, cortasse relações com os seus filhos e se se casasse em Barcelona com um gasolineiro, tornar-se-ia pior autarca por isso? Claro que não, continuaria a ser tão mau quanto é hoje.
A mim pouco me importa se o meu Presidente de Câmara e os Vereadores são casados, divorciados, solteiros, unidos de facto, se são fiéis ou infiéis, se têm filhos, sobrinhos ou enteados, se têm pais ou padrinhos, nem se as suas relações com estes parentes todos é boa, má ou assim-assim. Todos esses aspectos são da reservada esfera da sua vida privada, aí se devem manter e ser, por todos, intransigentemente defendida, incluindo pelos próprios. Até porque a utilização da vida privada no contexto do debate político é uma caixa de pandora, que importa nunca venha a ser aberta, para sanidade e elevação do debate político.








